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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Bíblia é a Palavra de Deus


O capítulo seguinte, do precioso livro “Manual Bíblico de Henry H. Halley”, páginas 22 e 23, relacionado com inspiração e revelação, será transcrito, por sua utilidade.
Sem levar em conta qualquer teoria sobre a inspiração da Bíblia, ou qualquer idéia sobre como foi que seus livros chegaram à sua forma atual, ou até onde o texto bíblico sofreu às mãos de redatores e copistas, ao ser transmitido, abstraindo-nos da questão de saber o quanto é que se deve interpretar ao pé da letra e o quanto é que se deve aceitar como tendo sentido figurado, ou qual parte da Bíblia é história, e qual é poesia; se simplesmente admitirmos que a Bíblia é exatamente aquilo que se apresenta ser, se estudarmos seus livros para lhes conhecer o conteúdo, acharemos nela uma unidade de pensamento a indicar que uma Mente única inspirou a escrita e a compilação de toda a série dos seus livros, que ela traz em si o sinete do seu Autor, que, é, em sentido único e distintivo, A PALAVRA DE DEUS.
Há uma opinião moderna, sustentada mesmo em larga escala em certos círculos intelectuais, de que a Bíblia é uma espécie de história secular do esforço do homem por encontrar a Deus: um registro da sua experiência no esforço por alcançá-lO, melhorando gradativamente suas idéias a respeito da Divindade, baseado nas experiências das gerações precedentes. Naquelas passagens, tão abundantes na Bíblia, onde se diz que Deus falou, de acordo com esta opinião Deus não falou realmente, mas os homens expressaram suas idéias em linguagem que diziam ser a linguagem de Deus, quando na realidade isso era apenas o que imaginavam a respeito de Deus. A Bíblia, por essa forma, seria nivelada aos outros livros; apresentam-na, não como Livro divino, mas como obra humana, fingindo ser obra de Deus.
Rejeitamos de todo essa idéia e com repugnância. Cremos que a Bíblia é, não o relato do homem sobre seus esforços por encontrar a Deus, porém a narração do esforço de Deus por Se revelar ao homem: é o registro do próprio Deus, quanto ao Seu trato com os homens, na revelação que de Si mesmo fez à raça humana; é a vontade revelada do Criador do homem, transmitida ao homem pelo próprio Criador, para lhe servir de instrução e direção nos caminhos da vida.
Os livros da Bíblia foram compostos por autores humanos; nem se sabendo quais foram alguns deles. Tampouco se conhece como foi exatamente que Deus dirigiu esses autores no ato de escrever. Contudo, afirma-se que Deus os dirigiu; e os livros da Bíblia forçosamente são exatamente o que Deus quis que fossem.
Há uma diferença entre a Bíblia e todos os outros livros. Os escritores em geral podem orar a Deus que os ajude, e dirija, e Deus realmente os ajuda e dirige. Há no mundo muitos livros bons, a cujos autores, sem dúvida, Deus ajudou a escrever. Mas ainda assim, os autores mais piedosos dificilmente teriam a presunção de alegar que Deus escreveu seus livros. Pois essa autoria divina é atribuída à Bíblia. Deus mesmo supervisionou, dirigiu e ditou a escrita dos seus livros, tendo sob seu completo controle os autores humanos, e de tal modo que a redação é de Deus. A Bíblia é a PALAVRA DE DEUS num sentido em que nenhum outro livro no mundo a pode ser.
Pode acontecer que algumas expressões bíblicas sejam “formas antigas de exprimir pensamentos”, para transmitir idéias que hoje expressaríamos de outro modo, porque foram vazadas em linguagem de tempos remotos. Mas ainda assim, a Bíblia encerra em si precisamente aquilo que Deus quer que a humanidade saiba, na forma exata pela qual Ele quer que nós o conheçamos. E até ao fim dos tempos o precioso velho Livro será a única resposta às indagações da humanidade na sua busca de Deus.
A Bíblia, composta por muitos autores, através de muitos séculos, sendo, contudo, UM LIVRO só, é, em si mesmo, o milagre proeminente dos séculos, que traz em relevo sua própria evidência de ser de origem sobre-humana.
TODA PESSOA deve amar a Bíblia. Toda gente deve lê-la assiduamente. Todos devem esforçar-se por viver seus ensinos. A Bíblia precisa ocupar o centro da vida e da atuação de cada igreja, e de cada púlpito.
O ÚNICO MISTER DO PÚLPITO É O ENSINO SIMPLES E EXPOSITIVO DA PALAVRA DE DEUS.
A BÍBLIA
“Este livro contém a mente de Deus, o estado espiritual do homem, o caminho da salvação, a condenação dos pecadores e a felicidade dos crentes. As suas doutrinas são santas, os seus preceitos são obrigatórios, as suas histórias são verídicas, as suas decisões são imutáveis. Lede-o porque ele apresenta a Cristo, o meio para alcançar a salvação, e praticai os seus ensinos para alcançar a santificação pela fé. Ele contém a luz para vos dirigir, o alimento para vos sustentar, e o conforto para vos alegrar. Ele é o mapa do viajante, o cajado do peregrino, a bússola do piloto, a espada do soldado e a Carta Magna do cristão. Nele o paraíso é restaurado, os céus abertos e as portas do inferno são desmascaradas. Cristo é o seu único assunto; o nosso bem, o seu desígnio; e a glória de Deus o seu fim. Ele deve encher a memória, reinar no coração, e guiar os pés. Lede-o freqüentemente, pausadamente e devocionalmente. Ele é uma mina de riqueza, um paraíso de glória e um rio de gozo. É-nos oferecido na presente vida, será o código de lei do Juízo Final e o único a permanecer na biblioteca da eternidade. Ele envolve a mais alta responsabilidade, galardoa o maior labor e condena os que tratam frivolamente o seu sagrado conteúdo.”
Texto de Pedro Apolinário, História do Texto Bíblico, Capítulo 6.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Qual é a relevância das genealogias bíblicas para nossa vida espiritual?


Uma leitura superficial das genealogias bíblicas pode deixar o leitor com a impressão de serem elas partes irrelevantes e enfadonhas inseridas ao texto sagrado. Mas estando comprometidos com “toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4), não poderemos considerar insignificantes tais partes da Bíblia. A tradicional aversão às genealogias pode ser superada pela compreensão da sua importância, das suas características básicas e das lições espirituais que podem ser delas extraídas.
A despeito de nem sempre serem completas, as genealogias bíblicas são relevantes. Elas fornecem informações fundamentais para se calcular à idade aproximada da raça humana, bem como para se datar alguns eventos bíblicos com seus respectivos protagonistas. Duas genealogias (ver Mt 1:1-17; Lc 3:23-38) comprovam que Jesus de Nazaré é descendente de Abraão (Gl 3:16) pela linhagem de Davi (Mt 22:42; At 2:29-31; Rm 1:3; 2Tm 2:8).
Considerando-se a genealogia de Cristo provida em Mateus 1:1-17, percebe-se uma lista numericamente simétrica, com três blocos de catorze nomes cada (v. 17), mas com a supressão de pelo menos quatro nomes – o verso 8 não menciona os reis Acazias, Joás e Amazias, que reinaram depois de Jeorão (e não Jorão) e antes de Uzias (cf. 2Cr 22:1; 23:11; 24:1, 27; 25:1; 26:1), e o verso 11 deixa fora o nome de Jeoaquim, filho de Josias e pai de Jeconias (cf. 1Cr 3:15, 16). Por outro lado, na mesma genealogia encontramos alusões a quatro mulheres: Tamar, Raabe, Rute e Bate-Seba, as quais, com exceção de Rute, tiveram um passado moralmente questionável (ver Gn 38; Js 2; 2Sm 11). Tais alusões podem ser entendidas como evidências concretas de que Jesus não veio “chamar justos e sim pecadores [ao arrependimento]” (Mt 9:13).
A genealogia de Cristo, em Mateus 1:1-17, avança progressivamente de Abraão até “José, marido de Maria” (v. 16), seguindo a linhagem do rei Salomão, filho de Davi com Bate-Seba (v. 6; 1Cr 3:5). Por sua vez, a genealogia em Lucas 3:23-38 retrocede de José até “Adão, filho de Deus” (v. 38), passando por Natã, outro filho de Davi com a mesma mulher (v. 31; 1Cr 3:5), razão pela qual muitos dos nomes mencionados entre José e Davi não aparecem em qualquer outra parte da Bíblia. Retrocedendo até Adão, Lucas procura mostrar que Jesus é o Salvador, não apenas dos judeus, mas de toda a humanidade, como está evidente na alusão de Simeão à salvação manifesta a “todos os povos: luz para a revelação dos gentios, e para a glória do Teu povo de Israel” (Lc 2:30-32).
Alguns críticos questionam a confiabilidade da genealogia pré-diluviana (ver Gn 5), sob a alegação de conter lacunas semelhantes às encontradas em Mateus 1:1-17. Mas essa alegação acaba desconhecendo as diferenças estruturais entre ambas as genealogias. Em Mateus, encontramos uma relação retilínea de nomes interligados pela expressão “gerou”, que pode significar um descendente imediato (filho) ou um descendente um pouco mais distante (neto, bisneto, etc.). Mas, no livro do Gênesis, a genealogia pré-diluviana é enunciada de forma a não dar espaço a lacunas. É dito que alguém viveu determinado número de anos, gerou um filho, e viveu mais certo número de anos, e morreu. Por sua vez, aquele filho seguiu o mesmo processo. Portanto, não há possibilidade de lacunas como no caso de Mateus.
Além disso, das genealogias bíblicas podemos extrair importantes lições existenciais e espirituais. Elas nos ensinam, por exemplo, que a vida neste mundo não é eterna, e que as pessoas morrem com diferentes idades. Por conseguinte, não sabemos quando nossa própria vida chegará ao fim. Mas, por outro lado, as genealogias confirmam que, a despeito de todas as doenças e calamidades, Deus ainda preserva, por Sua misericórdia, a existência humana. Nas sucessões de nomes sempre aparece um descendente, e assim a vida continua até hoje. Portanto, uma leitura mais detida das genealogias bíblicas pode fortalecer nossa própria vida espiritual.
Texto de autoria do Dr. Alberto Timm Revista do Ancião (julho – setembro de 2008).
Fonte: Blog Sétimo Dia

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Israel Influenciado Pelo Ambiente


Muitos anos tinham os filhos de Israel estado em servidão aos egípcios. Apenas umas poucas famílias haviam descido ao Egito, porém tinham-se tornado numa grande multidão. Sendo circundados pela idolatria, muitos deles tinham perdido o conhecimento do verdadeiro Deus e esquecido Sua lei. Uniram-se aos egípcios em sua adoração ao Sol, Lua e estrelas, e também de animais e imagens, obra das mãos de homens.


Todas as coisas ao redor dos filhos de Israel tendiam a fazê-los esquecer o Deus vivo. Mesmo assim, existiam entre os hebreus os que preservaram o conhecimento do verdadeiro Deus, Criador dos Céus e da Terra. Afligiam-se por ver seus filhos testemunhando diariamente as abominações do povo idólatra que os cercava, e mesmo tomando parte nelas, curvando-se às divindades egípcias, feitas de madeira e pedra, e oferecendo sacrifícios a estes objetos insensíveis. Os fiéis eram afligidos e na sua agonia clamavam ao Senhor por livramento do jugo egípcio; que Ele os tirasse fora do Egito, para onde pudessem ser livres da idolatria e das corruptoras influências que os circundavam.

Entretanto muitos dos hebreus estavam dispostos a permanecer em servidão, de preferência a terem que ir para um novo país e depararem com as dificuldades presentes em tal jornada. Por isso, o Senhor não os livrou pela primeira manifestação de Seus sinais e maravilhas diante de Faraó. Deus dirigiu os fatos para mais plenamente desenvolver o espírito tirânico de Faraó, e para que pudesse manifestar Seu grande poder aos egípcios e também diante de Seu povo, a fim de fazê-los ansiosos de deixar o Egito e escolherem o serviço de Deus.

Embora muitos dos israelitas se tivessem corrompido pela idolatria, os fiéis permaneciam firmes. Não ocultavam sua fé, mas abertamente confirmavam diante dos egípcios que serviam o único verdadeiro Deus vivo. Repetiam as evidências da existência de Deus e do Seu poder, desde a criação. Os egípcios tiveram oportunidade de se familiarizar com a fé dos hebreus e com seu Deus. Tinham tentado subverter os fiéis adoradores do verdadeiro Deus, e estavam aborrecidos porque não tiveram êxito, nem por ameaças, nem por promessa de recompensas, ou por tratamentos cruéis.

Os últimos dois reis que haviam ocupado o trono do Egito tinham sido tiranos e trataram cruelmente os hebreus. Os anciãos de Israel se esforçaram para encorajar a enfraquecida fé dos israelitas, referindo a promessa feita a Abraão, e as palavras proféticas de José pouco antes de morrer, predizendo sua libertação do Egito. Alguns deram ouvidos e creram. Outros contemplavam sua própria triste condição, e não tinham esperança.

Os egípcios tinham descoberto a expectativa dos filhos de Israel e zombavam de suas esperanças de livramento, falando desdenhosamente do poder de seu Deus. Apontavam-lhes a sua própria situação como um povo, mera nação de escravos, e insultuosamente diziam-lhes: Se vosso Deus é justo e misericordioso, e tem poder sobre os deuses egípcios, por que não faz de vós um povo livre? Por que não manifesta Sua grandeza e poder, exaltando-vos?

Os egípcios, então, chamavam a atenção dos israelitas para o seu próprio povo, que adorava deuses de sua própria escolha, os quais os israelitas denominavam falsos deuses. Exultavam ao dizer que seus deuses tinham-nos prosperado, dando-lhes alimento, vestuário e grandes riquezas, e que seus deuses também tinham dado os israelitas nas suas mãos para servi-los, e que tinham poder para os oprimir e destruir, a fim de que não fossem um povo. Escarneciam da idéia de que os hebreus seriam libertados da escravidão.

Faraó jactava-se de que gostaria de ver Deus livrá-los de suas mãos. Estas palavras destruíram a esperança de muitos dos filhos de Israel. Parecia-lhes que tudo era mesmo como o rei e seus conselheiros tinham dito. Sabiam que eram tratados como escravos, e que deviam suportar o grau de opressão que seus feitores e administradores lhes impunham. Seus meninos tinham sido caçados e mortos. Sua própria vida era um fardo, e eles estavam crendo no Deus do Céu e adorando-O.

Contrastavam então sua condição com a dos egípcios. Estes não criam absolutamente num Deus vivo que tivesse poder para salvar ou destruir. Alguns deles adoravam ídolos, imagens de madeira e pedra, enquanto outros preferiam adorar o Sol, a Lua e as estrelas; e mesmo assim prosperavam e enriqueciam. Alguns dos hebreus raciocinavam que se Deus estivesse acima de todos os deuses, não os deixaria como escravos numa nação idólatra.

Os fiéis servos de Deus entendiam que era por causa de sua infidelidade a Deus como um povo, e sua disposição de misturar-se com outras nações, sendo assim levados à idolatria, que o Senhor permitiu que fossem ao Egito. Com firmeza declaravam a seus irmãos que Deus logo os tiraria do Egito e quebraria seu opressivo jugo.

Chegara o tempo em que Deus deveria responder às orações de Seu opresso povo, e tirá-lo do Egito com tão poderosas manifestações de poder que os egípcios seriam compelidos a reconhecer que o Deus dos hebreus, de quem zombavam, estava acima de todos os deuses. Iria agora puni-los por sua idolatria e seu arrogante gabo das bênçãos concedidas a eles por seus insensíveis deuses. Deus glorificaria Seu próprio nome, para que outras nações ouvissem do Seu poder e tremessem ante Seus poderosos atos, e para que Seu povo, testemunhando suas miraculosas obras, se volvesse inteiramente da idolatria para render-Lhe adoração pura.

No livramento de Israel do Egito, Deus claramente mostrou Sua evidente misericórdia a Seu povo diante de todos os egípcios. Deus achou conveniente executar Seus juízos sobre Faraó, para que ele soubesse por amarga experiência, desde que doutra sorte não seria convencido, que Seu poder era superior a todos os outros. A fim de que Seu nome fosse notório através de toda a Terra, daria prova exemplar e demonstrativa de Seu divino poder e justiça a todas as nações. Era desígnio de Deus que estas exibições de poder fortificassem a fé de Seu povo, para que sua posteridade adorasse firmemente somente Aquele que tinha realizado misericordiosas maravilhas em seu favor.

História da Redenção – Ellen G. White

Nota: O texto acima apresenta a história do povo de Israel durante o período que esteve cativo no Egito. 

Se analisarmos mais a fundo, conseguimos ver que estas palavras contextualizam os dias atuais da igreja.
Muitos de “nós”, nos acomodamos as condições deste mundo, apenas com uma superficial profissão de fé. 

Eu costumo me perguntar… Será que quando nos depararmos com o derramamento das sete ultimas pragas não será tarde demais para qualquer tentativa de santificação? Ou se viermos a dormir agora… estamos realmente preparados para dormir no Senhor?

Que o Senhor, que é Santo! Nos dê hoje, através de nossas orações continuas e esforço, forças e perseverança para buscarmos o verdadeiro Reavivamento e Reforma no Seu Santo Espirito, para estarmos firmes “antes que venha o grande e terrível dia do Senhor”. Joel 2:31. [SM]