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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ensina a Bíblia o Tormento no Inferno?

Parece-me que, na história do rico e Lázaro (Lc 16:19-31), está claro que o destino dos ímpios é o tormento eterno no inferno. É isso mesmo que ela ensina?

Alguns não vêem a história do rico e Lázaro como parábola, pois são citados nomes próprios, como Lázaro e Abraão, diferentemente da parábola da ovelha perdida (Lc 15:3-7) e de outras em que não são citados nomes próprios.

Deve-se dizer que a história do rico e Lázaro é a única que contém dois nomes próprios – Lázaro e Abraão. Nas demais parábolas, não aparecem nomes próprios, mas essa regra tem essa única exceção. Caso essa história não fosse parábola, seria também citado o nome do rico, não é verdade? Vejamos alguns detalhes que indicam ser essa história uma parábola:

1. Ela começa como parábola: “Havia certo homem rico que…” (Lc 16:19). As outras parábolas começam de maneira igual ou parecida.

Veja: “Qual, dentre vós, é o homem que…” (Lc 15:4); “Qual é a mulher que…” (Lc 15:8); “Certo homem…” (Lc 15:11); “Havia um homem rico que…” (Lc 16:1); “Havia em certa cidade um juiz que…

Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que…” (Lc 18:2,3); “Dois homens subiram ao templo…” (Lc 18:10)

2. Ela termina como parábola, com a lição a ser extraída pelos ouvintes, lição introduzida geralmente por algum tipo de exortação ou afirmação categórica: “Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que…” (Lc 16:31).

Veja como terminam outras parábolas: “Digo-vos que…” (Lc 15:7; 18:8, 14); “Eu vos afirmo que…” (Lc 15:10); “Entretanto, era preciso que…” (Lc 15:32); “Eu vos recomendo… para que…” (Lc 16:9).

3. Em parábolas (histórias fictícias), coisas que normalmente não acontecem podem acontecer. No caso desta, mortos estão conscientes e falam, o que, de acordo com a Bíblia, os mortos não podem fazer (SI 115:17; 146:4; Ec 9:5,6, etc). É interessante que a própria parábola diz que haverá ressurreição (Lc 16:31), ocasião em que cada pessoa morta voltará à vida para receber a recompensa – vida eterna ou aniquilação final.

Uma vez que os mortos não têm consciência, mas estão dormindo (Jo 11:11-14) nos túmulos (Jo 5:28, 29), por que, então, contou Jesus essa parábola? Deve-se dizer, primeiramente, que, bem antes de Jesus, os judeus haviam sido influenciados pela cultura grega (helenização) e muitos haviam absorvido crenças gregas, como a imortalidade da alma e a de um inferno de fogo e tormentos. Jesus, então, Se aproveita dessa crença e lhe conta uma parábola, com o fim de ensinar pelo menos quatro lições:

1. Para corrigir a crença judaica de que os sofrimentos desta vida são sempre resultado de uma vida de pecado (cf. jo 9:2). Com certeza, os judeus mal interpretavam as bênçãos e as maldições de Deuteronômio 28: esta parte da Bíblia mostra a regra de que as coisas irão bem para o obediente e mal para o desobediente – mas essa regra tem tantas exceções! Por essa maneira de ver as coisas, o normal seria que o pobre e doente Lázaro (considerado ímpio e amaldiçoado) fosse para um lugar ruim, e o rico (tido como justo e abençoado) fosse para um lugar bom, quando ambos deixassem esta vida. Mas o que fez Jesus?

Inverteu a ordem “natural” das coisas: pôs o rico num lugar horrível e de tormentos e Lázaro num lugar bom, chamado “seio de Abraão” (Lc 16:22, 23).

Ao fazer isso, Jesus queria dizer que nem sempre doença e pobreza são o resultado de uma vida injusta, e que saúde e riqueza nem sempre são indicativos de que uma pessoa é justa. Não fosse assim, o que dizer da doença de Jó (Jó 2:7,8) e da pobreza de Jesus, que não tinha nem “onde reclinar a cabeça” (Mt 8:20)?

Seriam o patriarca Jó e o Senhor Jesus pessoas injustas e amaldiçoadas? É óbvio que não!

2. Para dizer que quem vive egoisticamente nessa vida não pode esperar a vida de bem-aventurança – a vida eterna. É verdade que boas obras não salvam, mas elas demonstram o quanto amamos a Deus e, por conseqüência, os filhos desse Deus, nossos irmãos. Como diz João: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. [...] pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, quem não vê” (ljo 4:8, 20). Ou seja, uma pessoa sem amor está desabilitada para viver no Céu.

3. Para dizer que, com a morte, o destino está fixado, e que tudo o que alguém tem que fazer quanto à sua salvação ele tem de fazê-lo enquanto está vivo. Depois da morte, estará posto o “grande abismo” (Lc 16:26), que separa salvos e perdidos, o abismo da impossibilidade: quem está perdido não tem mais chance de salvação e quem está salvo não corre mais o risco de perdê-la (e nem desejaria isso). A Escritura é clara: Agora é o dia da oportunidade; hoje é o dia da salvação (2Co 6:2).

4. Para dizer que tudo o que é necessário para alguém se salvar ele o tem na Palavra de Deus, representada por “Moisés e os Profetas” (Lc 16:28-31). Se as pessoas não ouvem a Bíblia, de nada adianta enviar um morto ressuscitado para falar com elas. Isso é exemplificado no caso do outro Lázaro, irmão de Maria e Marta. Mesmo tendo presenciado a ressurreição dele, muitos judeus não se convenceram de que Jesus era o Messias.

Ao contrário: foram contar aos sacerdotes, os quais fizeram planos de matar não somente Lázaro, mas também o autor da ressurreição dele, o Senhor Jesus Cristo (Jo 11:46,47; 12:9-11).

Em face dessas lições, deveríamos nos perguntar: Tenho a errônea concepção de que todo sofrimento desta vida é resultado de uma vida de pecado? Estou aproveitando o dia de hoje, o momento presente, para acertar minha vida com Deus?

Por Ozeas C. Moura, doutor em Teologia Bíblica e professor de Teologia no Salt/Unasp.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Uma Reflexão Bíblica Sobre o Dia de Finados

Segundo a Enciclopédia Online Wikipédia, o Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao Dia de Todos-os-Santos.

Desde o século II, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos.

No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.

O Brasil por ser um país predominantemente católico, adotou essa data como feriado nacional segundo as leis n°10.607/02 e n° 662/49.

Os protestantes e evangélicos não recomendam a oração pelos mortos por que essa doutrina é desprovida de apoio Bíblico. Já os católicos afirmam haver respaldo no Livro de II Macabeus 12,43-46, mas a canonicidade desse livro não é reconhecida pela maioria das religiões cristãs.

É durante o estado de vida, que o ser humano é convidado a aceitar a salvação pela fé em Cristo Jesus (Gal 2:16; Atos 4:12; I João 5:11-12) e aguardar o dia da gloriosa ressurreição onde Deus chamará os que dormem para devolver-lhes a vida (I Tess 4:16-17, I Cor 15:51-54). Mas não há nada que se possa fazer para ajudar alguém a aceitar essa verdade, depois de descer a sepultura.

O motivo é que para alguém ser salvo, é necessário crer em Jesus, pois sem Jesus somos pecadores perdidos (Rom 3:23; 6:23); confessar sua condição pecaminosa (I João 1:9; Miq 7:18,19) e arrepender-se dos seus pecados (Atos 3:19; I João 1:9). Porém os mortos estão inconscientes, “não sabem coisa alguma”, não pensam, nem agem (Eclesiastes 9:5, 6 e 10; Salmo 146:4). Como pode então, um morto, crer, confessar e arrepender-se em seu estado mortal?

O apóstolo João declarou em Apocalipse 14:13 – Felizes (Bem Aventurados) são os mortos que descansaram no Senhor… ou seja; durante o estado “vivo” (Racional), tomaram a decisão por aceitar o plano da salvação. A felicidade é creditada pelo fato de que um dia Deus devolverá a vida a estas pessoas e por isso, a morte é comparada para estes, como um sono.

Embora muitos no dia 02 de novembro, tenham vertido lágrimas diante dos túmulos pela ausência afetiva e pessoal de um familiar ou amigo falecido, a Bíblia não nos deixou sem esperança. A morte não será um fim em si mesma para aqueles que morreram em Cristo. Resta uma esperança a estas pessoas e a todos que crêem.
“Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e o que é mortal se revista da imortalidade… Então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (I Corintios 15:51-55)
É preciso valorizar mais os vivos e não os mortos. Os vivos podem tomar a decisão por Jesus enquanto são vivos, mas os mortos já estão com o destino selados pelas escolhas que fizeram em vida. Isso não que dizer que que as boas lembranças de um falecido devam ser esquecidas. Assim como contamos lindas histórias de personagens bíblicos já falecidos, creio que existam milhares de pessoas que deixaram um bom legado e cujo testemunho ainda soa como exemplo de vida.

Certa vez uma mulher me contou que o seu esposo nunca a presenteou com flores e rosas, mas que no dia de finados, os parentes já falecidos, recebiam homenagens que ela nunca recebera durante os longos anos de vida conjugal. Essa mulher clamava por socorro: “Eu estou viva e preciso de atenção”.

Olhe ao seu redor e verás pessoas carentes de bons relacionamentos, apoio, carinho, amor, atenção, mas principalmente, de encorajamento, para “Buscarem o Senhor enquanto se pode achar…” (Isa 55:6).

Concentre os seus esforços por aqueles que ainda estão debaixo do sol (os vivos) e que almejamos encontrá-los um dia no céu. Hoje mesmo, leve a estas pessoas um presente. Pode até ser uma flor, uma rosa, mas não se esqueça do principal, o melhor presente, Aquele que é a ressurreição e a vida – Cristo Jesus.

Fonte:  Blog Sétimo Dia

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Dia de Finados não Passa de Tradição


O dia de finados teve origem entre os clérigos romanos no início da paganização do cristianismo, institucionalizada na Igreja Católica Romana. Antes mesmo de o dia de finados ser criado, o culto aos mortos já existia no mundo pagão, e quando começou a ser praticado – inicialmente de forma sutil e depois mais abertamente – pela Igreja Católica Romana, sofreu a crítica de um pequeno grupo de cristãos da época, centrados no ensino da Palavra de Deus, e que foram rechaçados pelos líderes de Roma. Posteriormente, essa prática só aumentou.

Na época carolíngia, que compreende os séculos 9 e 10dC, surgiu o registro dos vivos e mortos a serem lembrados nas missas, como ocorre ainda hoje em toda Igreja Católica Romana, tomando o lugar dos antigos dípticos, tabuinhas de cera onde figuravam os nomes dos doadores de oferendas. Esses registros eram chamados libri vitae (livros da vida) e incluíam os vivos e os mortos.

Não muito tempo depois de criados esses registros, os mortos foram separados dos vivos nessas listas. Já no 7º século, na Irlanda, passou-se a escrever os nomes dos mortos em rolos que eram lidos nos monastérios e igrejas. Essa tradição deu origem às necrologias, lidas nos ofícios católicos romanos, e aos obituários que lembravam os serviços e obras dos defuntos nas datas em que completavam aniversário de falecimento. Os libri memorialis, como eram conhecidos, na época carolíngia continham de 15 mil a 40 mil nomes a serem lembrados. As necrologias da Abadia de Cluny, na França, faziam menção a 40 ou 50 nomes de defuntos por dia.

No 11º século, exatamente entre 1024 e 1033dC, Cluny instituiu a comemoração dos mortos em 2 de novembro, estabelecendo a conexão deste dia com o chamado dia de todos os os santos. O dia de todos os santos foi criado pela Igreja Católica Romana em 835dC e comemorado no dia 1º de novembro em honra aos mortos, mas foi o abade beneditiano Odílio (962-1049dC), de Cluny, que modificou e substituiu o tal dia de finados, que seria um dia reservado às orações pelas almas no purgatório. O dia de finados começou a ser aceito por Roma em 998dC, juntamente com a celebração do dia de todas as almas, e foi oficializado no início do século 11, sendo cristalizado já no século 20.

É interessante notar que o dia de todos os santos, de onde tudo começou, foi copiado dos cultos pagãos dos celtas e dos gauleses. A festa dos espíritos era celebrada pelos celtas em 1º de novembro. Nessa data os celtas ofereciam sacrifícios para liberar os espíritos que eram aprisionados por Samhain, o príncipe das trevas. O império romano também absorveu o dia de pomona, dos gauleses, transformando as duas festas em uma só. Posteriormente, a Igreja Católica Romana tomou a data para celebração do dia de todas as almas, absorvendo a crendice dos pagãos.

Em 1439, quando Roma bateu o martelo decisivamente pró doutrina do purgatório, o dia de finados foi fortalecido, sendo confirmado definitivamente com o Concílio de Trento, no século 16, que inseriu na Bíblia católica romana os livros apócrifos. É no livro apócrifo de 2 Macabeus que se baseia o culto aos mortos, promovido por Roma todo mês de novembro.

Os católicos romanos alegam que Judas realizou sacrifício pelos mortos no livro de Macabeus (2 Macabeus 12.44-45), mas não podemos de forma alguma tomar este livro como sendo parte das Escrituras Sagradas. O autor de Macabeus, ao final do livro, pede desculpas por algum erro que possa ter cometido. Se fosse um livro inspirado por Deus, o Senhor precisaria pedir perdão por alguma coisa? Veja o que o epílogo do livro de Macabeus afirma: “Finalizarei aqui a minha narração. Se ela está felizmente concebida e ordenada, era este meu desejo; se ela está imperfeita e medíocre, é que não pude fazer melhor”, 2 Macabeus 15.38.

As pessoas as vezes preferem acreditar mais em tradições humanas e experiências pessoais do que procurar estudar a Bíblia para verificar o que ela realmente fala a respeito do assunto. Não há base, em nenhum trecho das Sagradas Escrituras, para o purgatório. Não se deve orar pelos mortos porque a Bíblia diz que, depois da morte, segue-se o juízo (Hebreus 9.27).

Veja o absurdo ensinado pelos romanistas ao falarem do purgatório: “Se alguém disser que, depois de receber a graça da justificação, a culpa é perdoada ao pecador penitente e que é destruída a penalidade da punição eterna, e que nenhuma punição fica para ser paga, ou neste mundo ou no futuro, antes do livre acesso ao reino a ser aberto, seja anátema” (A Base da Doutrina Católica Contida na Profissão de Fé, Seção VI, papa Pio IV).

Como pode-se ver, a doutrina do purgatório simplesmente menospreza a obra expiatória de Cristo na cruz do Calvário, quando a Bíblia diz que o que Jesus fez é definitivo. Se alguém está em Cristo, nenhuma condenação há (Romanos 8.1), há completo livramento do juízo vindouro (João 5.24). Como, então, ensinar que Deus queima seus filhos no purgatório para satisfazer à sua justiça já satisfeita pelo sacrifício de Cristo, ou mesmo para satisfazer a si mesmo, como se o que Cristo fez não fosse suficiente? Como Deus pode purgar pecados já expiados? Além disso, teria o papa mais poderes que Jesus, já que Roma ensina que Jesus, que do Céu intercede pelos pecadores, vê-se impossibilitado de livrar as almas que estão no purgatório, e só o papa possui a chave daquele cárcere?

Orar por quem já morreu NÃO adianta. É antibíblico e inócuo. O dia de finados não se sustenta, porque ele é uma mera tradição religiosa, nada mais que isso. É uma invenção religiosa, bem explorada pelo comércio e pela Igreja Católica Romana. Uma farsa, como qualquer outra. Devemos orar pelos vivos. Isso sim é bíblico!

Pense Nisso…

Fonte: IQC

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

As faces da morte

Notícia do dia: “A cada minuto, 97 pessoas morrem em nosso planeta. São cerca de 140.000 mortes por dia, um milhão por semana”. Já percebeu que todo noticiário, revistas e filmes falam do assunto da morte? Essa é uma verdadeira estratégia de marketing para atrair a nossa atenção. Sabe por quê? Porque a morte é um tema que produz indignação, medo e curiosidade em todos nós.

A morte faz parte de nossa vida. A Bíblia diz que ela é resultado do pecado (Rom. 6:23). Não importa a maneira como foi provocada: assassinato, aborto, doença ou velhice. Todos nós iremos passar por ela, pois somos pecadores.

Agora, existe um tipo de morte que desperta indignação: homicídio. Quem não se indignou ao ver Suzanne Richthofen planejando e executando, juntamente com os irmãos Cravinhos, o assassinato dos próprios pais? E o que falar do caso da menina Isabela Nardoni, que foi brutalmente jogada da janela do seu apartamento? O próprio código penal brasileiro apresenta, do artigo 121 ao 128, os crimes e punições aos responsáveis por homicídios.

E a lei de Deus, o que ela tem a nos dizer sobre o assassinato? No sexto mandamento, Deus resume enfaticamente, com duas palavras, o valor e o sentido da vida: “Não matarás”. Êxodo 20:13. Esse é o mandamento que honra a vida que Deus nos dá. Ninguém tem o direito de tirá-la.

O que é a vida?

Alguns cientistas americanos e japoneses calcularam a composição química e mineral do corpo humano e chegaram a uma conclusão desanimadora: nosso corpo e pele não valem mais do que quatro dólares, ou seja, sete ou oito reais! Isso reunindo os seguintes elementos: 65% oxigênio, 18% carbono, 10% hidrogênio, 3% nitrogênio, 1,5% cálcio, 1% fósforo e outros mais.

Mas nós sabemos que somos muito mais do que uma massa de carne formada por fosfato, cálcio e outros minerais. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. (Gên. 1:26 e 27). Ele é quem nos concede o dom de viver: “Pois Ele mesmo é quem a todos dá a vida, respiração e tudo mais”. Atos 17:25. Além disso, você tem um propósito fantástico, que é viver para glorificar a Deus, servir às pessoas e ser feliz!

Quer saber o valor da vida humana? Olhe esse texto: “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo”. I Pedro 1:18 e 19.

Você tem um valor infinito diante de Deus, pois custou o preço do Seu Filho Jesus. Ele deu a Sua vida por todo o ser humano que já passou por essa Terra. Então, quando uma pessoa tira a vida de alguém, está destruindo o que Deus tem de mais precioso nesse mundo.

As faces do homicídio

1) Aborto
Certo dia, um professor na Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia propôs uma questão aos seus alunos: “Aqui é a história da família. O pai tem sífilis. A mãe tem tuberculose. Eles já tiveram quatro filhos. O primeiro filho é cego. O segundo filho morreu. O terceiro filho é surdo e o quarto filho tem tuberculose. A mãe está grávida. Os pais estão dispostos a ter um aborto se for recomendado. O que é que vocês recomendam para essa família sem perspectiva de futuro?” A maioria dos alunos optou pelo aborto. “Parabéns,” anunciou o professor. “Você acabou de matar Beethoven”.

Nada é tão final quanto a morte, mesmo quando ela ocorre cedo na vida. Ninguém tem o direito de tirar a vida de seu semelhante, não importa a idade. Esse é um assunto sério, um tanto complicado, que merece a nossa atenção.

2) Suicídio

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 3 mil pessoas cometem suicídio no mundo por dia. Estima-se que para cada pessoa que consegue se suicidar, 20 ou mais tentam sem sucesso e a maioria poderia ser prevista e evitada. (fonte: http://www.abcdasaude.com.br/)

Psicólogos e psiquiatras apresentam os motivos para o suicídio: Pessoas que estão numa situação de extrema angústia ou apresentam um estado psicótico; depressão; uma doença incurável, sentimentos de perseguição, etc. Segundo os especialistas, essas pessoas acreditam que o suicídio é a sua única saída para a resolução de seus problemas.

Agostinho escreveu que o cristão não pode cometer suicídio, pois estará quebrando o mandamento “Não matarás”, o qual proíbe matar a nós mesmos. Além disso, Agostinho disse que a pessoa estaria matando a fé e a verdadeira vida. Isso é verdade. Não temos o direito de tirar a própria vida, pois somos feituras de Deus e templos do Espírito Santo (I Cor. 3:16 e 17).

Mas existem outras formas de suicídio. Algumas pessoas morrem aos poucos, desperdiçando a vida com coisas prejudiciais. Você não acha que uma pessoa que fuma, usa bebidas alcoólicas e drogas não comete uma forma de suicídio? E a glutonaria, não é uma forma de pré-suicídio? Algumas pessoas estão matando a vida em “suaves” prestações, destruindo o templo do Espírito Santo! Devemos cuidar do nosso corpo e mente, além de zelarmos pelo uso do nosso tempo. Isso é importante, pois cada momento deve ser vivido de forma sábia, sem desperdícios, assim como disse o filósofo Victor Hugo: “A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo”.

3) Homicídio doloso

Em Gênesis 4, vemos o primeiro homicídio ocorrido em nosso planeta. Caim alimentou espírito de ódio e inveja contra seu irmão Abel e tirou-lhe a vida. A partir de então, a humanidade tem registrado constantemente histórias de pessoas que quebraram o sexto mandamento, inspirados por aquele que é “homicida desde o princípio” João 8:44.

“O homicídio existe primeiro na mente. Aquele que dá ao ódio um lugar no coração, está pondo o pé no caminho do assassínio… Os que, a qualquer suposta provocação, se sentem em liberdade de condescender com a zanga ou ressentimento, estão abrindo o coração a Satanás”. O Desejado de Todas as Nações, pág. 227.

4) Palavras negativas

Jesus mencionou o sexto mandamento no Sermão do Monte, em Mateus 5-7. Ali, o Mestre apresentou a essência da Lei e ampliou os dez mandamentos, em contrapartida ao ensinamento apresentado pelos fariseus. Ele disse: “Ouviste o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás’… Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo, irar-se contra seu irmão estará sujeito a mandamento no tribunal; e quem chamar-lhe tolo estará sujeito ao inferno de fogo”. Mateus 5:21 e 22.

Podemos “matar” as pessoas com os nossos sentimentos e palavras, sabia? Foi isso que Jesus disse nesses versos. Tiago mencionou que a nossa língua é como uma “fagulha que põe em brasas tão grande selva… é mal incontido, carregado de veneno mortífero”. Tiago 3:5 e 8. É um órgão tão pequeno que pode destruir o corpo inteiro. Quando dizemos a uma criança, por exemplo, que ela é burra ou tola, estamos destruindo uma vida e segundo disse Jesus, estaremos sujeitos ao inferno de fogo. Devemos cuidar das palavras que dizemos aos nossos filhos, cônjuge e pessoas em geral. As palavras têm um poder grandioso de fazer o bem ou o mal na vida dos outros. “A morte e a vida estão no poder da língua”. Provérbios 18:21

“Deus nos considerará responsáveis mesmo por uma palavra proferida em desprezo a respeito de uma alma por quem Cristo depôs a vida”. O Maior Discurso de Cristo, pág. 54 e 55.

Certo pastor foi convidado a fazer o funeral de uma pessoa que havia se suicidado. Ele não sabia que aquele seria um dos dias mais impactantes de seu ministério. Ao chegar ao local do velório, encontrou muitos amigos e familiares, porém não achou a esposa do falecido. Todos estavam muito comovidos com a morte do rapaz. De repente, após alguns minutos de sua fala, todos avistaram a esposa do homem vindo em direção ao caixão, aos prantos, pedindo para ver o rosto do esposo. “Perdão” gritava ela, “Perdoe-me pelo que fiz” repetia constantemente. Antes de chegar ao caixão, a mãe do falecido segurou aquela mulher e disse: “Você não merece ver o rosto do meu filho. Foi você quem o matou”. E aquela esposa foi embora sem ver o rosto do marido. Ela, com suas palavras negativas, levou aquele homem a tirar a própria vida.

Existe remédio para esse veneno mortífero? Como podemos evitar que a nossa língua provoque um incêndio em nossos relacionamentos? A solução chama-se PERDÃO. O perdão desarma nosso inimigo. Ele é um balde de água fria sobre a ira. Ele afasta a nuvem negra do rancor e traz a luz do amor de Deus. Quer observar o sexto mandamento? Ame e perdoe seus inimigos. Suporte as pessoas que lhe fazem mal. Não se deixe vencer o mal, mas vença o mal com o bem, é o conselho bíblico. Que Deus lhe dê forças para honrar a sua vida e a dos outros também.

Milton Andrade
Fonte: novotempo.com/lugardepaz

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Superando a Dor da Perda

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Mat. 5:4.

Embora não haja uma receita rápida que dê solução para a excruciante dor causada por uma perda irreparável, conselheiros cristãos dão pelo menos três princípios fundamentais que podem apressar a cura emocional. Ei-los:

1. Desabafe. Encontre alguém com quem você possa falar de seus sentimentos. Tristeza é sempre a resposta natural a uma perda. No Antigo Testamento, perdas trágicas eram normalmente acompanhadas por choro e lamentos dramáticos. Na sociedade moderna, demonstrações públicas de pesar geralmente são vistas como impróprias. Porém, encontrar um ombro amigo no qual chorar, expressar a dor e compartilhar sentimentos são partes vitais no processo de superação.

2. Entenda o ciclo do pesar. Poucas semanas após o 11 de setembro de 2001, falei com uma mulher que perdera esposo naquele dia. Ela mencionou que inicialmente negara o fato. Não queria acreditar que o marido estava em um dos aviões que caíram e ficou irada com a companhia aérea. Então, foi abatida pelo desânimo. Negação, desânimo e, muitas vezes, culpa são emoções normais nessas circunstâncias. Tais emoções nem sempre vêem na mesma ordem, mas, geralmente, elas emergem. Se estivermos preparados, poderemos lidar com elas assim que aparecerem.

3. Aceite a realidade. Nem sempre Deus interfere para impedir o mal, mas Ele ainda está no controle. Vivemos em um mundo onde coisas ruins acontecem a pessoas boas. Na guerra entre o bem e o mal ocorrem muitas baixas. Embora ainda permita que o mal siga seu curso, Ele está em meio ao sofrimento. Está presente para consolar os que choram, para animar os desanimados, fortalecer os fracos e para dar esperança ao desalentado.

Em meio à dor, pela fé, podemos segurar a Sua mão, deixar que Sua luz penetre a escuridão que nos envolve, e que Suas promessas tragam alento ao nosso coração. Podemos, sim, esperar por dias melhores.

Mark Finley

Fonte: novotempo.com