Páginas

Mostrando postagens com marcador Salvação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Salvação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

PRESENTES DE DEUS



“E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço.” Efésios 4: 11 e 12.
Você gosta de receber presentes? Lembra qual foi o último presente que recebeu? Pense, qual foi presente que você ganhou que mais te marcou? Qual o presente que você deu, que mais emocionou a pessoa que recebeu?
Com certeza todos nós gostamos de ganhar e também apreciamos dar presentes, pois eles trazem felicidade tanto para quem recebe quanto para quem doa.
Deus também nos dá presentes! Ele nos dá Sua paz, nos dá diariamente o perdão, atende nossas orações, nos dá sabedoria e tantas outras coisas.
Mas o maior de todos os presentes foi o próprio Jesus! A Bíblia diz que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu ...”. Ele deu o Seu próprio filho. Jo. 3:16. Além disso somos salvos pela graça de Cristo! Graça é dádiva! A salvação, portanto, é um presente de Deus aos seus filhos!
Quando Jesus subiu aos céus ele prometeu nos enviar um “presente” - o Espírito Santo - para ser um Consolador, capacitador e guia da igreja cristã iniciante.
O Espírito Santo concedeu aos discípulos a capacidade de falar em outras línguas (Atos 2:5-36);
Ele transformou os discípulos atemorizados em grandes pregadores do evangelho (Atos 4);
Separou Paulo e Barnabé para a obra (Atos 13:2);
Ele resolveu problemas doutrinários (Atos 15:28,29);
Mostrou o local onde Paulo e Silas deveriam pregar (Atos 16:6-10);
O Espírito Santo continua atuando na nossa vida hoje. Ele é quem converte (João 16:13). Quando um viciado larga os vícios! Um adúltero abandona o pecado! Um cético aceita a Bíblia! É o Espírito Santo que, em resposta as suas orações, está trabalhando nessas vidas.
O Espírito Santo convence (João 16:8). Por isso, este é um momento especial para você orar para que Ele toque no coração da pessoa pela qual você intercede e para que ela aceite o seu convite de participar da Caravana da Esperança e tome uma decisão ao lado da verdade!
O Espírito Santo impulsionou a igreja para cumprir a missão estando presente na vida e concedendo dons aos crentes de todas as épocas. (Mateus 2:20).
No verso que lemos no início diz que o Espírito Santo “... concedeu uns [dons] para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres...”. Ele concedeu e concede ainda hoje dons ao seu povo.
Mas o que é um dom? Qual o objetivo de um dom? A palavra Dom significa presente! Portanto os dons são dádivas celestiais.
Todos os presentes são especiais, mas certamente que quando estamos precisando de algo, e ganhamos justamente o que precisávamos, este presente é melhor ainda. Há presentes que servem apenas para enfeitar um ambiente, mas outros podem ser usados no dia a dia. Uma camisa, um sapato, uma panela, uma coberta, um vestido, um perfume, etc. são presentes que podem ser utilizados diariamente pela pessoa que ganhou.
Por isso os dons (presentes) que o Espírito Santo concede tem objetivos específicos:
1) “O aperfeiçoamento dos santos”;
2) “O desempenho do seu serviço”.
Ou seja, os dons espirituais são concedidos por Deus com o objetivo específico de nos ajudar nas nossas necessidades, nas nossas debilidades e capacitar-nos a cumprir a Missão que Cristo nos comissionou: Ir, fazer discípulos e batizar! (Mateus 28:18-20).
Em I Coríntios 12, Paulo compara os dons do Espírito com os membros de nosso corpo que não são fragmentos de órgãos independentes, mas uma variedade de sistemas que trabalham unidos visando um fim comum. No Pentecostes, Pedro exortou para que o povo se arrependesse e fosse batizado para receber “o dom do Espírito Santo.” Atos 2:38
Outro fator importante é que os dons espirituais são desenvolvidos à medida que nós os utilizamos. O Espírito Santo não concede um dom espiritual completamente maduro, ele precisa ser desenvolvido. Quanto mais experimentarmos e utilizarmos nossas habilidades, mais completas e bem definidas elas se tornarão.

Por isso não importa qual é o seu dom, o que importa é se você o está usando. Quando você decide usá-los Deus concede muitas oportunidades para você testemunhar. Todos temos dons e cada dom é diferente um do outro. Ninguém é igual a ninguém, mas a despeito disso, todos nós temos o dever comum de testemunhar de Jesus Cristo.
Somente nos manteremos vivos espiritualmente quando cumprirmos a Missão! Seremos verdadeiramente felizes quando estendermos uma mão para o céu para recebermos de Deus e a outra ao nosso semelhante para repartir o que de Deus recebemos.
Ellen White nos orienta no livro Serviço Cristão dizendo:
“A igreja de Cristo na Terra foi organizada para fins missionários, e o Senhor deseja ver a igreja inteira idealizando meios pelos quais elevados e humildes, ricos e pobres, possam ouvir a mensagem da verdade.” S.C. pg. 72
“Não são só os pastores que são soldados, mas todo homem e mulher que se alistou no exército de Cristo.” S.C. pg. 35
“Visitai um por um os vossos vizinhos e aproximai-vos deles até que seu coração se aqueça ao calor de vosso desprendido amor e interesse. Simpatizai com eles, orai com eles, espreitai as oportunidades de os beneficiar e segundo vos for possível reuni alguns deles e abri a Palavra de Deus perante sua mente em trevas.” S.C. pg.116.
Um sábio desafiava a qualquer pessoa a discutir com ele sobre o cristianismo. Certo dia, enquanto falava a uma pequena platéia, um homem humilde e mal vestido se dispôs a argumentar com o sábio. Neste momento o sábio lhe franqueou a palavra dizendo: “Responda meus argumentos!”. O humilde homem apanhou uma laranja, descascou com calma, chupou-a e voltando-se para o orador respondeu: “Estou pronto para falar”. O sábio, com um sorriso irônico, foi dizendo: “Até que enfim! Vamos lá! Fale, fale... que tem a dizer em resposta aos meus argumentos contra o cristianismo?” Então, perguntou-lhe o homem! “A laranja que chupei estava doce ou azeda?” O silêncio foi total, quebrado em seguida por imensa gargalhada. Todos riam!
Mas, quem mais ria era o sábio que disse: “Foi o senhor que chupou a laranja... O senhor é quem deve saber se ela é doce ou azeda!”. “Um momento, vamos com calma, ... Se quem chupou a laranja fui eu e só eu é que sei se ela é doce ou azeda, isso fala a meu favor e em favor de minha fé cristã!!! Antes de me tornar cristão, minha vida era de uma forma. Um dia conheci o evangelho e fui transformado. Um verdadeiro milagre! De modo que como o senhor vê, eu provei da laranja da salvação e sei que ela é doce, muito doce. Na verdade é o senhor que está fazendo o papel de maluco, falando de assunto que o senhor não conhece. Se o senhor nunca experimentou a fé cristã como pode saber o gosto que ela tem?” O sábio saiu em silêncio.
Jesus chama você hoje para experimentar partilhar as Boas Novas! Experimentar participar da Missão! Para usar seus dons a fim de proclamar a mensagem da salvação às pessoas que estão nas trevas. Deus te chama para fazer a diferença na vida de cada uma delas.
Talvez você nunca experimentou testemunhar. Que tal experimentar isso agora? Só há dois caminhos: Ou deixamos o Espírito Santo nos usar para salvar os que estão em trevas ou Satanás fará com que a indolência e a preguiça façam nosso dom morrer.
O melhor que podemos fazer a uma pessoa que nos dá um presente é mostrar a ela que esse presente valeu a pena. Que está sendo útil pra nós! Se eu ganho uma camisa mas nunca a uso, ou jogo ela fora, a pessoa que me presenteou vai ficar muito triste.
Por isso, o que você tem feito com o presente de Deus, os dons que Ele te deu? Tem usado para pregar o Evangelho ou estão guardados? Deus te chama hoje para proclamar a mensagem da salvação para os seus amigos. E você pode fazer isso orando por eles, fazendo amizade, entregando literatura, convidando para o seu Pequeno Grupo, oferecendo um estudo bíblico, levando-o à classe bíblica, levando na Semana de colheita, etc.
Amigo, você gostaria de aceitar o chamado do Espírito Santo para cumprir a Missão? Quer usar seus dons para proclamar a mensagem da salvação? Se você quer ser usado por Deus este ano, este mês, esta semana, hoje, para trazer pessoas a Jesus, feche seus olhos agora mesmo e ore ao Senhor dizendo: “Eis-me aqui, envia-me a mim!” Isaías 6:8. Você está disposto a ir?
Pr. Evandro Fávero
Fonte:  a missao

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

É verdade que os escravos não ressuscitarão dentre os mortos?


Ellen White aborda esse assunto no livro Primeiros Escritos, pág. 276, em que aparece a seguinte declaração: “Vi que o senhor de escravos terá de responder pela salvação de seus escravos a quem ele tem conservado em ignorância; e os pecados dos escravos serão visitados sobre o senhor. Deus não pode levar para o Céu o escravo que tem sido conservado em ignorância e degradação, nada sabendo de Deus ou da Bíblia, nada temendo senão o açoite do seu senhor, e conservando-se em posição mais baixa que a dos animais. Mas Deus faz por ele o melhor que um Deus compassivo pode fazer.
Permite-lhe ser como se nunca tivesse existido, ao passo que o senhor tem de enfrentar as sete últimas pragas e então passar pela segunda ressurreição e sofrer a segunda e mais terrível morte. Estará então satisfeita a justiça de Deus.”
O próprio texto deixa claro que a Sra. White está se referindo aqui não a todos os escravos de forma generalizada, mas somente àqueles que foram mantidos “em ignorância e degradação, nada sabendo de Deus ou da Bíblia, nada temendo senão o açoite do seu senhor, e conservando-se em posição mais baixa que a dos animais”.
É interessante notarmos que, um pouco mais adiante, no mesmo livro Primeiros Escritos, pág. 286, são mencionados escravos entre os justos que receberão a vida eterna: “Vi o escravo piedoso levantar-se com vitória e triunfo, e sacudir as cadeias que o ligavam, enquanto seu ímpio senhor estava em confusão e não sabia o que fazer; pois os ímpios não podiam compreender as palavras da voz de Deus.”
Existe aqui um evidente contraste entre o escravo “conservado em ignorância”, que será deixado “como se nunca tivesse existido”, e o “escravo piedoso”, que receberá a vida eterna. Esse contraste nos impede de generalizarmos a questão como se todos os escravos fossem tratados da mesma forma. Portanto, apenas aqueles escravos que foram mantidos nas condições subumanas acima mencionadas, completamente destituídos de livre-arbítrio, é que não receberão nem a vida eterna, por não terem vivido em conformidade com os princípios do evangelho, e nem o castigo final, por não serem responsáveis pelos seus próprios atos.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Por ocasião do sacrifício de Cristo na cruz, morreu apenas a Sua natureza humana ou também a Sua natureza divina?


Este é um assunto complexo e de fácil distorção, no qual muitos são tentados a substituir a revelação divina por suas próprias teorias especulativas. Mas existem algumas declarações inspiradas que nos ajudam a compreender melhor o assunto. Por exemplo, em Isaías 9:6, Cristo é chamado de “Pai da Eternidade”. Em João 11:25, Ele mesmo afirma: “Eu sou a ressurreição e a vida”. Em João 10:17, 18, Ele acrescenta: “porque Eu dou a Minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de Mim; pelo contrário, Eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la.” E no livro O Desejado de Todas as Nações, p. 530, Ellen G. White diz: “Em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada.”
Em harmonia com essas declarações, Ellen White argumenta no livro Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 301: “Aquele que disse: ‘Dou a Minha vida para tornar a tomá-la’ (João 10:17), ressurgiu do túmulo para a vida que estava nEle mesmo. A humanidade morreu; a divindade não morreu. Em Sua divindade, possuía Cristo o poder de romper os laços da morte. Declara Ele que tem vida nEle mesmo, para dar vida a quem quer. [...] É Ele a fonte, o manancial da vida. Unicamente Aquele que tem, Ele só, a imortalidade, e habita na luz e vida, podia dizer: ‘Tenho poder para a dar [a vida], e poder para tornar a tomá-la.’ João 10:18.”
Nos comentários de Ellen White em The Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 5, p. 1.113, o mesmo conceito é corroborado: “Foi a natureza humana do Filho de Maria transformada na natureza divina do Filho de Deus? Não. As duas naturezas foram misteriosamente fundidas em uma pessoa – o homem Cristo Jesus. Nele habitou corporalmente toda a plenitude da Divindade [Cl 2:9]. Ao ser Cristo crucificado, foi Sua natureza humana que morreu. A Divindade não sucumbiu nem morreu. Isso teria sido impossível. 
[...] Quando a voz do anjo foi ouvida dizendo: ‘O Teu Pai Te chama’, Aquele que havia dito: ‘Eu dou a Minha vida para a reassumir’ [Jo 10:17] e ‘Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei’ [Jo 2:19], ressurgiu da sepultura para a vida que havia em Si mesmo. A Divindade não morreu. A humanidade morreu; mas Cristo agora proclama sobre o sepulcro de José: ‘Eu sou a ressurreição e a vida’ [Jo 11:25]. Em Sua divindade Cristo possuía o poder de romper os laços da morte. Ele declara ter vida em Si mesmo para conceder a quem Ele quiser.”
Nas Meditações Matinais de Ellen G. White publicadas sob o título Exaltai-O! (1992), p.346, ela acrescenta: “Jesus Cristo depôs o manto real, Sua régia coroa e revestiu Sua divindade com a humanidade, a fim de tornar-Se um substituto e penhor pelo gênero humano, para que, morrendo em forma humana, por Sua morte pudesse destruir aquele que tinha o poder da morte. 
Ele não poderia ter feito isso como Deus; mas, tornando-Se como o homem, Cristo podia morrer. Pela morte venceu a morte.”
Mas, se mesmo “a vida de um anjo não poderia pagar a dívida” pela queda da raça humana (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 64, 65), seria suficiente que apenas a natureza humana de Cristo morresse na cruz? Este é, sem dúvida, um mistério para o qual não temos todas as respostas. No entanto, não devemos nos esquecer de que Cristo veio como o “último Adão” (1Co 15:45) para pagar o preço pelo resgate da raça humana (ver Rm 5:12-21; 1Co 15:20-22). Ele morreu como homem por todos os seres humanos. Além disso, Cristo morreu a “segunda morte” (Ap 2:11; 20:6, 14; 21:8) da qual não existe ressurreição de criaturas. Como essa morte representa a eterna alienação da criatura do seu Criador, somente Aquele que tem vida em Si mesmo poderia ressuscitar dessa morte.
Portanto, mesmo que não tenhamos respostas a todas as indagações que possam surgir com respeito ao “mistério da piedade” (1Tm 3:16), pela fé aceitamos as declarações inspiradas que nos dizem que na cruz morreu apenas a natureza humana de Cristo, e não a Sua natureza divina, que ficou misteriosamente velada durante a encarnação.
Texto de autoria do Dr. Alberto Timm Revista do Ancião (abril – junho de 2009).
Fonte: Blog Sétimo Dia