Páginas

Mostrando postagens com marcador Natal e Temas relacionados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Natal e Temas relacionados. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Todo dia deve ser Natal


Todo final de ano, ao se aproximar o dia 25 de dezembro ouvimos dizer sobre “o verdadeiro Natal” ou “o verdadeiro significado do Natal”. Creio que não seja necessário explicar qual é o verdadeiro sentido do Natal. Creio também que entre as muitas mensagens que você já escutou ao longo dos finais de ano que você viveu estão mensagens como “o Natal é todo dia se Jesus nascer todos os dias em seu coração”.
Mas, na prática, o que isso quer dizer? Como Cristo pode nascer diariamente em mim? E que importância tem isso? De que forma a história do natal pode ser diariamente real em minha vida?
Vejamos 3 importantes pontos da história do verdadeiro natal que podem nos ajudar a compreender como essa mensagem natalina do nascimento diário de Cristo em nossas vidas pode ser real:
1. A promessa.
“E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Gênesis 3:15.
“E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.” Gênesis 22:18.
“Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” Isaías 7:14.
Para haver a história do nascimento de Jesus, como a conhecemos hoje, houve inicialmente uma promessa. Quando o homem pecou Deus prometeu um Salvador. Repetiu a promessa a Abraão dizendo que através de sua descendência a terra seria abençoada e, entre outras promessas, revelou a Isaías que Cristo nasceria de uma virgem.
2. O mensageiro.
Em Luca 1:26-35 vemos o relato da visita que o anjo Gabriel fez à Maria, anunciando o plano de Deus para sua vida e para a salvação da humanidade perdida. Deus se preocupou em enviar um mensageiro à Maria e torna-lhe conhecido Seu plano.
3. A aceitação humana.
“Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.” Lucas 1:38.
A resposta de Maria à Deus foi “sim”. Independente das implicações que houvessem para ela como mulher e para seu relacionamento com José, ela aceitou a vontade de Deus para sua vida, e só então pode gerar o Deus menino.
A promessa, o mensageiro e a aceitação de Maria, ou podemos dizer permissão, de que Deus cumprisse nela o Seu querer foram aspectos especiais que marcaram o nascimento de Jesus nessa Terra há aproximadamente 2011 anos atrás.
Esses mesmos 3 aspectos são essenciais para que o nascimento de Jesus ocorra diariamente em nossas vidas.
1. A promessa.
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;” João 14:16
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” Atos 1:8.
Cristo prometeu enviar o Espírito Santo para que estivesse conosco sempre e, dessa forma, pela presença do Espírito Santo, estaríamos sempre com Cristo.
2. O mensageiro.
Assim como Maria recebeu as informações sobre o plano de Deus para o nascimento do Salvador através de um anjo, mensageiros são constantemente enviados a nós para informa-nos e alertar-nos acerca do plano que Deus tem para a salvação do mundo hoje. A Bíblia, o Espírito de Profecia, os sermões e o movimento de Reavivamento e Reforma que está ocorrendo em nossa igreja em todo o mundo, tudo isso são mensageiros de Deus nos dizendo que Cristo deseja nascer em nós.
3.  A aceitação humana.
Da mesma forma que Maria precisou dizer “sim”, para que Cristo nascesse dela, precisamos dizer “sim” a Deus. O anjo disse à Maria “descerá sobre ti o Espírito Santo” (Lucas 1:35). Maria precisou aceitar e receber o Espírito Santo para que Jesus nascesse. Nós precisamos fazer o mesmo. Precisamos aceitar e receber o Espírito Santo todos os dias, para que Jesus nasça diariamente em nós.
“Cristo soprou sobre os Seus discípulos e disse: “Recebei o Espírito Santo.” João 20:22. Este é o grande dom do Céu. Por meio do Espírito, Cristo comunicou-lhes Sua própria santificação. Imbuiu-os do Seu poder, para que pudessem ganhar almas para o evangelho. Daí em diante, Cristo viveria através de suas faculdades e falaria através de suas palavras. Tiveram o privilégio de saber que daí por diante Ele e eles seriam um. Precisavam acalentar Seus princípios e ser dominados por Seu Espírito. Não deviam mais seguir seus próprios caminhos, nem falar suas próprias palavras. As palavras que proferissem deveriam proceder de um coração santificado, e sair de lábios santificados. Não deveriam mais levar uma vida egoísta; Cristo devia viver neles e falar por meio deles. Dar-lhes-ia a glória que tinha com o Pai, para que Ele e eles pudessem ser um em Deus.” Ellen G. White, E Recebereis Poder – Meditação Matinal, p. 50;
Cristo nasceu através de Maria pela ação do Espírito Santo, e é pela ação do Espírito Santo que Ele pode e deseja nascer em mim e em você.
Todos os anos o período que antecede o Natal é um período em que se fala em ajudar ao próximo, em doar presentes, alimentos, em fazer o bem. Atribui-se essa atitude amável ao clima natalino. De fato, faz todo o sentido essa relação entre a prática da caridade e o Natal. A vida de Cristo em nós produz ações assim. Mas muito mais que suprir as necessidades físicas, a vida de Cristo em nós é uma oferta de salvação ao mundo. Ao Jesus nascer em nós, o mundo conhece o Salvador através de nossos atos e tem a oportunidade de aceitar a Salvação que Ele oferece.
Que Jesus possa nascer cada dia em mim e em você. Que nossa vida seja a vida de Cristo para que sejamos benção e salvação para o mundo. Oremos pelo derramamento do Espírito Santo em nossas vidas, aceitemos Sua divina ação em nós, e todo dia será Natal.
Karyne Correia é psicóloga

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Jesus, o melhor presente


“Todo o Céu estava interessado no grande acontecimento da vinda de Cristo à Terra. Mensageiros celestiais vieram tornar conhecido o nascimento do Salvador por muito tempo prometido e esperado, aos humildes pastores que cuidavam de seus rebanhos durante a noite, nas planícies de Belém. A primeira manifestação que atraiu a atenção dos pastores por ocasião do nascimento do Salvador foi uma luz fulgurante nos céus estrelados, que os encheu de espanto e admiração.” — Este Dia com Deus, [Meditações Matinais, 1980], pág. 358.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3:16
Esse é o melhor presente que alguém pode receber.  E com ele vem muitas exclusividades: salvação(At 2:21; 4:12) perdão dos pecados (Ef 1.7), paz (Jo 14.27), amor (Rm 8.35), vida eterna (Jo 3.16), vida abundante (Jo 10.10), a garantia de uma herança (Ef 1.3,11,14) e um corpo novinho em folha, no futuro (1 Co 15.50-54).
Para receber esse maravilhoso presente, tudo o que você tem a fazer é concordar com Deus e admitir que você é pecador.

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo [o Messias] morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

Você não gostaria de receber agora mesmo o presente da vida eterna que Deus tem para lhe dar? Basta aceitá-Lo. Será o melhor presente que você já ganhou na vida!Pense nisso.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A Estrela de Belém


Alguns dizem ser a “estrela de Belém” o encontro de dois planetas; outros, segundo uma recente pesquisa de dois jovens estudantes astrônomos ianques, dizem que foram três planetas. E ainda há quem diga ter sido um cometa.
O jornal Izvéstia, órgão do governo soviético, publicou, na edição de 21/06/69, trechos de um artigo do Prof. V. Zaitsev, afirmando que “a estrela de Belém era, na realidade, uma nave espacial”. Chegou até a acrescentar que Jesus Cristo desceu dela, “como visitante de outro planeta”.
Por obséquio, o que foi, realmente a estrela de Belém? — L.D.D.
Há inúmeras especulações quanto ao que seria a “estrela de Belém” descrita na Bíblia em ligação com o nascimento de Cristo. Muitas dessas especulações são anti-bíblicas e irrelevantes, como as que envolvem astronautas, naves espaciais e habitantes de outros mundos.
As explicações para o fenômeno têm no magnífico comentário, inspirado, do Novo Testamento que constitui a obra O Desejado de Todas as Nações, p. 41:
“Viram os magos uma luz misteriosa nos céus, naquela noite em que a glória de Deus inundara as colinas de Belém. Ao desvanecer-se a luz, surgiu uma luminosa estrela que permaneceu no céu. Não era uma estrela fixa, nem um planeta, e o fenômeno excitou o mais vivo interesse. Aquela estrela era um longínquo grupo de anjos resplandecentes, mas isso os sábios ignoravam. Tiveram, todavia, a impressão de que aquela estrela tinha para eles um significado especial. Consultaram sacerdotes e filósofos, e examinaram os rolos dos antigos registros. A profecia de Balaão declarara: ‘Uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel’ [Num. 24:17]. Teria acaso sido enviada essa singular estrela como precursora do Prometido? Os magos acolheram com agrado a luz da verdade enviada pelo Céu; agora era sobre eles derramada em mais luminosos raios. Foram instruídos em sonhos a ir em busca do recém-nascido Príncipe”.
Texto publicado na revista Adventista de Maio de 1978.
Fonte: 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Apelo do Natal


Este mês temos o Natal. Assim dizendo, queremos nós dizer que Cristo nasceu a 25 de dezembro? Não. Em verdade, sabemos que não.
O Natal, porém, não é uma data; é um acontecimento — o maior acontecimento que já teve lugar. O haver Cristo nascido a 25 de dezembro ou em qualquer outra data, não importa. O fato indiscutível é: Ele nasceu. O eterno Filho de Deus velou o ofuscante esplendor de Sua divindade, e tomou sobre Si a carne humana. Ele, o Criador, tornou-Se o Infante da manjedoura de Belém. Deus revestido de humanidade, fez Sua aparição neste mundo hostil, pronto a arriscar tudo para salvar a humanidade perdida.
Que noite, aquela para a Terra!
Estranho, no entanto, nem mesmo os dirigentes do povo escolhido deram as boas-vindas ao Cristo infante. Estavam demasiado atarefados com suas cerimônias e ritos, suas rotinas espirituais. Eram demasiado rígidos em seus conceitos quanto à maneira porque o Messias devia vir. Que Ele pudesse nascer em um estábulo, estava fora de qualquer possibilidade.
Mas se bem que a nação judaica ignorasse seu Rei, o nascimento de Cristo não passou despercebido. Diz a Escritura: “E tendo nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está Aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a Sua estrela no Oriente, e viemos a adorá-Lo.” “E, entrando na casa, acharam o Menino com Maria Sua mãe, e, prostrando-se, O adoraram; e, abrindo os seus tesouros, Lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.” S. Mat. 2:1, 2 e 11.
Esses visitantes do Oriente são chamados “magos”. Eram homens de nobre nascimento, profundos estudiosos da Natureza. Todavia, ao estudar as indicações da Providência na Natureza, sentiram a necessidade de mais claro conhecimento do Eterno. E, em sua busca da verdade, volveram-se às Escrituras dos hebreus. Ali aprenderam que o primeiro advento do Salvador estava próximo.
Uma noite viram eles no céu uma estrela de brilho incomum. Sendo estudiosos dos corpos celestes, sabiam que esta luz brilhante não era uma estrela fixa ou um planeta. Nela reconheceram um arauto do Prometido e, instruídos por sonhos, puseram-se a caminho do Ocidente, viajando de noite a fim de manter de vista a estrela.
Ao encontrarem afinal o Menino, caíram de joelhos e O adoraram. ”Através da humilde aparência exterior de Jesus, reconheceram a presença da Divindade. Deram-Lhe o coração como a seu Salvador, apresentando então suas dádivas — ‘ouro, incenso e mirra’.”— O Desejado de Todas as Nações, pág. 44.
O admirável exemplo dado por esses inteligentes pensadores tem sido seguido por milhões nos 1.900 anos passados. Como esses Magos, multidões têm aceitado a Jesus como a Pérola de grande preço, Aquele que é totalmente desejável. Conquanto não sejam sábios segundo as normas do mundo, manifestaram uma sabedoria nascida do alto. E hoje, como os três nobres da antigüidade, sábios ainda seguem a Cristo. Seguem-nO em humildade, sendo bondosos, cheios de coragem, honestos, abnegados.
E os sábios de hoje — como os três de outrora — encontram sua suprema alegria em dar ao Mestre os melhores dons que possuem. Não prodigalizam a si próprios os seus tesouros, cerrando egoistamente o coração às misérias da humanidade. Mas dão, primeiro a si próprios, depois os seus recursos — para que outros sejam beneficiados.
Infelizmente, o Natal no século vinte se tem tornado inextrincavelmente associado ao comercialismo. Todas as lojas, mercearias e casas comerciais de toda espécie, tomam galas de Natal um ou dois meses antecipadamente.
Amemo-Lo
Mas nem todos deram a Cristo um lugar secundário no Natal. A.N. Meckel conta a história de um meninozinho que foi visto entrar várias vezes na igreja num Dia de Natal. Ao sair dali o pequeno, depois de uma de suas visitas, um bondoso sacerdote perguntou:
— Que dádiva pediu você ao Menino Jesus?
— Oh, respondeu o pequenino, eu não pedi nada a Ele. Eu só estava ali  para amá-Lo um pouco.
Oxalá que todos nós passássemos nesse dia algum tempo a “amá-Lo um pouco”! É esse o poderoso apelo do Natal — que os homens ponham de lado sua ganância, seus ódios, seu orgulho, a tirania das más paixões — e amem o Filho de Deus porque Ele é tão maravilhoso! Se tão somente os dirigentes seculares e religiosos do mundo se pudessem reunir humildemente em torno da manjedoura! Paz e amor lhes encheriam o coração enquanto, juntos, adorassem o Infante Redentor.
Que lástima que isto não acontece. Muitos dos dirigentes do mundo não têm lugar para o Salvador na hospedaria de seu coração. Nem mesmo o povo comum de certas terras se reunirá nesse dia para adorar o Menino de Belém. Não podem fazê-lo, porque mais de um bilhão dos habitantes da Terra ainda não ouviu a história do Natal. Que tragédia!
Conta-se que um colportor na parte norte da índia, enquanto visitava uma família, contou a história do nascimento de Cristo, depois leu-a da Escritura. Enquanto ele assim fazia, um dos interessados ouvintes perguntou:
— Quanto tempo faz que o Filho de Deus nasceu aqui na Terra?
— Cerca de 2.000 anos, respondeu o missionário.
— Então, quem tem estado a esconder este Livro por todo este tempo? Indagou o aldeão.
Compreendemos quão vazia seria nossa existência se, como esses indianos, estivéssemos sem Jesus. E avaliamos que vazio haveria no mundo do espírito e da mente caso não tivesse havido o primeiro Dia de Natal? No mundo da música, não haveria nada dos grandes hinos da fé cristã. Nem canções de Natal. Nem o Messias de Händel!
Que dizer do mundo da literatura? Não teríamos o Novo Testamento. Nem livros como O Desejado de Todas as Nações. Nem revistas religiosas destinadas a levar aos outros as gloriosas novas da salvação. E, no mundo da arte, nada de pinturas representando o Infante de Belém, nem quadros da Santa Ceia, nem cenas do Salvador no Getsêmani ou na cruz.
Oh, quão frio e quão vazio seria nosso mundo sem Cristo e o calor que Ele nos traz! Nós, de terras cristãs; temos sido grandemente abençoados. Mas ao compreendermos que dois terços da população do mundo ainda estão sem Cristo, podemos nós ficar contentes? Os pacotes que hoje abrimos podem estar envoltos em papéis estampados e atados com fitas de vivas cores; mas o maior dos Dons que já foi feito, estava envolto em faixas. Assim, neste Dia de Natal, não faremos uma nova consagração de nossa vida, nosso tempo, nossos recursos, para que a Estrela de Belém brilhe nas trevas egípcias de nossos dias, guiando sábios de todas as nações ao Salvador?
Texto de autoria de Kenneth H. Wood, publicado na Revista Adventista de Dezembro de 1961.