A palavra batismo significa, no original grego, imersão completa. Essa é a idéia de Deus para nós. Diariamente somos convidados pelo Espírito Santo para sermos inundados com Sua luz – que promove a lucidez – e mergulhados no Seu poder, imersos no “tanque das virtudes de Cristo”.
O batismo do Espírito Santo é o remédio para a alma vacilante, que não tem vontade de orar, meditar e testemunhar. É o Espírito de Deus que torna a vida seca em um bosque frutífero. Paulo assim escreveu: “Até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em pomar, e o pomar será tido por bosque; o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no pomar. O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre. O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranqüilos, ainda que haja saraivada, caia o bosque e seja a cidade inteiramente abatida.” Isaías 32:15-19
O único que pode nos conduzir a Cristo Jesus é o Espírito Santo e sem Ele não temos acesso ao salvador. A Palavra esclarece: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos. Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Romanos 8:26-28.
O Espírito tem o objetivo de mudar nossa natureza carnal pela espiritual, que é a de Cristo. A partir daí, começamos a produzir o fruto do Espírito que é um “cacho” formado por nove qualidades lindas de caráter: “Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio…” Gálatas 5:22-23. Tais qualidades fazem parte do crescimento contínuo do cristão, como resultado da sua comunhão diária com Cristo e se tornam a maior evidência de que foi batizado pelo Espírito Santo.
A presença de Deus sempre se manifesta numa glória que purifica o justo e elimina o incrédulo. O mesmo fogo que redime, destrói, do mesmo modo que o Sol que derrete a cera, endurece o barro. O batismo “com fogo” (Mateus 3:11), portanto, indica o caráter do batismo com o Espírito Santo: sendo que o fogo (assim como a água) é um agente purificador, o batismo com o Espírito Santo é com fogo porque purifica o pecador, ou seja, regenera o coração dele.
Veja o que diz Efésios 1:13: “Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa.” O Espírito Santo também é o responsável pelo selamento (definição) dos salvos em Cristo Jesus.
Só seremos batizados diariamente pelo Espírito se diligentemente o pedirmos. Deus age diretamente no coração quando Ele é solicitado –por causa da lei do livre arbítrio. Deus não impõe Sua vontade ou invade a mente do homem que não O deseja.
Vamos juntos, com unanimidade (Atos 1:14), clamar em oração pelo batismo diário do Espírito Santo. Esse é o único caminho para termos acesso ao nosso Salvador e permanecermos no plano de Deus.
“E
Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para
evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento
dos santos para o desempenho do seu serviço.” Efésios 4: 11 e 12.
Você
gosta de receber presentes? Lembra qual foi o último presente que recebeu?
Pense, qual foi presente que você ganhou que mais te marcou? Qual o presente
que você deu, que mais emocionou a pessoa que recebeu?
Com
certeza todos nós gostamos de ganhar e também apreciamos dar presentes, pois
eles trazem felicidade tanto para quem recebe quanto para quem doa.
Deus
também nos dá presentes! Ele nos dá Sua paz, nos dá diariamente o perdão,
atende nossas orações, nos dá sabedoria e tantas outras coisas.
Mas
o maior de todos os presentes foi o próprio Jesus! A Bíblia diz que “Deus amou
o mundo de tal maneira que deu ...”. Ele deu o Seu próprio filho. Jo. 3:16.
Além disso somos salvos pela graça de Cristo! Graça é dádiva! A salvação,
portanto, é um presente de Deus aos seus filhos!
Quando
Jesus subiu aos céus ele prometeu nos enviar um “presente” - o Espírito Santo -
para ser um Consolador, capacitador e guia da igreja cristã iniciante.
O
Espírito Santo concedeu aos discípulos a capacidade de falar em outras línguas
(Atos 2:5-36);
Ele
transformou os discípulos atemorizados em grandes pregadores do evangelho (Atos
4);
Separou
Paulo e Barnabé para a obra (Atos 13:2);
Ele
resolveu problemas doutrinários (Atos 15:28,29);
Mostrou
o local onde Paulo e Silas deveriam pregar (Atos 16:6-10);
O
Espírito Santo continua atuando na nossa vida hoje. Ele é quem converte (João
16:13). Quando um viciado larga os vícios! Um adúltero abandona o pecado! Um
cético aceita a Bíblia! É o Espírito Santo que, em resposta as suas orações,
está trabalhando nessas vidas.
O
Espírito Santo convence (João 16:8). Por isso, este é um momento especial para
você orar para que Ele toque no coração da pessoa pela qual você intercede e
para que ela aceite o seu convite de participar da Caravana da Esperança e tome
uma decisão ao lado da verdade!
O
Espírito Santo impulsionou a igreja para cumprir a missão estando presente na
vida e concedendo dons aos crentes de todas as épocas. (Mateus 2:20).
No verso que lemos no início diz que o Espírito Santo “... concedeu uns [dons]
para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para
pastores e mestres...”. Ele concedeu e concede ainda hoje dons ao seu povo.
Mas
o que é um dom? Qual o objetivo de um dom? A palavra Dom significa presente!
Portanto os dons são dádivas celestiais.
Todos
os presentes são especiais, mas certamente que quando estamos precisando de
algo, e ganhamos justamente o que precisávamos, este presente é melhor ainda.
Há presentes que servem apenas para enfeitar um ambiente, mas outros podem ser
usados no dia a dia. Uma camisa, um sapato, uma panela, uma coberta, um
vestido, um perfume, etc. são presentes que podem ser utilizados diariamente
pela pessoa que ganhou.
Por
isso os dons (presentes) que o Espírito Santo concede tem objetivos
específicos:
1)
“O aperfeiçoamento dos santos”;
2)
“O desempenho do seu serviço”.
Ou
seja, os dons espirituais são concedidos por Deus com o objetivo específico de
nos ajudar nas nossas necessidades, nas nossas debilidades e capacitar-nos a
cumprir a Missão que Cristo nos comissionou: Ir, fazer discípulos e batizar!
(Mateus 28:18-20).
Em
I Coríntios 12, Paulo compara os dons do Espírito com os membros de nosso corpo
que não são fragmentos de órgãos independentes, mas uma variedade de sistemas
que trabalham unidos visando um fim comum. No Pentecostes, Pedro exortou para
que o povo se arrependesse e fosse batizado para receber “o dom do Espírito
Santo.” Atos 2:38
Outro
fator importante é que os dons espirituais são desenvolvidos à medida que nós
os utilizamos. O Espírito Santo não concede um dom espiritual completamente
maduro, ele precisa ser desenvolvido. Quanto mais experimentarmos e utilizarmos
nossas habilidades, mais completas e bem definidas elas se tornarão.
Por isso não importa qual é o seu dom, o que importa é se você o está usando.
Quando você decide usá-los Deus concede muitas oportunidades para você
testemunhar. Todos temos dons e cada dom é diferente um do outro. Ninguém é
igual a ninguém, mas a despeito disso, todos nós temos o dever comum de
testemunhar de Jesus Cristo.
Somente
nos manteremos vivos espiritualmente quando cumprirmos a Missão! Seremos
verdadeiramente felizes quando estendermos uma mão para o céu para recebermos
de Deus e a outra ao nosso semelhante para repartir o que de Deus recebemos.
Ellen
White nos orienta no livro Serviço Cristão dizendo:
“A
igreja de Cristo na Terra foi organizada para fins missionários, e o Senhor
deseja ver a igreja inteira idealizando meios pelos quais elevados e humildes,
ricos e pobres, possam ouvir a mensagem da verdade.” S.C. pg. 72
“Não
são só os pastores que são soldados, mas todo homem e mulher que se alistou no
exército de Cristo.” S.C. pg. 35
“Visitai
um por um os vossos vizinhos e aproximai-vos deles até que seu coração se
aqueça ao calor de vosso desprendido amor e interesse. Simpatizai com eles,
orai com eles, espreitai as oportunidades de os beneficiar e segundo vos for
possível reuni alguns deles e abri a Palavra de Deus perante sua mente em
trevas.” S.C. pg.116.
Um
sábio desafiava a qualquer pessoa a discutir com ele sobre o cristianismo.
Certo dia, enquanto falava a uma pequena platéia, um homem humilde e mal
vestido se dispôs a argumentar com o sábio. Neste momento o sábio lhe franqueou
a palavra dizendo: “Responda meus argumentos!”. O humilde homem apanhou uma
laranja, descascou com calma, chupou-a e voltando-se para o orador respondeu:
“Estou pronto para falar”. O sábio, com um sorriso irônico, foi dizendo: “Até
que enfim! Vamos lá! Fale, fale... que tem a dizer em resposta aos meus
argumentos contra o cristianismo?” Então, perguntou-lhe o homem! “A laranja que
chupei estava doce ou azeda?” O silêncio foi total, quebrado em seguida por
imensa gargalhada. Todos riam!
Mas,
quem mais ria era o sábio que disse: “Foi o senhor que chupou a laranja... O
senhor é quem deve saber se ela é doce ou azeda!”. “Um momento, vamos com
calma, ... Se quem chupou a laranja fui eu e só eu é que sei se ela é doce ou
azeda, isso fala a meu favor e em favor de minha fé cristã!!! Antes de me
tornar cristão, minha vida era de uma forma. Um dia conheci o evangelho e fui
transformado. Um verdadeiro milagre! De modo que como o senhor vê, eu provei da
laranja da salvação e sei que ela é doce, muito doce. Na verdade é o senhor que
está fazendo o papel de maluco, falando de assunto que o senhor não conhece. Se
o senhor nunca experimentou a fé cristã como pode saber o gosto que ela tem?” O
sábio saiu em silêncio.
Jesus
chama você hoje para experimentar partilhar as Boas Novas! Experimentar
participar da Missão! Para usar seus dons a fim de proclamar a mensagem da
salvação às pessoas que estão nas trevas. Deus te chama para fazer a diferença
na vida de cada uma delas.
Talvez
você nunca experimentou testemunhar. Que tal experimentar isso agora? Só há
dois caminhos: Ou deixamos o Espírito Santo nos usar para salvar os que estão
em trevas ou Satanás fará com que a indolência e a preguiça façam nosso dom
morrer.
O
melhor que podemos fazer a uma pessoa que nos dá um presente é mostrar a ela
que esse presente valeu a pena. Que está sendo útil pra nós! Se eu ganho uma
camisa mas nunca a uso, ou jogo ela fora, a pessoa que me presenteou vai ficar
muito triste.
Por
isso, o que você tem feito com o presente de Deus, os dons que Ele te deu? Tem
usado para pregar o Evangelho ou estão guardados? Deus te chama hoje para
proclamar a mensagem da salvação para os seus amigos. E você pode fazer isso
orando por eles, fazendo amizade, entregando literatura, convidando para o seu
Pequeno Grupo, oferecendo um estudo bíblico, levando-o à classe bíblica,
levando na Semana de colheita, etc.
Amigo,
você gostaria de aceitar o chamado do Espírito Santo para cumprir a Missão?
Quer usar seus dons para proclamar a mensagem da salvação? Se você quer ser
usado por Deus este ano, este mês, esta semana, hoje, para trazer pessoas a
Jesus, feche seus olhos agora mesmo e ore ao Senhor dizendo: “Eis-me aqui, envia-me a mim!” Isaías
6:8. Você está disposto a ir?
Como
explicar o fato de que o trono apocalíptico é chamado apenas de “trono
de Deus e do Cordeiro” (Apoc. 22:1 e 3), sem qualquer alusão ao Espírito
Santo?
Um dos
argumentos mais comuns contra a doutrina da Trindade é a alegação de que
o livro do Apocalipse não apresenta qualquer alusão a um “trono” do
Espírito Santo. Para entendermos essa questão, é importante considerarmos
primeiro o significado do “trono” de Deus nas Escrituras. Quase todos os
textos bíblicos falam desse “trono” no singular. Por exemplo, o profeta
Isaías teve o privilégio de ver “o Senhor assentado sobre um alto
e sublime trono” (Isa. 6:1; ver também Sal. 9:7; Apoc. 4:2; 22:1 e 3;
etc.). Mas, alguns textos mencionam a existência de “tronos” nas cortes
celestiais, especialmente quando outros seres celestiais participam de uma
sessão de julgamento. Por exemplo, o profeta Daniel diz que continuou
olhando “até que foram postos uns tronos” no Céu (Dan. 7:9). Também o
apóstolo João afirma ter visto em visão “tronos” sobre os quais se assentavam
“aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar” (Apoc. 20:4).
As visões e
descrições de Deus assentado em Seu trono revelam, primariamente,
Sua soberania e majestade sobre o Universo. Por exemplo, no Salmo 45:6, é
dito: “O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de eqüidade é o
cetro do Teu reino.” Mas, em muitos casos, Deus Se assenta em Seu trono
para julgar as nações. Um exemplo disso, é encontrado no Salmo 9:7 e 8:
“Mas o Senhor permanece no Seu trono eternamente, trono que erigiu para
julgar. Ele mesmo julga o mundo com justiça; administra os povos
com retidão.” Outra cena judicial, já mencionada, aparece em Daniel 7:9 e
10, onde é dito que “foram postos uns tronos, e o Ancião de dias Se
assentou”, e que “assentou-se o tribunal, e se abriram os livros”.
Independentemente da ocasião e das circunstâncias envolvidas, a expressão
“trono”, quando usada em relação a Deus, geralmente possui conotação mais funcional
do que essencial.
É
interessante observarmos que Cristo exerce ao mesmo tempo os ofícios sacerdotal
e real em Seu trono. Já, em Zacarias 6:13, encontramos a seguinte profecia
messiânica: “Ele mesmo edificará o templo do Senhor e será revestido de
glória; assentar-Se-á no Seu trono, e dominará, e será sacerdote no Seu
trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios.” Como rei, Cristo
exerce também a função de juiz. Em João 5:22, é dito: “E o Pai a ninguém
julga, mas ao Filho confiou todo julgamento”. Portanto, é
plenamente evidente que Cristo deva compartilhar com o Pai o trono do
Universo.
O Espírito
Santo, por Sua vez, exerce funções diferentes nos planos divinos. Entre elas,
estão as de representar a Deus no Universo (Sal. 139:7-12), convencer os
seres humanos “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8), glorificar a
Cristo (João 16:14), derramar “o amor de Deus” no coração dos crentes
(Rom. 5:5), edificar internamente a igreja (I Cor. 12) e capacitá-la para
o testemunho (Atos 1:8). Mesmo depois da final erradicação do pecado, o
Espírito Santo continuará exercendo a função de Mantenedor do Universo
(cf. Gên. 1:2). Não é de surpreender, por conseguinte, que Ele não
seja mencionado como soberano ou juiz sobre o trono do Universo.
Alguns indivíduos
não se constrangem em usar a expressão “trono de Deus e do Cordeiro”
(Apoc. 22:1 e 3) para alegar que, como o Espírito Santo não aparece
nesse trono, Ele não pode ser considerado uma Pessoa divina. Mas esse tipo
de argumento envolve pelo menos dois problemas fundamentais: Primeiro, ele
desconhece a conotação funcional da expressão “trono”, que descreve mais o
status e o ofício de Deus do que Sua natureza essencial. Em segundo lugar,
esse argumento está baseado em uma espécie de raciocínio generalizante,
sugerindo que alguém só existe se for mencionado em todas as alusões aos
demais componentes de seu grupo de pares. Neste caso, se o nome
do Espírito Santo não aparece sempre que o Pai e o Filho são mencionados
juntos, então, o Espírito Santo não pode ser considerado parte da
Divindade.
Na Bíblia
encontramos vários textos que mencionam ao mesmo tempo o Pai, o Filho e o
Espírito Santo (ver Isa. 48:16; Mat. 28:19; Luc. 3:21 e 22; I Cor. 12:4-6; II
Cor. 13:13; Efés. 4:4-6; Tito 3:4-7; etc.). Embora o Espírito Santo não
seja mencionado explicitamente em Apocalipse 22:1 e 3 com o Pai e o Filho
no trono do Universo, esse fato jamais deveria ser usado para invalidar os
demais textos bíblicos que mencionam o Espírito Santo como exercendo funções
distintas do Pai e do Filho.
Texto
de autoria do Dr. Alberto Timm publicado na Revista do Ancião (abril –
junho de 2006).