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segunda-feira, 5 de março de 2012

A quem Deus aceita


Eis para quem olharei: para o pobre e abatido de espírito e que treme diante da Minha palavra. Isaías 66:2.
Os que buscam distinção e glórias mundanas cometem um erro lamentável. É aquele que nega a si mesmo, dando a outros a preferência, que se assentará mais próximo de Cristo em Seu trono. Aquele que lê o coração vê o verdadeiro mérito possuído pelos discípulos humildes e abnegados, e por serem eles dignos, coloca-os Ele em posições de distinção, embora não reconheçam sua dignidade e não busquem honras.
Deus não atribui valor nenhum à vaidade ou à ostentação exterior. Muitos que nesta vida são considerados superiores a outros, verão um dia que Deus avalia os homens de acordo com a compaixão e renúncia que possuem. … Os que seguem o exemplo dAquele que andou fazendo o bem, e que ajudam e beneficiam aos semelhantes, procurando sempre erguê-los, são à vista de Deus infinitamente mais elevados do que os egoístas que se exaltam a si mesmos.
Deus não aceita os homens por causa de suas habilidades, mas porque buscam a Sua face, desejosos de serem por Ele ajudados. Deus não vê como vê o homem. Ele não julga segundo as aparências. Esquadrinha o coração e julga com justiça. “Eis para quem olharei”, diz Ele: “para o pobre e abatido de espírito e que treme diante da Minha palavra.” Isaías 66:2. Ele aceita Seus seguidores humildes, e despretensiosos, e com eles comunga; pois neles vê o mais precioso material, que resistirá à prova das tormentas e tempestades, do calor e da pressão.
Nosso objetivo em trabalhar para o Mestre deve ser a glorificação de Seu nome e a conversão de pecadores. Os que trabalham para receber aplausos não são aprovados por Deus.
Obreiros humildes, que não confiam em seus grandes dotes, mas trabalham com simplicidade, confiando sempre em Deus, participarão do júbilo do Salvador. Suas orações perseverantes levarão pessoas junto à cruz. Anjos celestiais responderão aos seus esforços abnegados.
Esses obreiros são árvores da plantação do Senhor. Em sentido especial produzem fruto igual ao produzido pelos apóstolos. Rica recompensa os espera na vida futura.
Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, pág 66.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Você foi acusado injustamente?


Baseado no Salmo 7.

INTRODUÇÃO (vs.1-2)
Todo discurso e todo sermão deve ter 3 partes indispensáveis: (1) Introdução, (2) Corpo e (3) Conclusão, ou se preferir, eles tem Começo, Corpo e Conclusão. E assim são os salmos que são sermões inspirados, que tem um começo, em que se introduz um assunto, tem um desenvolvimento dele, e logo a seguir, vem o final geralmente climático. Neste salmo, vemos uma introdução inicial, um assunto que se desenvolve por 3 palavras-chave, e um clímax no final. As 3 palavras que revelam todo o salmo 7 são estas: Acusação, Julgamento e Condenação.
Este salmo é considerado o primeiro dentre os Salmos Imprecatórios, que contém uma solicitação de juízo, calamidade ou maldição contra os inimigos do salmista, que são vistos como inimigos de Deus. Estes salmos tem deixado perplexos a muitos estudiosos, mas devemos levar em conta o propósito deles: (1) demonstrar o trato de Deus contra os ímpios, (2) dar uma oportunidade de arrependimento para eles, (3) vindicar os justos perseguidos e (4) motivar a todos, justos e injustos, a louvar a justiça divina, agora e no grande Julgamento divino.
O salmo 7 é introduzido com estas palavras de Davi: “Senhor, Deus meu, em ti me refugio; salva-me de todos os que me perseguem e livra-me; para que ninguém, como leão, me arrebate, despedaçando-me, não havendo quem me livre.” (v. 1-2).
Davi faz uma declaração diretamente a Deus, afirmando que Ele é o seu “Refúgio”. Toda oração geralmente começa com uma prece de gratidão, exceto quando a alma está atribulada. E esse era o caso daquele homem, que agora clamava dizendo: “Salva-me e livra-me!” Ele não orava por salvação do pecado; ele orava por livramento dos seus inimigos, que o perseguiam “como leão”.
Davi conhecia a força destruidora de um leão. Ele via leões destruindo vidas inocentes e indefesas, e certa vez, quando era jovem, ele apascentava as ovelhas de seu pai, e viu um leão levando uma ovelha em sua boca, e ele correu atrás do animal, e tirou a ovelha da boca do leão e o matou. Mas agora, ele temia um inimigo que se comparava a um leão mais forte do que ele, que podia arrebatá-lo, despedaçando-o, sem chance de escapar, sem uma possibilidade de livramento.
Que palavras desesperadoras: “não havendo quem me livre!” Parece bem com as palavras que são retratadas pelo apóstolo Paulo: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7:24). Mas Paulo não falava de si mesmo, porque ele conhecia o seu Libertador; ele falava de um homem perdido, que, embora conhecesse a Lei de Deus, desconhecia o Salvador. Davi conhecia o seu Libertador, mas falou desse modo para ressaltar a sua desesperança se ele não tivesse a Deus como o seu Refúgio.
De fato, se não fosse a ajuda constante de Deus, seríamos despedaçados pelo nosso maior inimigo. Satanás é comparado a um leão, “que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5:8). Os leões são traiçoeiros e se aproveitam das fraquezas de suas vítimas. E assim age Satanás e todos os nossos inimigos que nos ameaçam, e rondam procurando uma ocasião oportuna para atacar pelas costas, a fim de nos destruir. Mas, como Davi, nossa única esperança está em buscar o refúgio em nosso poderoso Deus.
I – ACUSAÇÃO (vs. 3-5)
V. 3-4: “Senhor, meu Deus, se eu fiz o de que me culpam, se nas minhas mãos há iniqüidade, [4] se paguei com o mal a quem estava em paz comigo, eu, que poupei aquele que sem razão me oprimia.”
1 – Davi foi acusado falsamente. Ele usa as mesmas palavras que usou no verso 1, dirigindo-se ao “Senhor, meu Deus”, porque estas são as expressões de alguém que está ofendido e profundamente angustiado, sem poder achar uma solução para o seu caso. Ele disse: “se eu fiz o de que me culpam…” Ele estava sendo inculpado de alguma coisa que ele não praticara.
2 – Davi afirma a sua inocência. Diz ele: “se nas minhas mãos há iniqüidade…” Ele se nega a confessar um pecado que ele não praticou. O tríplice uso da palavra “se” indica claramente a afirmação de sua fidelidade. Davi já havia feito um protesto diante de Jônatas a quem dirigiu estas palavras: “Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é o meu pecado diante de teu pai, que procura tirar-me a vida?” (1Sm 20:1). Ele tinha uma consciência limpa e era fiel e verdadeiro.
3 – Davi revela o crime de que o acusavam. Notem o que ele diz: “se paguei com o mal a quem estava em paz comigo.” Isto se refere ao rei Saul porque logo ele acrescenta: “eu, que poupei aquele que sem razão me oprimia…” De acordo com o título, o salmo foi escrito “com respeito às palavras de Cuxe”. Esse homem era um parente de Saul, da mesma tribo de Benjamim. Ele havia caluniado a Davi, acusando-o de conspiração contra o rei Saul, a fim de matá-lo. Quando Davi se defrontou com o rei Saul disse-lhe: “Por que dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: ‘Davi procura fazer-te mal!’?” (1 Sam 24:9).
Esta foi a explicação de Davi ao rei Saul, quando foi instigado a matar o rei Saul, o seu inimigo opressor: “Os teus próprios olhos viram, hoje, que o Senhor te pôs em minhas mãos nesta caverna, e alguns disseram que eu te matasse; porém a minha mão te poupou; porque disse: Não estenderei a mão contra o meu senhor, pois é o ungido de Deus.” (1Sm 24:10). Davi tinha mostrado claramente sua inocência ao poupar a vida de Saul, quando ele podia tê-lo matado facilmente.
Este é o fato: acusação falsa de conspiração contra um homem de Deus que tinha a misericórdia de até poupar a vida de um grande inimigo seu, que procurava matá-lo a todo custo, em muitas ocasiões, vivendo “à caça de minha vida”, “como leão” (disse ele, 1Sm 24:11)! Assim era Davi. Não admira que fosse chamado de “o homem segundo o coração de Deus” (At 13:22), porque Deus é misericordioso até com os Seus piores inimigos, poupando a vida deles, e dando-lhes oportunidade de se arrependerem para serem salvos e viverem eternamente com o Seu Benfeitor!
4 – Davi faz o juramento de sua inocência. Disse no v. 5: [Se eu sou culpado] “persiga o inimigo a minha alma e alcance-a, espezinhe no chão a minha vida e arraste no pó a minha glória”. É como se diz hoje em dia: “Se eu fiz isso, quero que caia um raio do céu na minha cabeça!” Isto é um juramento; ele está disposto a sofrer, se ele for culpado de alguma coisa de que é acusado. Isso indica que ele realmente é inocente, e usa uma linguagem muito forte, quase em desespero, para se defender diante de Deus.
Com efeito, o veneno da calúnia pode levar a vítima ao desespero ou à loucura. As palavras de Cuxe feriram os sentimentos de Davi, atacaram a sua reputação e destruíram a sua paz.
Conta uma lenda que os animais um dia perguntaram, desafiando a serpente:
- O leão, disseram eles, atira-se contra a presa, mata-a e devora-a. O lobo estraçalha a ovelha que lhe serve de alimento. O tigre, quando faminto ataca o carneiro e arrasta-o para o seu covil. Mas você, malvada serpente, o que faz? Pica a sua vítima e transmite o veneno para ela. Ora, que proveito você tira da sua perversidade peçonhenta?
Contorcendo-se, responde a serpente:
- Nada espero dos golpes venenosos que eu aplico. Do mal que faço, não tiro o menor proveito. Sigo traindo, envenenando, semeando a dor e a morte, mas não sou pior que o caluniador”. (Malba Tahan).
A Bíblia diz que muitos outros foram caluniados, acusados injusta e falsamente, e sofreram muito por causa de pessoas perversas e invejosas. (1) José do Egito foi acusado injustamente de seduzir a mulher de Potifar. (2) Jeremias foi acusado de profetizar falsamente em nome do Senhor contra Jerusalém. (3) Daniel foi acusado de rebelião contra o decreto do rei Dario. (4) Paulo foi acusado pelos judeus de ensinar contra a lei. (5) Jesus Cristo foi acusado de blasfêmia, de traição e de insurreição contra Roma, e foi “açoitado para pacificar os acusadores” (O Desejado de Todas as Nações, p. 732).
Era tempo de guerra. Aprisionaram um soldado que regressara ao acam­pamento, vindo de uma mata próxima. Ele foi acusado de estar traindo o seu exército, mantendo contato com o inimigo e foi levado à presença do comandante.
- O que você estava fazendo naquela mata, àquela hora da noite? – perguntou o oficial.
- Fui ali para orar por mim, fazer uma oração ao meu Deus – respondeu o jovem.
Não convencido, o comandante ordenou friamente que o jovem se ajoelhasse e orasse.
- Se você tem o hábito de orar tanto por auxilio, faça-o agora.
Compreendendo que a acusação de traição poderia significar morte, o jovem caiu de joelhos, e desabafou o coração diante de Deus. Foi patente, em vista de sua fervorosa conversa com o Senhor, que esta não era uma nova experiência em sua vida. Ao soltar ele as últimas palavras e abrir os olhos, viu uma nova expressão da fisionomia do comandante.
- Ergue-te – disse simplesmente o oficial – pode ir embora. Creio no que você disse; do contrário, não poderia fazê-lo tão bem como fez agora.
Disse o apóstolo Paulo que todos os cristãos sofrerão perseguição; todos os que pretendem servir a Deus serão chamados a suportar as mais vis calúnias e falsas acusações (2Tm 3:12). A Bíblia também diz que Satanás nos acusa de dia e de noite (Ap 12:10). Portanto, o salmo 7 contém uma grande mensagem de conforto e esperança para todos os cristãos. Esta é também uma mensagem escatológica, porque traz uma grande consolação a todos os que no tempo do fim são injustamente perseguidos. Ele contém um grande encorajamento para o remanescente fiel quando for vítima das maldições do conflito final com os poderes das trevas, e quando for acusado falsamente.
II – JULGAMENTO (vs. 6-11)
Davi apela para a intervenção divina. Ele disse, v. 6: “Levanta-te, Senhor, na Tua indignação!” Este é um apelo para que Deus tome uma iniciativa, e intervenha a fim de julgar o seu caso. Ele estava sofrendo horrivelmente pela língua caluniosa dos seus inimigos, e de Cuxe em particular. “Mostra a Tua grandeza contra a fúria dos meus adversários!” Isso demonstra claramente que os seus inimigos queriam destruí-lo, e estavam ferozes contra ele. Mas ele sabia que Deus estava indignado contra eles.
Toda acusação será levada a julgamento; senão dos homens, o caso será levado a julgamento divino. Toda palavra proferida tem as suas conseqüências ou para o bem ou para o mal de quem a proferiu. Disse Jesus Cristo sobre este solene assunto: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.” (Mt 12:36-37).
Mas Davi responde a pergunta: Como será o Julgamento divino?
1 – O Julgamento será universal. V. 7: “Reúnam-se ao redor de Ti os povos!” V. 8a: “O Senhor julga os povos”, como foi no passado, e como será no futuro! Davi não tem receio da presença de todos os povos para presenciar ao julgamento de sua causa. Ele mesmo chama agora os povos reunidos para serem suas testemunhas. Ele lembra que o seu próprio povo contemplava as suas perseguições, e ouvia as acusações contra ele, e muitos estavam na dúvida.
Ele prevê o dia do grande Juízo em que todos universalmente comparecerão diante do Tribunal divino, em que Deus estará acima de todas as nações da Terra. A doutrina do Juízo é encontrada em muitos lugares na Bíblia, e nos salmos isto é uma realidade impressionante. “O Senhor julga os povos”!
2 – O Julgamento será individual.V. 8b: “Julga-me, Senhor!” Embora seja um julgamento universal, cada pessoa será julgada separadamente. Davi faz um forte apelo para que Deus venha julgá-lo pessoalmente. “Se Deus julga a todos os povos, por que Se demora em me julgar e defender a minha causa?” Não é admirável que ele peça que Deus o julgue? Não seria de se temer o julgamento divino? Não, pelo contrário; ele temia mais o juízo humano; porque ele já estava sendo julgado pelos homens que o condenaram por atos que ele não praticara, e, portanto, julgaram mal ao inocente. Eles queriam matá-lo, porque o juízo dos homens é preconceituoso, injusto, e implacável. Mas Davi, então, recorre ao julgamento de Deus.
Neste ponto, fazemos 3 perguntas pertinentes:
(1) Os justos serão julgados? Esta é a verdade mais clara do texto. Davi era um homem justo e queria ser julgado por Deus. Mas, pergunte aos teólogos populares e eles responderão que os cristãos não serão julgados. Eles dizem que os cristãos não precisam de julgamento, e não passarão pelo tribunal porque eles já estão justificados. Esses teólogos sem teologia baseiam o seu argumento em João 3:18: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado.” Mas o que acontece é que eles estão baseando a sua doutrina no equívoco de uma tradução.
A palavra grega original é “krino”, que significa “julgar”, mas também significa “condenar, punir”. A versão Corrigida diz: “Quem crê nele, não é condenado”, corretamente. De fato, quem crê em Cristo não será condenado, como afirmou Paulo: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Rm 8:1). Portanto, os cristãos não serão condenados, mas serão julgados. Entretanto, ao invés de temer o julgamento, eles, como Davi, querem apressar a Deus para que os julgue e vindique a sua causa contra os seus inimigos opressores. Disse Davi: “Julga-me, Senhor!”
(2) Qual era o critério de Davi? Ele mesmo diz, v. 8: “segundo a minha retidão e segundo a integridade que há em mim.” Davi queria ser julgado pela sua retidão e integridade. Mas como pode Davi se dirigir a Deus e apresentar a sua justiça? Não é estranho que Lhe apresentasse esse critério e esta condição, quando se esperava dele que se humilhasse e confessasse a sua culpa? Ele disse no Salmo 40:12: “Não têm conta os males que me cercam; as minhas iniqüidades me alcançaram, tantas, que me impedem a vista; são mais numerosas que os cabelos de minha cabeça.”
Como poderia ele apresentar alguma justiça diante de Deus? A pergunta é correta, mas está fora de contexto. Davi apresentava a correção de sua vida com relação às coisas de que o julgavam e ele sabia com toda a certeza que não tinha praticado aquilo de que o acusavam. Este era um caso específico em que um homem justo estava sendo condenado e acusado injustamente.
(3) Qual é o grande desafio de hoje? Integridade. Davi tinha um caráter íntegro, e os cristãos também a possuem. Prega-se em nosso tempo muito sobre os pecados dos cristãos, mas pouco, ou quase nada, sobre a integridade deles. Os cristãos sinceros são íntegros. Vemos em nosso mundo pessoas que mentem, roubam, adulteram e matam com muita tranquilidade. Os cristãos revelam a sua integridade nas circunstâncias mais difíceis, nos momentos mais dramáticos de sua vida. Eles não mentem como é comum em nossa sociedade. Eles não se aproveitam das horas em que o seu patrão está fora de sua vista. Eles são fiéis à sua esposa. Não entram em confusão e respeitam as pessoas, e não são vistos em brigas com os outros. Eles sabem amar e são pessoas em quem se pode confiar.
3 – O Julgamento será vindicatório. V. 9: “Cesse a malícia dos ímpios, mas estabelece tu o justo!” Os justos serão vindicados, justificados, defendidos perante todos, e então, eles serão estabelecidos e os ímpios derrotados, e cessarão a sua malícia. Os falsos acusadores saberão que suas mentiras serão expostas diante de todo o Universo. E eles ficarão sem poder dizer nada para se justificar. Será uma situação terrível e embaraçosa. Então, o mal cessará; o pecado não se levantará pela segunda vez. Então, os justos serão estabelecidos para sempre num reino eterno. E Deus será glorificado!
4 – O Julgamento será justo. Por 2 razões, claras nos v. 9b-11:
(1) Deus tem o poder. Deus é onisciente: “Sondas a mente e o coração!” (v. 9). Deus é tão sábio que pode penetrar até na mente do homem e nada escapa ao seu olhar penetrante e perscrutador. Ele é capaz de ler os pensamentos da mente e perceber os sentimentos e afeições do coração. Ele é sábio demais para errar, e vê o coração além das aparências. Ele não julga pelo exterior, mas vê o coração de cada um, e julga pela reta justiça. Se é assim, Ele tem o poder para fazer justiça.
(2) Deus tem o caráter. Deus não somente tem o poder para fazer justiça, como também tem o caráter justo; Ele é chamado de “justo Juiz” (v.11). “Deus é o meu escudo; Ele salva os retos de coração.” Davi confia em Deus como o seu Escudo porque tem certeza de que Deus o salvará de seus inimigos que desejavam a sua morte. Mas o Senhor é o “justo Juiz”, e, portanto, Ele faz distinção entre pessoas, salvando “os retos de coração” e demonstrando a Sua indignação e ira contra os ímpios.
Mas esta declaração do v. 10 é polêmica: “Ele salva os retos de coração”! Como assim? Deus salva os justos? Então, temos de ser justos e retos para que Deus nos salve? Isso não é salvação pelas obras? Como entender estas palavras? A resposta fica por conta do contexto. Salvação aqui se refere à libertação dos que nos oprimem e nos acusam injustamente. Davi desejava esta libertação, e por isso confiava em Deus como o seu Refúgio (v. 1) e como o seu Escudo (v. 10), Aquele que salva e livra os que são retos e íntegros e tem uma vida em harmonia com os ditames da Sua Lei.
III – CONDENAÇÃO (v. 12-16)
Agora, o salmista apresenta a sorte dos ímpios e dos que gostam de dar um falso testemunho a respeito do caráter íntegro dos filhos de Deus. Ele responde agora à seguinte pergunta: Como serão os ímpios condenados?
1 – Os ímpios serão condenados por um Deus justo. V. 12-13: “Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada; já armou o arco, tem-no pronto; para ele preparou já instrumentos de morte, preparou suas setas inflamadas.” Muitos dizem que Deus não condena a ninguém. Mas nós encontramos outra história na Bíblia. Deus condenou a Adão e Eva, e os expulsou do Paraíso. Deus condenou a Sodoma e Gomorra com fogo e enxofre. De condenou a Ananias e Safira, da igreja primitiva. Condenou a Herodes. A Sua espada está preparada e as Suas flechas prontas contra todos os ímpios que não se converterem. Ele pode fazer isto por ser um Deus justo que não Se compraz com o pecado e a iniquidade. Ele sempre condena o pecado, seja em quem estiver!
Mas estas palavras estão cheias de esperança. O salmista apresenta uma condição, cuja recíproca também é verdadeira, segundo a qual se os homens se converterem, o Senhor desviará deles a Sua espada e as Suas setas inflamadas, a fim de que possam ser salvos. Mas se eles não se converterem, serão condenados porque Deus é justo e não pode inocentar ao ímpio.
2 – Os ímpios serão condenados por seus pecados. V. 14: “Eis que o ímpio está com dores de iniqüidade; concebeu a malícia e dá à luz a mentira.” Em figura, a fertilidade para o mal é comparada ao processo de gestação e parto. No simbolismo da poesia deste salmo, o ímpio produz o engano e a mentira naturalmente. O pecado é a vida do ímpio. O pecado está nele por dentro e por fora. Nos seus pensamentos, palavras e atos. O ímpio nasce no pecado, cresce no pecado e respira no pecado. Não admira que as pessoas digam frequentemente: “Que mal tem isso?” Entretanto, “quanto ao perverso, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.” (Pv 5:22).
3 – Os ímpios serão condenados por suas próprias mãos. V. 15-16: “Abre, e aprofunda uma cova, e cai nesse mesmo poço que faz. A sua malícia lhe recai sobre a cabeça, e sobre a própria mioleira desce a sua violência.” Hamã ergueu uma forca para o justo Mardoqueu, mas ele é que foi enforcado nela. A sua maldade e violência lhe recaiu sobre a sua própria cabeça, porque “tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl. 6:5). O mal traz sua própria punição contra o malfeitor. O justo Juiz destruirá aqueles que perseguem os cristãos fazendo sua violência cair sobre as suas próprias cabeças.
CONCLUSÃO (v. 17)
Davi, finalmente conclui este salmo com as palavras gloriosas: “Eu, porém, renderei graças ao Senhor, segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do Senhor Altíssimo.” Este é o seu grande clímax. Esta é a maior razão por que Davi tanto procurava o julgamento divino. Este é o motivo mais impressionante por que Davi podia ter segurança de que seria salvo: a justiça de Deus. Ele sabia que o seu caso seria julgado a seu favor, porque Deus vê o coração sincero e amorável, e não julga pelas aparências, e é capaz de revelar a justiça que emoldura o seu caráter maravilhoso.
Portanto, qual seria a atitude natural e espontânea de Davi? Gratidão e louvor. Ele rende graças a Deus por Sua justiça e canta os seus louvores ao nome de um Deus que tem o Seu trono soberano no Universo, como o Excelso Senhor Altíssimo.
Precisamos ter esta experiência em nossa própria vida. Necessitamos conhecer mais da justiça misericordiosa de Deus. E se você também está decepcionado com algumas pessoas, se você também foi acusado injustamente, este é o momento de voltar-se para Deus e louvar a Sua justiça imparcial e compassiva, em favor de sua libertação. Os resultados serão logo vistos e sentidos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

AMOR, SENTIMENTO DE DOAÇÃO


Texto Bíblico: Lucas 6:35  Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus.

Jesus esta aqui instruindo seus discípulos, e ensinando-lhes coisas importantes para que estes possam ser bem sucedidos no futuro. E aqui Jesus está lhes ensinando sobre a importância do amor.

O fato, é que convivemos com pessoas que são imperfeitas, e portanto com muitos defeitos. Por isso, é importante o amor, para que consigamos viver unidos e em comunhão na presença de Deus.

A obra de Deus só pode ser realizada com amor. Ela é difícil, e só através do amor pode ser cumprida.

Proposição de Transição: vejamos o que Jesus nos ensina neste versículo:

1)      Um desafio: “…Amai, porém, os vossos inimigos…” (Mat. 5:44/Lucas 6:32)

Deus nos ensina a amar. Na Bíblia temos várias determinações para o amor:


Gálatas 5:13 : “…sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor”.

I Pedro 4:8: “Tende, antes de tudo, ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados”.

I João 2:10: “…Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço.”

NÃO PODEMOS VIVER UM CRISTIANISMO SEM AMOR. Tudo que Jesus nos ensina resume-se ao amor.

John Stott, um grande pregador inglês diz: “amor é mais serviço do que sentimento”. De fato, amor sem gestos, amor sem atitudes concretas, não tem o poder de mudar a vida de ninguém. O amor apenas nas palavras do cantor, o amor apenas nos versos do poeta não tem o poder de mudar a vida de uma pessoa.

O amor de Deus encontra-se em palavras e sentimentos (na Bíblia), mas principalmente nos atos dEle por nós: Ele foi capaz de realizar o ato de oferecer seu único filho na cruz por nós.

Quando Paulo escreve para a Igreja de Roma ele agradece a Priscila e Áquila pelos gestos de amor, de cuidado, de carinho demonstrado Vejamos Rm. 16:4: “…os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios.” AMOR FALADO, TEM QUE SER ESCRITO ATRAVÉS DE ATITUDES.

Mas, aqui nesta passagem, Jesus nos ensina a amar a quem não nos ama: os nossos inimigos.
Talvez você diga: “Mas pastor porque eu devo amar a um inimigo?  Afinal, é melhor amar um amigo, pois dEle podemos esperar receber algo em troca, um presente, um cartão, um elogio, carinho, apoio e tantas coisas boas. De um amigo podemos receber afeto, carinho, uma palavra carinhosa. É muito fácil amar um amigo, é fácil amar que nos ama. Afinal, receberemos algo em troca.

Sabe meu irmão, Jesus manda amarmos nossos inimigos, porque Ele fez isso também por nós. ELE FEZ ISSO POR NÓS.

Romanos 5:10 diz: “….nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho…”.
Deus nos alcançou,  nos amou, ainda quando éramos inimigos dEle e de sua graça. Portanto, façamos o mesmo até por aqueles que não expressam o mesmo por nós.

2)      Uma ordem: “…fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga…”

Há muitas pessoas que trabalham, em busca de reconhecimento. São pessoas que vivem em busca do reconhecimento.

A palavra de Deus aqui é, ame e procure fazer o bem sem esperar receber algum troco ou pagamento. Não espere recebe um elogio em troca, ou reconhecimento, apenas faça o bem.

ILUSTRAÇÃO: José quando era jovem, tinha sido vendido como escravo pelos seus próprios irmãos. Ele tinha todos os motivos do mundo para odiá-los e despreza-los. Mas, veja a reação de José ao ver seus irmãos em Gênesis 45:15: “José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele.”

MORAL: José fez o bem, mesmo tendo recebido o mal, destes antes. Haverão muitos momentos em que pessoas te farão mal, com palavras, atitudes, mas quando chegar a sua oportunidade faça o bem.

Veja o que diz a Bíblia em I Coríntios 4:12: “….nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos;…”.

ILUSTRAÇAO: Em números 12, Arão e Miriã, se levantam contra Moisés. Deus então repreende os dois e castiga Miriã com uma lepra. Eles imploram a Deus para que não sejam mortos. Moisés poderia até amaldiçoá-los ou castigá-los, mas diz: (Números 12:13 ) Moisés clamou ao SENHOR, dizendo: Ó Deus, rogo-te que a cures.

MORAL: FAÇA O BEM SEM ESPERAR RECEBER O BEM.

1 Ts 5:15 diz: “Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos.”

3) Uma recompensa:“…será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo…”

Quem faz o bem recebe uma grande recompensa.

Provérbios 13:21  “A desventura persegue os pecadores, mas os justos serão galardoados com o bem.”

Nossa recompensa virá de Deus. Todos os tesouros, tudo que adquirimos neste mundo, permanecerá neste mundo, mas nos teremos uma grande recompensa celestial.

Eclesiastes 8:12 “Ainda que o pecador faça o mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, eu sei com certeza que bem sucede aos que temem a Deus.” 

3.    Conclusão 

O amor é a grande arma que você tem para conquistar as pessoas e o mundo.

ILUSTRAÇÃO: Um filho sentia muitas dores e mal estar. Certo dia, seu pai o leva ao médico e após vários exames o médico diz ao pai: Olha, seu filho tem uma doença mortal. O fígado dEle está se deteriorando, e ele morrerá em poucos meses.

O pai fica desesperado, chora, se angústia. Ele coloca o seu filho numa longa fila de espera. O tempo passa e aquele pai não consegue um fígado compatível para seu filho.

A situação piora, o filho começa a ficar fraco, abatido, sem forças. O pai desesperado faz um pedido ao hospital e a equipe médica: “escutem, eu quero que vocês transplantem meu fígado para meu filho.

O médico diz ao pai: “O senhor sabe o que está fazendo? Isso significa que o Senhor vai morrer no lugar do seu filho”. Ele disse: Doutor, eu não sou um homem rico, não tenho posses, e a coisa mais valiosa  que eu posso dar ao meu filho neste momento é a minha própria vida.

O transplante é feito, o pai recebe o fígado doente do filho e morre após alguns meses.

MORAL: Nós também estávamos com uma doença mortal, chamada pecado. O pecado mata, é pior que o câncer. Quando nosso pai celestial nos viu nesta situação ele resolveu nos dar a vida, e passa isso nos deu a coisa mais valiosa que Ele tinha: Seu próprio Filho.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito”. (João 3:16)

Josias Moura 

Fonte: josiasmoura.