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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Os remidos no Céu verão a Deus Pai?


Algumas pessoas alegam que os remidos jamais verão a Deus Pai, pois o apóstolo Paulo diz que Deus “habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver” (1Tm 6:16), e o apóstolo João acrescenta que “ninguém jamais viu a Deus” (Jo 1:18; 1Jo 4:12). Se isolarmos o conteúdo desses textos do consenso das Escrituras, poderemos ser tentados a assumir indevidamente que Deus é invisível a todas as Suas criaturas, mesmo aos seres que nunca pecaram. 
Mas, para entendermos melhor o assunto, devemos reconhecer que, no Jardim do Éden, Adão e Eva mantinham plena comunhão com a Divindade, inclusive com Deus Pai. No entanto, “desde o pecado de nossos primeiros pais, não tem havido comunicação direta entre Deus e o homem”, pois “o Pai entregou o mundo nas mãos de Cristo” (Patriarcas e Profetas, p. 366).
Portanto, os textos acima mencionados devem ser compreendidos no contexto do pecado. Como “Deus é fogo consumidor” para o pecado (Hb 12:29), se seres humanos pecaminosos O vissem, seriam por Ele destruídos.
Por outro lado, existem várias declarações bíblicas que falam a respeito de Deus como sendo visto pelos remidos no Céu. Por exemplo, o apóstolo João afirma que, quando Deus Se manifestar, “seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-lo como Ele é” (1Jo 3:2, 3); e que os servos de Deus “O servirão” e “contemplarão a Sua face” (Ap 22:3, 4). Embora a manifestação de Deus possa se referir à segunda vinda de Cristo, a contemplação da face de Deus parece algo mais amplo do que a comunhão apenas com Cristo. Mas, a realidade da contemplação de Deus Pai é confirmada nas seguintes palavras de Cristo: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt 5:8). Nessa declaração, Cristo não estava Se referindo apenas a Si mesmo, que já estava sendo visto pelos Seus discípulos, e sim a Deus Pai.
Nos escritos de Ellen G. White encontramos várias ocasiões em que ela se refere a Deus Pai como sendo visto pelos remidos no Céu. Por exemplo, no livro O Maior Discurso de Cristo, p. 27, ela afirma: “Os puros de coração vivem como na visível presença de Deus durante o tempo que Ele lhes concede neste mundo. E também O verão face a face no estado futuro, imortal, assim como fazia Adão quando andava e falava com Deus no Éden. ‘Agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face’ (1Co 13:12).”
 Já em O Grande Conflito, p. 676-677, aparece a seguinte declaração: “O povo de Deus tem o privilégio de entreter franca comunhão com o Pai e o Filho. ‘Agora vemos por espelho em enigma’ (1Co 13:12). Contemplamos a imagem de Deus refletida como que em espelho, nas obras da natureza e em Seu trato com os homens; mas então O conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de separação. Estaremos em Sua presença, e contemplaremos a glória de Seu rosto.” E em Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 268, a Sra. White comenta Apocalipse 22:4 de forma ainda mais explícita: “E qual é a felicidade do Céu senão a de ver a Deus? Que maior júbilo poderá ter o pecador salvo pela graça de Cristo do que contemplar a face de Deus, e tê-Lo por Pai?”
Além disso, a Sra. White nos adverte a respeito de distinções especulativas entre as Pessoas da Divindade: “Os sentimentos dos que andam em busca de avançadas idéias científicas, não são para confiar. Fazem-se definições como essas: ‘O Pai é como a luz invisível; o Filho é como a luz corporificada; o Espírito é a luz derramada.’ … Todas essas definições espiritualistas são simplesmente nada. São imperfeitas, inverídicas. … O Pai é toda a plenitude da Divindade corporalmente, e invisível aos olhos mortais (Evangelismo, 614).” Quaisquer distinções entre as Pessoas da Divindade, como as mencionadas acima, acabam distorcendo os atributos divinos. 
Portanto, existem suficientes evidências bíblicas e nos escritos de Ellen White para crermos que Deus Pai é “invisível aos olhos mortais”, mas não aos seres imortais, e que os remidos no Céu realmente “contemplarão a Sua face”.
Fonte: aultimaadvertenciaaomundo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

PORQUE ESTOU AQUI?

Você já se perguntou alguma vez por que existe? Se sua resposta é sim, quero te dizer que também já me perguntei.
Esta pergunta vem à mente humana principalmente quando se está passando por grandes lutas e até mesmo por provações. Se você já passou por constantes batalhas sabe do que estou falando. E o que dizer das provações, quando ondas de tristezas invadem a alma e perguntas vêm à mente a respeito de sua fidelidade pra com o senhor!
O que não percebemos nesses momentos é o quanto o coração de Deus se compadece daqueles por quem ele enviou o seu próprio e único filho para salvá-lo.
Somos naturalmente propensos a pecar devido à natureza carnal. Nossas lutas acontecem porque Deus permite.
Ele deseja mostrar-nos que naquela área que travamos a maior batalha (o “eu” contra a vontade do espírito) somente Ele pode divinamente tornar-nos vitoriosos.
A salvação nos é doada. Erroneamente tentamos fazer algo bom ou obedecer de forma legalista para ser salvo. Por algum tempo conseguimos obedecer a certas regras e praticar boas ações por si só, mas isto não nos garante salvação. Somente Deus pode fazer isso. E, meu querido (a) ele já fez isso uma vez para sempre.
Deixou seu trono e glória, e, nasceu sob forma humana e veio viver na terra uma vida exemplar, buscando do alto o auxílio para viver cada dia. Até chegar o dia do imenso sacrifício de amor. Jesus passou por momentos como os nossos, imagine que o despojaram de suas vestes, puseram uma coroa de espinhos em sua cabeça e um caniço em sua mão direita, e zombavam dele dizendo: salve rei dos judeus! (Mateus 27:28 e 29) Ele que veio para garantir alegria, satisfação, a verdadeira felicidade, agora estava sendo humilhado.
Houve um momento que Jesus disse: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste? Quanta dor Ele estava sofrendo, sentindo-se sozinho também. Mas foi vitorioso ao cumprir sua missão.
Ele morreu, mas ressuscitou e voltou ao céu. Em seu infinito amor proveu-nos um auxiliador, a Bíblia descreve em S. João 14:16, Jesus prometendo prover um consolador, o espírito da verdade a fim de viver para sempre conosco e está em nós. Não, não estamos sozinhos, não somos órfãos (João14: 18). Ele nos garantiu o direito de filhos. Somos filhos de um Pai amoroso, criados para vivermos em amor.
O mundo tem passado por constantes transformações, mas Ele permanece o mesmo, ainda que o amor esteja desaparecendo, Deus nos propõe um caminho sobremodo excelente (1cor 13).
Fomos e somos mantidos pelo amor E pela misericórdia de Deus. Quantas vezes tivermos que passar por provações, Ele permitirá até quantas tivermos que enfrentar, entretanto, confie em sua promessa.
"eis que estou convosco todos os dias" (Mateus 28:20).
Roguemos a Deus que aumente nossa fé e firme nossos passos nas pegadas de Jesus. Somente assim, veremos e viveremos a resposta para nossas indagações.
Seja feliz redescobrindo o que Deus tem planejado para você.

Denise Leal

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Quais são suas declarações preferidas de Ellen G. White?


Gosto de tantas declarações de Ellen G. White que tenho dificuldades de destacar algumas em detrimento de outras. Mas mencionarei inicialmente duas sobre Cristo, que são especialmente significativas para mim. No livro Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais 1962), p. 14, ela diz: “Cristo, Seu caráter e obra, é o centro e a circunferência de toda verdade. Ele é a cadeia que liga as jóias de doutrina. NEle se encontra o inteiro sistema da verdade.” E no livro Testemunhos para a Igreja, v. 7, p. 46, ela acrescenta: “Faça de Cristo em tudo o primeiro, o último e o melhor.”
Na primeira citação, a Sra. White salienta a centralidade e a abrangência de Cristo para as doutrinas e a teologia adventista. Creio que podemos refletir a vida toda sobre o conteúdo e as implicações dessa citação, sem jamais esgotar sua profundidade e abrangência. Já a segunda afirmação destaca a prioridade absoluta de Cristo para a existência humana. O ideal nela proposto é ilimitado em suas implicações.
Talvez a mais bela declaração já escrita sobre o amor de Deus seja a que encontramos em Testemunhos para a Igreja, vol. 5, pág. 740: “Todo o amor paternal que veio de geração em geração através do coração humano e toda fonte de ternura que se abriu na alma do homem não passam de tênue riacho em comparação com o ilimitado oceano, quando postos ao lado do infinito, inexaurível amor de Deus. A língua não o pode exprimir, nem por escrito é possível o descrever. Pode-se meditar nele todos os dias de nossa vida; pode-se esquadrinhar diligentemente as Escrituras a fim de compreendê-lo; pode-se reunir toda faculdade e poder a nós concedidos por Deus, no esforço de compreender o amor e a compaixão do Pai celeste; e todavia, existe ainda um infinito para além. Pode-se estudar por séculos esse amor; não obstante jamais se poderá compreender plenamente a extensão, a largura, a profundidade e a altura do amor de Deus em dar Seu Filho para morrer pelo mundo. A própria eternidade nunca o poderá bem revelar.”
Poucas declarações podem ser equiparadas com a sublimidade do que a Sra. White escreveu em O Grande Conflito, p. 675, 678, sobre a restauração de todas as coisas à sua perfeição original. Essas páginas nos dizem: “Na Bíblia, a herança dos salvos é chamada um país. (Hebreus 11:14-16.) Ali, o Pastor celestial conduz Seu rebanho às fontes de águas vivas. A árvore da vida produz seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações. Existem torrentes sempre a fluir, claras como cristal, e ao lado delas, árvores ondeantes projetam sua sombra sobre as veredas preparadas para os resgatados do Senhor. Ali, as extensas planícies avultam em colinas de beleza, e as montanhas de Deus erguem seus altivos píncaros. Nessas pacíficas planícies, ao lado daquelas correntes vivas, o povo de Deus, durante tanto tempo peregrino e errante, encontrará um lar. [...] “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e gozo, declaram que Deus é amor.”
Esses são apenas alguns exemplos entre outras maravilhosas declarações encontradas nos escritos de Ellen White. Com certeza, o leitor desses escritos encontrará muitas outras afirmações que sensibilizarão sua alma e fortalecerão sua fé. Basta tão-somente começar a explorar essa mina inesgotável.
Texto de autoria do Dr. Alberto Timm Revista do Ancião (janeiro – março de 2008).
Fonte: Blog Sétimo Dia