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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Qual é a relevância das genealogias bíblicas para nossa vida espiritual?


Uma leitura superficial das genealogias bíblicas pode deixar o leitor com a impressão de serem elas partes irrelevantes e enfadonhas inseridas ao texto sagrado. Mas estando comprometidos com “toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4), não poderemos considerar insignificantes tais partes da Bíblia. A tradicional aversão às genealogias pode ser superada pela compreensão da sua importância, das suas características básicas e das lições espirituais que podem ser delas extraídas.
A despeito de nem sempre serem completas, as genealogias bíblicas são relevantes. Elas fornecem informações fundamentais para se calcular à idade aproximada da raça humana, bem como para se datar alguns eventos bíblicos com seus respectivos protagonistas. Duas genealogias (ver Mt 1:1-17; Lc 3:23-38) comprovam que Jesus de Nazaré é descendente de Abraão (Gl 3:16) pela linhagem de Davi (Mt 22:42; At 2:29-31; Rm 1:3; 2Tm 2:8).
Considerando-se a genealogia de Cristo provida em Mateus 1:1-17, percebe-se uma lista numericamente simétrica, com três blocos de catorze nomes cada (v. 17), mas com a supressão de pelo menos quatro nomes – o verso 8 não menciona os reis Acazias, Joás e Amazias, que reinaram depois de Jeorão (e não Jorão) e antes de Uzias (cf. 2Cr 22:1; 23:11; 24:1, 27; 25:1; 26:1), e o verso 11 deixa fora o nome de Jeoaquim, filho de Josias e pai de Jeconias (cf. 1Cr 3:15, 16). Por outro lado, na mesma genealogia encontramos alusões a quatro mulheres: Tamar, Raabe, Rute e Bate-Seba, as quais, com exceção de Rute, tiveram um passado moralmente questionável (ver Gn 38; Js 2; 2Sm 11). Tais alusões podem ser entendidas como evidências concretas de que Jesus não veio “chamar justos e sim pecadores [ao arrependimento]” (Mt 9:13).
A genealogia de Cristo, em Mateus 1:1-17, avança progressivamente de Abraão até “José, marido de Maria” (v. 16), seguindo a linhagem do rei Salomão, filho de Davi com Bate-Seba (v. 6; 1Cr 3:5). Por sua vez, a genealogia em Lucas 3:23-38 retrocede de José até “Adão, filho de Deus” (v. 38), passando por Natã, outro filho de Davi com a mesma mulher (v. 31; 1Cr 3:5), razão pela qual muitos dos nomes mencionados entre José e Davi não aparecem em qualquer outra parte da Bíblia. Retrocedendo até Adão, Lucas procura mostrar que Jesus é o Salvador, não apenas dos judeus, mas de toda a humanidade, como está evidente na alusão de Simeão à salvação manifesta a “todos os povos: luz para a revelação dos gentios, e para a glória do Teu povo de Israel” (Lc 2:30-32).
Alguns críticos questionam a confiabilidade da genealogia pré-diluviana (ver Gn 5), sob a alegação de conter lacunas semelhantes às encontradas em Mateus 1:1-17. Mas essa alegação acaba desconhecendo as diferenças estruturais entre ambas as genealogias. Em Mateus, encontramos uma relação retilínea de nomes interligados pela expressão “gerou”, que pode significar um descendente imediato (filho) ou um descendente um pouco mais distante (neto, bisneto, etc.). Mas, no livro do Gênesis, a genealogia pré-diluviana é enunciada de forma a não dar espaço a lacunas. É dito que alguém viveu determinado número de anos, gerou um filho, e viveu mais certo número de anos, e morreu. Por sua vez, aquele filho seguiu o mesmo processo. Portanto, não há possibilidade de lacunas como no caso de Mateus.
Além disso, das genealogias bíblicas podemos extrair importantes lições existenciais e espirituais. Elas nos ensinam, por exemplo, que a vida neste mundo não é eterna, e que as pessoas morrem com diferentes idades. Por conseguinte, não sabemos quando nossa própria vida chegará ao fim. Mas, por outro lado, as genealogias confirmam que, a despeito de todas as doenças e calamidades, Deus ainda preserva, por Sua misericórdia, a existência humana. Nas sucessões de nomes sempre aparece um descendente, e assim a vida continua até hoje. Portanto, uma leitura mais detida das genealogias bíblicas pode fortalecer nossa própria vida espiritual.
Texto de autoria do Dr. Alberto Timm Revista do Ancião (julho – setembro de 2008).
Fonte: Blog Sétimo Dia

Como ter em 2012 sua vida emocional melhor sem remédios de farmácia?


Aprender a administrar as próprias emoções é saúde mental. Como conseguir isto e não depender de medicamentos?
O livro best-seller nos Estados Unidos do psiquiatra M. Scott Peck, “O Caminho Menos Percorrido”, trata do desenvolvimento emocional humano. Ele começa com a frase: “A vida é difícil.” É? Creio ser difícil de maneiras diferentes para pessoas diferentes. Vamos pensar.
Para os pobres materialmente a vida é difícil financeiramente. Para outros é difícil porque nasceram com déficit cerebral que favorece o surgimento de transtornos mentais. Há os que experimentam dificuldade devido à doenças incuráveis, bem limitadoras, como paralisias, ausência de algum órgão, deficiência visual, auditiva, etc. E a vida pode ser difícil para pessoas que, ainda que ricas materialmente, sentem um vazio existencial.
Dr. Scott Peck comenta em seu livro sobre o fato de jovens aprenderem na escola matemática, geografia, história, biologia, química, física, línguas estrangeiras, etc., e não lhes ser ensinado a lidar com suas próprias emoções! Um dos fundamentos do pensamento pós-moderno vigente, praticado numa maioria de países, pela maioria das pessoas é: “Se me sinto bem, então vale à pena!” O que vale é como a pessoa se sente, e isto depende das emoções. Consegue ver o perigo disto?
Leigh M. Vaillant, psiquiatra professora de Harvard, com quem troquei ideias sobre angústia humana, em seu livro “Changing Character”, explica que o desafio para a saúde mental é “ter as emoções sem deixar que as emoções tenham você.” Isto corresponde às ideias de Daniel Goleman sobre “inteligência emocional”, e ao conceito de Diana Fosha, Ph.D., da Universidade Adelphi nos EUA, sobre “competência emocional”. É bem diferente ter competência no mercado de trabalho e ter competência emocional. Uma coisa não vem obrigatoriamente ligada à outra. Para adquirir competência emocional temos que lutar por isto, buscar ativamente este crescimento, aprender a administrar nossas emoções.
Você já viu em algum currículo de alguma escola, curso, pós-graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado uma disciplina chamada “Administração de Emoções”? Eu nunca vi. Sabia que a Bíblia ensina isto? O conceito bíblico de comportamento saudável envolve o aprendizado do controle emocional. Por exemplo, o “Ph.D” Paulo diz: “Irai-vos e não pequeis.” Efésios 4:26. Isto é exatamente o que Leigh Vaillant explica em seu livro. O problema não é a emoção, neste caso, a raiva. Há situações na vida que geram raiva e isto é normal. A questão é: Você é dominado por ela ou a administra para não ser movido pela raiva e, assim, fazer bobagem?
Recomendo colocar um alvo para si mesmo para o novo ano: aprender a administrar suas emoções. Não conheço ninguém, a não ser Jesus Cristo, que aprendeu isto perfeitamente. (veja Hebreus 5:8 e 9). Vale à pena tentar e não desistir. Os benefícios serão enormes para sua paz interior, relação com as pessoas e autonomia na vida no sentido de não ser jogado para aqui ou para ali pelas emoções, ou ficar dependente de remédios, psicólogos, médicos.
Como fazer isto?
Primeiro, reconheça que talvez você tem estado sem controle das próprias emoções.
Segundo, identifique a emoção do momento. Dê um nome a ela: É raiva? Medo? Tristeza? Alegria? Vergonha? Culpa? Compaixão?
Terceiro, tente entender que evento produziu este sentimento que você acabou de identificar.
Quarto, use o raciocínio lógico (não depende de emoção) para verificar se este sentimento cabe na situação, ou se é exagerado. Você pode negar o sentimento e por isso concluir que não está sentindo nada, quando, na verdade, ele pode estar reprimido. Se for o caso, pense: “O que uma pessoa sentiria normalmente nesta situação?” Assim é mais fácil você admitir que tem a emoção negada num primeiro momento.
Quinto, expresse (fale, verbalize) este sentimento sem ser de maneira afetada, agressiva, abusiva, para a pessoa em foco e experimente (vivencie) o sentimento sem medo dele, sem fugir dele com álcool, outras drogas, excesso de trabalho, sexo, compras, viagens, etc. (ver 1 Coríntios 10:13).
Sexto, não tenha medo do sentimento, seja medo, angústia, tristeza, culpa, vergonha. O sentimento não é você. Você é maior que ele e pode pensar sobre ele.
Sétimo, leia bons livros sobre o assunto, assista palestras sobre este tema, converse com pessoas interessadas nisto.
Administrar a emoção envolve dar dois passos para trás em sua mente, olhar a si como expectador, e pensar no que sente. Sem este exercício, a emoção domina você. Com ele você pode ter a emoção sem deixar que ela tenha você. Bom Ano Novo com melhor controle emocional!

Deus quer fazer um milagre em sua vida


Muitas vezes a vida parece ser uma sucessão de dores, decepções, fracassos, sonhos frustrados, traições, desemprego…
Você já se sentiu derrotado, no fundo do poço, em um beco sem saída?
Você já viveu dias que parecem sem esperança?
Tenho uma boa notícia para você. Existe Esperança.
Gn. 18: 14 – “Existe alguma coisa impossível para o Senhor?”
A Bíblia nos ensina que a fé transforma o impossível de hoje no milagre de amanhã.
Por isso hoje vamos pensar em como Deus quer fazer um milagre em sua vida.
Jesus nos ensinou que coisas maravilhosas são possíveis.
Jesus nos garantiu que é possível viver uma vida melhor.
Você realmente quer mudar de vida, para melhor?
Se você deseja começar uma nova história, vamos aprender como fazer isso com Jesus.
Marcos 9.22-23
14 Quando chegaram onde estavam os outros discípulos, viram uma grande multidão ao redor deles e os mestres da lei discutindo com eles. 17 Um homem, no meio da multidão, respondeu: “Mestre, eu te trouxe o meu filho, que está com um espírito que o impede de falar. 18 Onde quer que o apanhe, joga-o no chão. Ele espuma pela boca, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram”. 19 Respondeu Jesus: “Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino”. 20 Então, eles o trouxeram. Quando o espírito viu Jesus, imediatamente causou uma convulsão no menino. Este caiu no chão e começou a rolar, espumando pela boca. 21 Jesus perguntou ao pai do menino: “Há quanto tempo ele está assim?” “Desde a infância”, respondeu ele. 22 “.Muitas vezes esse espírito o tem lançado no fogo e na água para matá-lo. Mas, se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda- nos. Se podes?”, disse Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.”
A palavra possível usada aqui é a expressão grega DUNATOS, que tem um sentido mais amplo que a nossa palavra em português. DUNATOS significa TODAS AS OPÇÕES ESTÃO AO NOSSO ALCANCE.
Para Deus fazer um milagre em sua vida…
Aproxime-se de Jesus (v.15-17)
Primeiro o pai procurou ajuda com os médicos.
Depois ele procurou ajuda na religião (mestres da Lei).
Depois ele procurou ajuda com os discípulos (intermediários).
Ninguém conseguiu ajudar. Ninguém podia ajudar.
Então ele fez a coisa certa, buscou a ajuda de Jesus.
Creia em milagres (v. 22)
Depois de anos de derrota, aquele pai ficou sem esperança.
Quando alguém sofre muito, existe uma tendência de perder a fé e a esperança. Começa um ciclo vicioso de derrota. Mas é preciso crer. É preciso acreditar no milagre.
O grande combustível do milagre é a fé. Você nunca será um derrotado até que desista.
Abra o coração (v. 17-18)
Jesus deu àquele pai a oportunidade de falar de sua dor.
Jesus sempre faz isso. É necessário colocar para fora a nossa dor, nossa tristeza, nossa angústia para fora.
Muitos tentam gerenciar a própria dor com religiões, filosofias de vida, vícios, fama, riqueza, prazeres ou boas obras. Mas nada disso funciona por muito tempo.
Quem deseja um milagre precisa ser sincero, abrir o coração e falar francamente de seus pecados e problemas.
Quem deseja a cura precisa reconhecer a doença.
Reconheça a causa do mal. (v. 22)
Aquele pai discerniu a causa espiritual do problema do filho.
Existe uma realidade espiritual pouco conhecida. Esta realidade é habitada por demônios que trabalham contra nós.
No fim das contas, tudo que existe de bom ou ruim no mundo tem uma causa espiritual, ainda que remota.
O grande problema não é a falta de dinheiro, saúde, oportunidades, etc. O maior problema é a falta de Deus.
A felicidade plena não reside em ter coisas, mas em ser a pessoa que Deus deseja que você seja.
O maior milagre não está para acontecer fora de você, O maior milagre vai acontecer DENTRO de você.
Conclusão
Assim como fez o milagre na vida daquela família, Deus deseja fazer um milagre em sua vida.
MARCOS 9.24-27
24 Imediatamente o pai do menino exclamou: “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!” 25 Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: “Espírito mudo e surdo, eu ordeno que o deixe e nunca mais entre nele”. 26 O espírito gritou, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, ao ponto de muitos dizerem: “Ele morreu”. 27 Mas Jesus tomou-o pela mão e o levantou, e ele ficou em pé.
Deus deseja fazer um grande e maravilhoso milagre em sua vida.
Deus deseja mudar a sua vida hoje.
O maior milagre de Deus para você é mudar o seu coração e o seu destino eterno.
Através do arrependimento dos pecados e da fé em Jesus, sua vida pode mudar completamente. A partir daí sua vida será o milagre.
Mas é preciso clamar como fez aquele pai desesperado.
Clame pelo milagre, clame pela mudança, clame por Jesus.
Vença a incredulidade e peça para Jesus fazer o impossível acontecer em sua vida.
Tire a palavra impossível do seu dicionário
Lembre-se “Tudo é possível àquele que crê.”Marcos 9.23.
Por isso, creia em Jesus e o aceite como seu Salvador.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O Perdão Divino


A mensagem do perdão é uma das mais lindas e atraentes na Palavra de Deus. No livro do profeta Isaías, 1:18, lemos: “Vinde e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como escarlata eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.”
O perdão divino vai muito além do que simplesmente declarar alguém inocente. O perdão de Deus não só remove a condenação, como oferece poder para que o pecador não continue na prática do pecado. O perdão tem que ver com a transformação do interior. O perdão não é somente necessário para eliminar a culpa por estarmos manchados pelo carmesim ou pela escarlata. O perdão de Deus, vai além. Ele transforma isso à semelhança da cor da neve ou da lã, simbolizando pureza.
Na triste experiência de Davi, rei de Israel, ao cometer uma sucessão de pecados iniciados no adultério com Bate Seba, foi ele despertado pelo profeta Natã. Reconhecendo seu pecado, o inspirado rei escreveu o Salmo 51. Aí encontramos três pedidos específicos que nos ajudam a entender a extensão dos efeitos do perdão de Deus em nossa vida.
Nos versos um e dois Davi pede a Deus respeitosamente perdão e purificação. Interessante esse pedido. Na primeira carta de João, capítulo um, versículo nove nós lemos que Deus é fiel para nos perdoar e nos purificar. No evangelho de João, 19:34, lemos que “um dos soldados feriu a Jesus no lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.” O sangue é o símbolo do perdão e a água o símbolo da purificação. Com a morte de Cristo, não só é perdoado todo pecado, mas também é purificado aquele que o praticou. Davi rogava a Deus por perdão e purificação. E o terceiro pedido do rei que encontramos nessa oração do Salmo 51 está no verso 10: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto”. Davi pedia transformação interior.
Amigo querido, o perdão isenta de condenação. Jesus já pagou o preço e sofreu a sentença! A purificação limpa a sujeira deixada naqueles que se envolvem com o pecado. E a transformação interior, como resultado da atuação do Espírito Santo na vida humana, capacita o indivíduo a viver segundo a vontade de Deus reclamada nas Escrituras.
Alguns julgam que para reclamar a bênção do perdão devem primeiro demonstrar que estão reformados. Mas isto não é assim! Jesus aprecia que nos acheguemos a Ele assim como somos, pecadores e desamparados. Podemos ir a Ele com todas as nossas fraquezas, leviandades e pecaminosidade. É Seu prazer nos receber em Seus braços de amor, perdoar nossos pecados e nos purificar de toda a impureza.
Aqui é onde milhares erram – não crêem que Jesus lhes perdoa. Mas devemos saber que é privilégio de todos os que quiserem, pois, perdão é oferecido amplamente para todo pecador.
Caro amigo, as promessas de Deus são para você e para eu também. Elas são para todo transgressor arrependido. Força e graça foram providas por meio de Cristo, sendo levadas para todo aquele que crê. Ninguém é tão pecaminoso que não possa encontrar força, pureza e justiça em Jesus.
Deus não trata conosco da mesma maneira que os homens finitos tratam uns aos outros. Os pensamentos do Pai Celestial são de misericórdia, amor e terna compaixão. Em Isaías 55:7, temos o convite: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem mau os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o vosso Deus, porque grandioso é em perdoar.” Que promessa maravilhosa! Deus é grandioso em perdoar!
Satanás está pronto para tirar de nós toda centelha de esperança e todo raio de luz. Mas não devemos consentir com as insinuações do inimigo do bem. Não devemos dar ouvidos ao tentador e sim lembrarmos que Jesus morreu para que pudéssemos viver. Deus desfaz nossas transgressões como a névoa, os pecados, como a neblina (Isaías 44:22).
Sim, temos um Pai compassivo que está ansioso para nos perdoar. A parábola do filho pródigo, registrada em Lucas, capítulo 15 confirma essa verdade. Mesmo possuindo riquezas e conforto, o filho mais jovem pediu ao pai sua parte da herança e saiu em busca de prazeres numa terra distante.
Tendo gastado toda a sua fortuna foi abandonado pelos próprios amigos na mais completa miséria. E enquanto cuidava de porcos, se alimentava da comida deles e lembrava de quantos empregados na casa do pai estavam em melhores condições. Então decidiu o que haveria de dizer ao pai e tendo se levantado partiu em direção à casa paterna.
No verso 20 está a atitude do pai para com o filho pródigo. “E quando ainda estava longe, seu pai o viu, e movido de íntima compaixão, correndo lançou-lhe ao pescoço e o beijou.” É assim que Deus promete tratar a todos nós que nos extraviamos nos caminhos do pecado.
Em Jeremias 31:3 temos outra declaração maravilhosa: “Com amor eterno te amei, com bondade te atrai.” Amigo querido, cada desejo de voltar para Deus não é senão a atuação do Espírito Santo, atraindo o perdido para o amante coração paterno.
O filho pródigo caiu aos pés do pai e reconheceu ser indigno de ser tratado como filho. Pede para ser recebido como empregado. Mas o pai não só perdoa, purifica e também ordena que a condição do filho seja transformada. Vestes, anel e uma grande festa marcam o retorno ao lar. E é assim que Deus quer fazer conosco. Ao aceitarmos Seu convite e nos aproximarmos dEle como somos e estamos, o infinito amor do Pai nos oferece o perdão, purifica e nos transforma.
Além de ser nosso advogado (I João 2:1) Jesus também promete jamais se lembrar de nossos pecados (Salmo 103:12). Não esqueça disso. Deus quer jogar todo o teu pecado nas profundezas do mar (Miquéias 7:19) e oferecer uma vida renovada pelo Seu amor e pelo Seu poder. É só querer. É só aceitar agora.
Pr. Montano de Barros