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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Mito do Papai Noel Versus a Realidade de Jesus Cristo


Quando comparamos atentamente o mito do Papai Noel com a história bíblica real de Jesus Cristo, vemos a realidade chocante: que Satanás suplantou Jesus Cristo na vida de muitas pessoas.
Antes que você reaja sem pensar, separe alguns minutos para ler esta comparação entre os ensinos bíblicos de Jesus Cristo e os ensinos místicos do Papai Noel. Muitos pastores lamentam o fato de que o Papai Noel substituiu Jesus Cristo no coração e na mente de muitas crianças e adultos no nosso país atualmente. Quando você ler esta comparação, compreenderá que essa substituição no coração e na mente das pessoas não é acidental. Verá que Satanás, o mestre das marionetes, está puxando as cordinhas do mundo, levando os adultos e as crianças para longe de Jesus Cristo e em direção ao Papai Noel, que é o epítome do amor ao mundo e a tudo o que nele há.
Comparação Entre Jesus Cristo e o Papai Noel
Jesus Cristo: Nosso Senhor e Salvador de Acordo com a Bíblia
Papai Noel: A Falsificação de Acordo com o Mito Humano
1. Tem os cabelos brancos como a lã [Apocalipse 1:14]
1. Tem os cabelos brancos como a lã
2. Tem barba [Isaías 50:6]
2. Tem barba
3. Veste um manto vermelho [Apocalipse 19:13]
3. Veste-se de vermelho
4. A hora da sua vinda é surpresa [Lucas 12:40; Marcos 13:33]
4. A hora da sua vinda é surpresa
5. Vem do norte, onde vive [Ezequiel 1:4; Salmos 48:2]
5. Vem do Polo Norte, onde vive
6. Trabalhou como carpinteiro [Marcos 6:3]
6. Fabrica brinquedos de madeira
7. Vem como o ladrão de noite [Mateus 24:43-44]
7. Vem como o ladrão de noite; entra na casa como um ladrão
8. Onipotente — o Todo-poderoso [Apocalipse 19:6]
8. Onipotente — pode entregar todos os brinquedos no mundo inteiro em uma só noite
9. Onisciente — conhece todas as coisas [Hebreus 4:13; 1 João 3:20]
9. Onisciente — sabe se a criança foi boa ou má o ano todo
10. Onipresente [Salmos 139:7-10; Efésios 4:6; João 3:13
10. Onipresente — vê quando a criança está acordada ou dormindo. Precisa estar em toda a parte ao mesmo tempo para entregar todos os presentes em todo o mundo na mesma noite.
11. Vive para todo o sempre [Apocalipse 1:8; 21:6]
11. Vive para sempre
12. Vive naqueles que o receberam [1 Coríntios 3:16; 2 Coríntios 6:16-17]
12. Vive no coração das crianças
13. Distribui dons [Efésios 4:8]
13. Distribui presentes
14. É a verdade absoluta [João 14:6]
14. Fábula absoluta [1 Timóteo 1:4; 4:7; 2 Timóteo 4:4]
15. Senta-se em um trono [Apocalipse 5:1; Hebreus 1:8]
15. Senta-se em um trono
16. Somos exortados a nos achegar ao seu trono de graça e a expor nossas necessidades a ele [Hebreus 4:16]
16. As crianças são convidadas a se aproximarem do seu trono e a pedir tudo o que quiserem
17. Um de seus mandamentos é que os filhos honrem aos pais
17. Diz às crianças para obedecerem aos pais
18. Convida as crianças a irem a ele [Marcos 10:14]
18. Convida as crianças a irem a ele.
19. Julga [Romanos 14:10; Mateus 25:31-46]
19. Julga se a criança foi boa ou má
20. Pai da Eternidade [Isaías 9:6]
20. Papai Noel (Pai do Natal)
21. Menino Jesus [Mateus 1:23; Lucas 2:11-12]
21. Kris Kringle [significa Menino Cristo]
22. Digno de receber orações e adoração [Apocalipse 5:12-14; Hebreus 1:6]
22. As crianças adoram e rezam a São Nicolau
23. Senhor dos Exércitos [Malaquias 3:5; Isaías 8:13; Salmos 24:10]
23. Senhor de um exército de elfos [na tradição druídica, os elfos eram demônios ou espíritos das árvores]
24. Deus diz, “Eh! Eh!… [Zacarias 2:6]
24. O Papai Noel diz “Ho, ho, ho…”
25. Príncipe da Paz, a Imagem de Deus [Isaías 9:6; Hebreus 1:3];
25. Símbolo da Paz Mundial, a imagem do período do Natal.

Nota: Esta comparação foi tirada de The Good Newsletter, de Former Catholics for Christ, out/nov/dez 1997. Pode-se ver claramente que alguém criou uma falsificação secular de Jesus Cristo, colocando muitos de seus atributos no Papai Noel! Existem tantos pontos em comum, que é impossível que essa criação tenha sido acidental. Em Jó 1:6-7, vemos que Satanás passeia pela Terra como se ela fosse o terreno de um jardim, totalmente sob seu controle. Satanás pode ser imaginado como o mestre das marionetes, que puxa as cordinhas na Terra. Certamente, nestes dias finais, ele quer ter alguém que desvie a atenção, a admiração e o amor das crianças de Jesus Cristo. Mas, não somente isso, também quer contaminar as crianças desde cedo com a mais devastadora das doenças espirituais, o amor aos bens materiais e o amor a si mesmo, que acompanham o desejo de receber o maior número possível de presentes! A criação e a promoção do Papai Noel certamente cumprem todos esses objetivos.
Lembre-se que uma das profecias de Jesus Cristo sobre o fim dos tempos é que o coração das pessoas estará extremamente frio com relação a ele.
“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” [Mateus 24:12].
Certamente, as crianças aprendem a ir à fonte errada para receber presentes, são encorajadas a se comportar bem durante o ano pelas razões erradas, e aprendem a amar os bens materiais, em vez de amar a Deus sobre todas as coisas. Isso nos faz lembrar de outra profecia bíblica:
“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.” [2 Timóteo 3:1-4].
Essa profecia não descreve exatamente como está nossa sociedade nos dias atuais? As crianças estão aprendendo desde cedo a amar os bens materiais, a tentar obter o maior número possível de brinquedos, e a amar a si mesmas, tudo como conseqüência de acreditar nesse mito pagão do Papai Noel.
Pedimos que você receba essas informações com amor, como elas foram dadas. Você certamente não deve ensinar aos seus filhos o mito do Papai Noel. Ensine que Jesus Cristo é a razão do Natal. Não há nada de errado em dar e receber presentes, mas faça as crianças compreenderem que é muito melhor dar do que receber. Além disso, mostre-lhes que Jesus Cristo nos deu o maior presente de todos, o dom da vida eterna!
Quando você compreender o modo deliberado como o mito do Papai Noel foi criado, como uma falsa imitação de Jesus Cristo, poderá ver que as crianças podem ser facilmente desviadas espiritualmente crendo e participando nessa história. Mantenha o foco em Cristo para seus filhos.
Essas informações são apenas mais um exemplo que mostra como estamos vivendo nos últimos dias de grande engano e frieza nos corações. Juntamente com os muitos outros sinais do fim dos tempos, esse amor ao Papai Noel pagão é apenas mais um claro sinal do fim.

Depressão Natalina: O Outro Lado do Natal

É impossível ignorar. Basta ligar a TV, o rádio, ler o jornal ou até mesmo andar pelas ruas da cidade, para perceber que nesta época do ano o ambiente adquire novas nuances. Ruas iluminadas, vitrines e jardins decorados, lojas e shoppings abarrotados. Em quase todo o mundo, a população frenética entra num processo coletivo de planejamento para as comemorações de Natal e Réveillon.
Mas não é só agitação e folia que permeiam a época festiva. O encerramento do ano, como é de praxe, convida todos a um tempo de reflexão sobre a vida e o ano que passou. 
Goste ou repudie as festas natalinas, não há escape. Refletir é quase uma imposição da cultura midiática. Como num fechamento de contas, o mês de dezembro pede um balanço geral de entradas e saídas. Nesta contabilidade silenciosa, em que pesam a situação dos relacionamentos familiares, afetivos, as condições socio-econômicas do lar, saúde, metas, satisfação pessoal e profissional, alegrias e frustrações se evidenciam. E, como a vida nem sempre corresponde ao ideal de felicidade almejado, para milhões de pessoas a época “supostamente” mais feliz do ano pode ter significância justamente contrária.
Jonatan Beiertorf, 22 anos, é exemplo disso e compartilha com Enfoque alguns de seus olhares sobre a época do Natal. ”Basta que as lojas e shoppings comecem a expor a decoração natalina para que a melancolia venha à tona. Sinto uma angústia apertando meu peito. Um vazio existencial. Tenho vontade de ficar trancado em casa, sozinho”.
Beiertorf atribui sua quase repulsa pelas ocasiões festivas às lembranças da mesa escassa e da embriaguez de seu pai. “Em quase todas as festas de fim de ano, recordo com facilidade de uma cena: na casa de meus amigos, a família reunida, alegre, muitos presentes ao redor da árvore e a mesa repleta de doces, perus, amêndoas e passas. Em minha casa, presentes baratos e uma ceia bem simples, sem qualquer requinte ou fartura”. Para completar, ele declara que seu pai costumava beber já na manhã das vésperas, e quando chegava a virada, estava totalmente embriagado.
Para a psicóloga e psicanalista Karin Wondracek, professora das Faculdades EST (RS), “a idealização da festa ou da família tem sido o caminho mais fácil para que um indivíduo experimente os sentimentos depressivos”.
Diversas pesquisas na área da Psicologia mostram que o ser humano tem a tendência natural de avaliar-se, tomando por modelo pessoas que estão em uma situação – social, econômica ou até estética – “melhor”, prática esta conhecida por ”comparação ascendente”, que inevitavelmente provoca insatisfação. Aliado a isso, tem-se também o capitalismo que, de modo incessante, prega o bem-estar emocional como produto de consumo a ser adquirido nas prateleiras das melhores lojas.
Essa filosofia coloca a felicidade num patamar sempre acima daquele em que o indivíduo está, tornando-a inatingível. Desse modo, pessoas que têm o suficiente para viver uma vida agradável se comparam a outras em níveis sociais mais elevados, e assim sucessivamente, numa recorrência quase sem fim, onde a insatisfação é resultado final porque exige-se das pessoas uma superação de limites quase diária, estabelecendo, assim, uma competição contínua que possibilita o crescimento, mas também provoca fadiga, estresse e até depressão.
Estatísticas
Na América Latina não há pesquisas que mostrem estatísticas precisas de quantas pessoas demonstram sentimentos de ansiedade durante a época festiva. Porém, nos países do Hemisfério Norte, como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, entre outros, estima-se que cerca de 56% da população considere o Natal um período muito estressante, e aproximadamente 60% manifeste solidão.
A constante transformação da sociedade pode oferecer uma boa resposta para esse índice cada vez mais elevado de pessoas que se sentem isoladas. Enquanto a mídia impõe um ideal de festa em grupo, onde a família unida, abastada e feliz, troca presentes e se farta com ceias suntuosas, o mundo apresenta um panorama completamente diferente, em que o coletivo desaparece e o individual se sobressai.
Um pequeno fragmento dessa mudança pode ser observado através do censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que revela, entre 1991 e 2000, um aumento de 70,5% de pessoas solteiras, viúvas, separadas ou divorciadas que passaram a morar sozinhas. De 2005 para 2006, esse número aumentou ainda mais, ultrapassando a casa dos 6 milhões. No Reino Unido, a soma já superou o número de famílias e, nos Estados Unidos, 25% das casas têm apenas um morador.
O que para muitos é visto como um privilégio, para outros, sobretudo em datas festivas, pode ser uma desilusão. Grande parte daqueles que, por algum motivo, não podem passar as festas com a família, também compartilha de sentimentos de repulsa pelo Natal. Esse número aumenta ainda mais entre pais separados. Para cerca de 50% dos casamentos que terminam em divórcio, o Natal pode ser um verdadeiro pesadelo.
S. Mendes, 44 anos, administrador de empresas, pai de duas filhas e divorciado há quase 6, revela seus sentimentos. “Desde que me separei, passei a odiar o Natal. Nessa época, só de ver uma criança acompanhada dos pais, caminhando no shopping, sinto uma espécie de culpa e opressão. Mesmo que eu passe todas as semanas com minhas filhas, se no Natal ou Réveillon elas estiverem distantes de mim, a angústia se manifesta como se nossos encontros do ano inteiro fossem apagados”. Mendes admite, ainda, que em alguns momentos a solidão foi tão grande que acabou recorrendo ao álcool como válvula de escape. O que ele desconhece é que o álcool não anestesia a dor, mas estimula ainda mais a ansiedade.
Os Perigos da depressão natalina
A depressão de Natal, ou Blue Christmas, como é conhecida nos países de língua inglesa, pode ser considerada irrelevante em função de sua característica transitória e sazonal. Afinal, frustrações fazem parte da vida de qualquer pessoa e, muitas vezes, possuem resultados até positivos. No entanto, o que poucos sabem é que a parte submersa desse iceberg é bem mais perigosa do que se pode imaginar. Para aquelas pessoas que já estão em depressão profunda – e elas representam 340 milhões em todo o planeta – Natal e Ano Novo podem ser a gota d’água para o suicídio.
De acordo com a instituição nacional CVV (Centro de Valorização da Vida), uma associação civil de natureza filantrópica que oferece serviço voluntário de apoio emocional – gratuito e sigiloso – a todas as pessoas que necessitam falar sobre suas dificuldades, só no ano de 2006 mais de 1 milhão de pessoas foram atendidas. Um número que desde 1994 tem crescido cerca de 10% a 20% ao ano e, segundo a voluntária Conceição, do CVV de Porto Alegre, RS, tem seu pico por ocasião do Natal.
Por telefone, Conceição diz que nessas datas as pessoas se sentem solitárias, saudosas, tristes, lembram dos entes queridos, às vezes estão desempregadas, endividadas, encontram-se longe dos familiares etc., e, devido à época, recorrem aos serviços do CVV”. Preocupada com as estatísticas de suicídio que não param de crescer, Conceição afirma: “Sabemos que isso pode ser mudado e, para tanto, estamos empenhados em abrir novos postos de atendimento, oportunizando a expansão desse trabalho”.
Dona Elza Lopes, 51 anos, cristã e moradora da Vila Umbú, em Alvorada – a cidade que registra os maiores índices de violência do Estado do Rio Grande do Sul – sabe bem o que é isso. Mãe de 13 filhos, 2 deles (24 e 16 anos) recentemente assassinados, conta que o marido, engraxate, tem depressão profunda e já tentou se matar por três vezes. Uma delas na época do Natal. Segurando a filha de 2 anos no colo, Vitorinha – como chama a menina, que tem taquicardia e síndrome de Down – ela enfia a mão em um buraco do sofá e revela o esconderijo onde fica guardada a sacolinha de ansiolíticos que seu companheiro recorre sempre que tenta dar fim à própria vida.
Questionada sobre como se sentia na época do ano em que o mundo se enfeita para as comemorações de Natal e Réveillon, Elza tenta conter as lágrimas para aparentar força em frente às filhas Valéria e Vanusa (8 e 9 anos), que assistem atentas ao seu depoimento: “O senhor pode até pensar que eu sou forte, mas não sou”, diz ela, agora em prantos. “Eu não acredito em nada. Sou uma pessoa que vive só por viver. A noite de Natal, para mim, é a mais triste do ano. Ficamos todos encerrados dentro de casa. Nessa época, minha tristeza dobra. Desde que me casei, nunca tive um Natal bom. Tem momentos em que tenho vontade de sumir. Daí eu saio, sento na calçada e penso na Vitorinha. Ela precisa de mim. É só isso que me faz continuar a viver”.
O Papel da Igreja
Diante de depoimentos como esse, surge o inevitável questionamento: e a igreja, o que tem feito para proporcionar um fim de ano mais digno a essas pessoas? Todos sabem que o Natal “simboliza” o nascimento de Cristo e que o mundo deturpou o seu real sentido. Essas constatações, porém, não preenchem o vazio existencial que a cultura secular natalina impõe, sobretudo entre os mais necessitados.
Pastor Fábio da Veiga, responsável pelo trabalho social da Igreja O Brasil para Cristo da Vila Umbú/Alvorada, RS, onde cerca de 30% da congregação é formada por pessoas extremamente carentes, declara: “O que estamos tentando fazer é um evangelismo mais prático, de ajuda efetiva ao próximo. Além de conseguirmos alimentos e vestimentas para muitas famílias, também procuramos saber qual o sonho dessas pessoas. Alguns gostariam de ter um piso que não fosse de chão batido, outros de ter um banheiro, a casa pintada ou até rebocada. Então a gente avalia as necessidades e, através de recursos doados por outros irmãos, compramos os materiais e executamos as obras em sistema de mutirão. Acho que não só especificamente no Natal, mas no ano todo, tem sido um desafio levarmos mudança de vida a essas pessoas”.
Márcia Roque, relações-públicas da Casa Lar Emanuel, um abrigo evangélico que sustenta aproximadamente 600 internos e depende de doações para sobreviver, avalia que a igreja tem ajudado, mas ainda de forma muito acanhada. “É uma pena que grande parte dos cristãos só se lembra dos necessitados nesta época do ano“, diz Nara Ulguim, presidente do abrigo, fundado por seu pai, pastor Araudo Ulguim, há 35 anos. Para elas, que convivem diariamente com os necessitados, o melhor presente que eles podem ganhar e qualquer um pode dar é dedicar um pouco de tempo para dialogar com eles, distribuindo amor, carinho e muitos abraços. Isso, certamente, faz a diferença.
Depois de conversar com três crianças internas da instituição, Pedro, 12, Diogo, 9, e Juliana, 8, irmãos que moravam em um barraco, passaram fome, foram maltratados e por fim abandonados pela mãe há cerca de quatro anos, Enfoque pôde concluir: não há trauma que não possa ser superado. Não há Natal em que seja impossível encontrar um motivo para se comemorar. Pedro, Diogo e Juliana não querem nenhum presente. Garantem que a vida que levam é muito feliz. Este ano eles só querem agradecer a Deus. E arriscam um recado àquelas pessoas que se entristecem por não terem suas vidas do jeito que gostariam: “Elas têm tudo. Têm onde morar, não passam fome. Por que ficar triste? Isso é motivo para ficar feliz”.
Um grande Natal talvez não seja aquele idealizado, com presentes caros ou uma situação econômica maravilhosa. A felicidade nunca será atingida se for conduzida pelo consumo e o individualismo. Como disse Karl Marx, em 1844, “os maiores homens são aqueles que se enobrecem trabalhando pelo bem comum; a experiência aclama como mais feliz aquele que tornou feliz o maior número de pessoas”.
Portanto, neste Natal, aja diferente. Não apenas deseje, mas faça ao próximo algo para torná-lo mais feliz. Lembre-se de que um gesto de amor não custa nada. Convidar alguém solitário para passar as festas em sua casa, por exemplo, não lhe tornará mais pobre. Dessa forma, com uma maior percepção das carências de outras pessoas, o valor do nascimento de Cristo estará sendo reconhecido e a performance natalina cristã não será apenas demagogia, mas uma ação concreta de abnegação, solidariedade, compaixão e afeto. 
É isso que faz acontecer um feliz Natal.

O Natal Como Dia de Festa


"Aproxima-se o Natal", eis a nota que soa através do mundo, de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Para os jovens, de idade imatura, e mesmo para os de mais idade, é este um período de alegria geral, de grande regozijo. Mas o que é o Natal, que assim exige tão grande atenção? ...
O dia 25 de dezembro é supostamente o dia do nascimento de Jesus Cristo, e sua observância tem-se tornado costumeira e popular. Entretanto não há certeza de que se esteja guardando o verdadeiro dia do nascimento de nosso Salvador. A História não nos dá certeza absoluta disto. A Bíblia não nos informa a data precisa. Se o Senhor tivesse considerado este conhecimento essencial para a nossa salvação, Ele Se teria pronunciado através de Seus profetas e apóstolos, para que pudéssemos saber tudo a respeito do assunto. Mas o silêncio das Escrituras sobre este ponto dá-nos a evidência de que ele nos foi ocultado por razões as mais sábias.
Em Sua sabedoria o Senhor ocultou o lugar onde sepultou Moisés. Deus o sepultou e Deus o ressuscitou e o levou para o Céu. Este procedimento visava prevenir a idolatria. Aquele contra quem se haviam rebelado quando estava em serviço ativo, a quem haviam provocado quase além dos limites da resistência humana, era quase adorado como Deus depois de separado deles pela morte. Pela mesma razão é que Ele ocultou o dia preciso do nascimento de Cristo, para que o dia não recebesse a honra que devia ser dada a Cristo como Redentor do mundo - Aquele que deve ser recebido, em quem se deve crer e confiar como Aquele que pode salvar perfeitamente todos os que a Ele vêm. A adoração da alma deve ser prestada a Jesus como o Filho do infinito Deus. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.
O Dia não Deve Ser Passado por Alto
Sendo que o dia 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, será difícil passar por alto este período sem lhe dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito.
A juventude deve ser tratada com muito cuidado. Não devem ser deixados no Natal a buscar seus próprios divertimentos em prazeres vãos, em diversões que lhes rebaixarão a espiritualidade. Os pais podem controlar esta questão voltando à mente e as ofertas dos filhos para Deus e Sua causa e a salvação de almas.
O desejo de divertimentos, em vez de ser contido e arbitrariamente sufocado, deve ser controlado e dirigido mediante paciente esforço da parte dos pais. Seu desejo de dar presentes deve ser levado através de puros e santos canais e feitos resultar em bênção ao nosso próximo graças à manutenção do tesouro na grande e ampla obra para a qual Cristo veio ao mundo. Abnegação e espírito de sacrifício assinalaram Sua conduta. Seja isto também o que assinale os que professam amar a Jesus, porque nEle está centralizada nossa esperança de vida eterna. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.
Troca de Presentes Como Sinais de Afeição
As festas estão chegando rapidamente com sua troca de presentes, e jovens e idosos estão estudando intensamente o que poderão dar a seus amigos como sinal de afetuosa lembrança. É agradável receber um presente, mesmo simples, daqueles a quem amamos. É uma afirmação de que não estamos esquecidos, e parece ligar-nos a eles mais intimamente. ...
Está certo concedermos a outros demonstrações de amor e afeto, se em assim fazendo não esquecemos a Deus, nosso melhor amigo. Devemos dar nossos presentes de tal maneira que se provem um real benefício ao que recebe. Eu recomendaria determinados livros que fossem um auxílio na compreensão da Palavra de Deus ou que aumentem nosso amor por seus preceitos. Provede algo para ser lido durante esses longos serões de inverno. Review and Herald, 26 de dezembro de 1882.
Recomenda-se Dar aos Filhos Livros Como Presentes
Há muitos que não têm livros e publicações sobre a verdade presente. Aqui está um grande campo onde o dinheiro pode ser investido com segurança. Há grande número de crianças que pode ser suprido com leitura. The Sunshine Series, Golden Grains Series, Poems, Sabbath Readings, etc., são todos livros preciosos e podem ser introduzidos seguramente em cada família. As pequenas quantias gastas em guloseimas e brinquedos inúteis podem ser acumuladas e com isto comprar esses volumes. ...
Os que desejarem fazer caros presentes a seus filhos, netos, sobrinhos, procurem para eles os livros acima mencionados. Para os jovens a Vida de José Bates é um tesouro; também os três volumes de O Espírito de Profecia. Esses volumes podem ser levados a cada família na Terra. Deus está dando a luz do Céu, e nenhuma família deve ficar sem ela.
Sejam os presentes que façais da espécie que espalhe raios de luz sobre o caminho que conduz ao Céu. Review and Herald, 11 de dezembro de 1879.
Jesus não Deve Ser Esquecido
Irmãos e irmãs, enquanto estais planejando dar presentes uns aos outros, desejo lembrar-vos nosso Amigo celestial, para que não passeis por alto Suas reivindicações. Ele Se agradará se mostrarmos que não O esquecemos. Jesus, o Príncipe da vida, deu tudo a fim de pôr a salvação ao nosso alcance. ... Ele sofreu mesmo até à morte, para que nos pudesse dar a vida eterna.
É por meio de Cristo que recebemos todas as bênçãos. ... Não deve nosso Benfeitor celestial participar das provas de nossa gratidão e amor? Vinde, irmãos e irmãs, vinde com vossos filhos, mesmo os bebês em vossos braços, e trazei ofertas a Deus, segundo vossas possibilidades. Cantai ao Senhor em vosso coração, esteja em vossos lábios o Seu louvor. Review and Herald, 26 de dezembro de 1882.
Natal - Ocasião Para Honrar a Deus
Pelo mundo os feriados são passados em frivolidades e extravagância, glutonaria e ostentação. ... Milhares de dólares serão gastos de modo pior do que se fossem lançados fora, no próximo Natal e Ano Novo, em condescendências desnecessárias. Mas temos o privilégio de afastar-nos dos costumes e práticas desta época degenerada; e em vez de gastar meios meramente na satisfação do apetite, ou com ornamentos desnecessários ou artigos de vestuário, podemos tornar as festividades vindouras uma ocasião para honrar e glorificar a Deus. Review and Herald, 11 de dezembro de 1879.
Cristo deve ser o objetivo supremo; mas da maneira em que o Natal tem sido observado, a glória é desviada dEle para o homem mortal, cujo caráter pecaminoso e defeituoso tornou necessário que Ele viesse ao nosso mundo.

Jesus, a Majestade do Céu, o nobre Rei do Céu, pôs de lado Sua realeza, deixou Seu trono de glória, Sua alta posição, e veio ao nosso mundo para trazer ao homem caído, debilitado nas faculdades morais e corrompido pelo pecado, auxílio divino. ...
Os pais deviam trazer essas coisas ao conhecimento de seus filhos e instruí-los mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, em suas obrigações para com Deus - não suas obrigações de uns para com os outros, de honrarem-se e glorificarem-se uns aos outros por presentes e dádivas. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.
Volver os Pensamentos dos Filhos Para um Novo Canal
Há muita coisa que pode ser planejada com gosto e muito menos dispêndio do que os desnecessários presentes que são tão freqüentemente oferecidos a nossos filhos e parentes, podendo assim ser mostrada cortesia e a felicidade ser levada ao lar.
Podeis ensinar uma lição a vossos filhos enquanto lhes explicais a razão por que tendes feito uma mudança no valor de seus presentes, dizendo-lhes que estais convencidos de que tendes até então considerado o prazer deles mais que a glória de Deus. Dizei-lhes que tendes pensado mais em vosso próprio prazer e satisfação deles e de manter-vos em harmonia com os costumes e tradições do mundo, em dar presentes aos que deles não necessitam, do que em ajudar ao progresso da causa de Deus. Como os magos do passado, podeis oferecer a Deus vossos melhores dons e mostrar por vossas ofertas a Ele que apreciais Seu dom por um mundo pecaminoso. Levai os pensamentos de vossos filhos através de um canal novo, altruístico, incitando-os a apresentar ofertas a Deus pelo dom do Seu Unigênito Filho. Review and Herald, 13 de novembro de 1894.
"Devemos Armar uma Árvore de Natal?"
Deus muito Se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvores de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um fragrante pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore.
A árvore pode ser tão alta e seus ramos tão vastos quanto o requeiram a ocasião; mas os seus galhos estejam carregados com o fruto de ouro e prata de vossa beneficência, e apresentai isto a Deus como vosso presente de Natal. Sejam vossas doações santificadas pela oração. Review and Herald, 11 de dezembro de 1879.
As festividades de Natal e Ano Novo podem e devem ser celebradas em favor dos necessitados. Deus é glorificado quando ajudamos os necessitados que têm família grande para sustentar. Manuscrito 13, 1896.
Árvore de Natal com Ofertas Missionárias não é Pecado
Não devem os pais adotar a posição de que uma árvore de Natal posta na igreja para alegrar os alunos da Escola Sabatina seja pecado, pois pode ela ser uma grande bênção. Ponde-lhes diante do espírito objetos benevolentes. Em nenhum caso o mero divertimento deve ser o objetivo dessas reuniões. Conquanto possa haver alguns que transformarão essas reuniões em ocasiões de descuidada leviandade, e cujo espírito não recebeu as impressões divinas, outros espíritos e caracteres há para quem essas reuniões serão altamente benéficas. Estou plenamente convicta de que inocentes substitutos podem ser providos para muitas reuniõesque desmoralizam. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.
Providenciar Recreação Inocente Para o Dia
Não vos levantaríeis, meus irmãos e irmãs cristãos, cingindo-vos a vós mesmos para o dever no temor do Senhor, procurando arranjar este assunto de tal maneira que não seja árido e desinteressante, mas repleto de inocente prazer que leve o sinete do Céu? Eu sei que a classe pobre responderá a estas sugestões. Os mais ricos também devem mostrar interesse e apresentar seus donativos e ofertas proporcionalmente aos meios que Deus lhes confiou. Que se registrem nos livros do Céu um Natal como jamais houve em virtude dos donativos que forem dados para o sustento da obra de Deus e o reerguimento do Seu Reino. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.
Lar Adventista Capítulo 77