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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse

Tempos atrás um ministro foi desafiado por um ateu para um debate público sobre a existência de Deus. O ministro disse: “Que adianta tal discussão? Pouco resulta em geral de tais debates. Façamos o seguinte: O senhor apresente 12 pessoas que foram libertas de sua pecaminosa maneira de viver pelo ateísmo, tornando-se personalidades corretas. Eu levarei também 12 pessoas que foram libertas de um viver corrupto graças à fé viva em Deus, e hoje têm a consciência purificada.”

Isto pôs fim à controvérsia. O ateu sabia que dificilmente poderia encontrar doze pessoas que, graças ao ateísmo, produzissem bom fruto. Nesta conferência vou lhes apresentar preciosas provas da existência de Deus, por demonstrar Sua onisciência como se encontra revelada em sua maravilhosa cadeia de profecias agora sob consideração.

O livro do Apocalipse apresenta nesta sua cadeia profética o surgimento e queda dos impérios, e o nascimento e apostasia da religião verdadeira e das contrafações religiosas. Este livro retrata vivamente em seus últimos capítulos um mundo novo e melhor para a felicidade perpétua dos que procuram compreender as verdades eternas. Este é o pensamento expresso de maneira maravilhosa no primeiro capítulo do livro:

(Apoc. 1:3): “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.”

Deus chama “bem-aventurados” aos que ouvem e guardam as coisas escritas neste livro. Infelizmente alguns escritores e teólogos afirmam que o conteúdo do livro do Apocalipse não pode ser entendido porque tudo é simbólico. Mas a palavra grega “Apocalipse” significa “revelação”, indicando o seu próprio título que ele é:

(Apoc. 1:1) - “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer.”

Portanto ele não é um livro selado nem incompreensível. É Satanás que procura fazer crer o contrário. Se ele pudesse levar os homens a crer que este livro não pode ser compreendido, seria a mesma coisa como se o livro não houvesse sido escrito.

Com esta breve introdução entramos no estudo da profecia dos quatro cavaleiros do Apocalipse. Encontra-se nos capítulos 5 e 6, e foi escrito cerca do ano 90 A. D.

Os Sete Selos

No quinto capítulo, verso 1, vemos que um anjo disse a S. João:

(Apoc. 5:1) - “E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.”

O fato de estar selado com sete selos revela que o conteúdo do rolo era muito importante, porque só documentos importantes são selados. O Pai Eterno depôs este documento selado nas mãos do Cordeiro de Deus que foi morto desde a fundação do mundo. Ele, por Sua vez, abriu os selos na presença de milhões e milhões de anjos da corte celestial, porque todos estavam na expectativa, aguardando saber o desenlace da luta final entre o bem e o mal, entre Cristo e Satanás.

O Primeiro Selo

Leiamos e analisemos o primeiro selo:

Apocalipse 6:1-2 - “E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.”

Foi um dos quatro animais que chamou a atenção de João para a abertura do primeiro selo. Vejamos primeiro que são esses quatro animais.

Em Ezeq. 10:20 encontramos a explicação deste simbolismo: “Estes são os seres viventes que vi debaixo do Deus de Israel, junto ao rio Quebar, e conheci que eram querubins.”

Portanto os animais representam querubins, uma exaltada categoria de anjos que cercam o trono de Deus.
O primeiro selo nos mostra um cavalo branco, e sobre ele um cavaleiro com um arco de conquistador. O cavalo, em profecia, segundo Prov. 21:31, simboliza lutas políticas ou religiosas.

A cor branca do cavalo simboliza, segundo o Livro Sagrado, a imaculada pureza da igreja divina. Em outras palavras, temos a descrição em símbolo do evangelho puro de Jesus Cristo como foi ensinado pelos apóstolos e pela bendita virgem.

O texto diz que o cavalo branco, a pureza do evangelho, e o cavaleiro, saíram vencendo e para vencer. Graças a Deus que a História confirma os triunfos da gloriosa igreja apostólica. A igreja cristã primitiva conquistou as forças pagãs que se lhe opunham, e milhões aceitaram a verdade pura do evangelho durante o primeiro século. Justo antes do seu martírio, o apóstolo Paulo confirmou este fato nas seguintes palavras:

(Col. 1:23): “Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.”

Esta é uma confirmação histórica de que o evangelho havia sido pregado a todo o mundo conhecido por ocasião do martírio de Paulo no ano 68. Era a corrida vitoriosa do cavalo branco, que teve início no ano 31 e foi até o ano 100, quando morreu o último apóstolo, S. João.

O Segundo Selo

Vamos agora à revelação e descrição do segundo cavaleiro:

(Apoc. 6:3 e 4) - ”E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê. E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.”

O que monta este cavalo vermelho e que deveria correr o mundo então conhecido, tinha uma grande espada para matar.

A cor do cavalo – o vermelho – é símbolo do derramamento de sangue, e representa a era de perseguições dos cristãos pelos judeus bem como pelos romanos, cuja igreja pagã oficial via sua sobrevivência perigando em face do sucesso da igreja cristã como resultado dessas mesmas perseguições. Mas, ao mesmo tempo uma multidão de erros se introduziriam na igreja, sobrevindo a luta de facções em seu seio.

A despeito de todas as lutas e perseguições do segundo e terceiro séculos, Satanás não pôde alcançar o seu propósito de exterminar a igreja. Ao contrário, na expressão de Tertuliano, “o sangue dos mártires é semente da igreja”. A era do cavalo vermelho vai de 100 a 313. Esta data assinala o decreto de tolerância dos romanos para com os cristãos. Mais tarde o próprio imperador Constantino aceitou o cristianismo.

O Terceiro Selo

(Apoc. 6:5 e 6) - “E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão. E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.”

Se o branco é emblema de pureza da verdade, o preto simboliza o oposto, isto é a apostasia e o erro. Quando Satanás viu que fora incapaz de destruir a igreja divina pela perseguição, mudou seus métodos. Procurou destruí-la pela apostasia. Isto teve melhores resultados. O imperador Constantino manifestou o seu beneplácito para com a igreja, e mais tarde professou sua fé. Grande estadista que era, logrou êxito em unir a igreja pagã com a cristã numa só grande igreja do Estado.

Eusébio, bispo de Antioquia, amigo e conselheiro religioso do imperador, desempenhou também grande parte na apostasia da igreja. Cumpriu-se então com este triste drama a profecia de Paulo sobre os bispos da Ásia Menor. (Ver Atos 20:28-30.)

Mais ainda, o mesmo apóstolo, em sua segunda carta aos Tessalonicenses, expõe a natureza da apostasia.

(II Tess. 2:1-4): “Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.”

Havia alguns falsos pregadores no tempo de Paulo que ensinavam que o Senhor voltaria no seu tempo para salvar o mundo e estabelecer Seu reino eterno. E para melhor convencer o povo, eles mesmos escreveram cartas às igrejas sobre o assunto, assinando-as com o nome de Paulo ou de algum outro apóstolo. Essas são algumas cartas que hoje chamamos “apócrifas”, por serem de duvidosa inspiração.

Paulo pedia que as igrejas não se deixassem enganar com essas cartas facciosas. Antes da Volta de Cristo a igreja passaria primeiro pela grande apostasia, com o oponente da verdade reclamando adoração como se fora Deus. Analisemos, porém, de acordo com S. Paulo, a predição deste poder e sua duração:

(II Tess. 2:8): “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda.”

Ele exerceria seu poder e domínio sofre as almas dos homens justo ao tempo da Segunda Vinda de Cristo; isto é, no fim do mundo o Senhor destruiria este poder apóstata com o resplendor de Sua vinda. Este poder facilmente é reconhecido por qualquer arguto observador de nossos dias.

Vejamos alguns atributos deste poder apóstata, segundo o verso 9: “esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira.”

Este poder é de origem satânica e não divina. Ele procuraria provar sua origem divina realizando milagres, curando os enfermos, etc. Lembremos que Satanás é um anjo caído, e tanto ele como a terça parte dos anjos que o acompanharam na queda podem realizar milagres. Ele arrasta as nações para o seu sistema de contrafação da verdade, sistema simbolizado pelo cavalo preto, fazendo-as crer que a verdade é mentira e a mentira verdade.

Notemos o que S. Paulo diz sobre isto:

(II Tess. 2:10 e 11): “E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.  E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.”

Todo aquele que não tem amor pela verdade e não deseja segui-la com verdadeira paixão, é deixado no erro. O que precisamos pedir a Deus é que nos dê um coração puro e sincero, para que conheçamos a verdade, o supremo tesouro do homem. O que tem fome e sede da verdade, obedecerá a Deus porque O ama e porque ama a verdade sobre todas as coisas.

A apostasia, que se desenvolvia muito lentamente, foi acelerada a partir do ano 313, quando Constantino outorgou favores à igreja cristã, até o ano 538, quando toda oposição a esta igreja foi subjugada pela força da espada, sendo sua autoridade completamente imposta. Satanás não pôde destruir a igreja pela perseguição indicada pelo segundo cavaleiro, mas obteve êxito induzindo-a à apostasia. Aqui Satanás triunfou.

O Quarto Selo

(Apoc. 6:8) - “E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.”

A partir do ano 538 nova era começou para a igreja, desdobrando-se segundo a descrição do quarto cavaleiro.

Surge um cavalo amarelo. Esta cor (pálido, na versão inglesa) – é símbolo da morte, porque é a tonalidade da pele de quem está para morrer. O cavaleiro do cavalo pálido recebeu poder “para matar a quarta parte da Terra”. Foi cerca do ano 538 que isto ocorreu, quando a igreja apóstata, “em defesa da fé”, começou a exercer poder temporal sobre as nações da Europa, que bem representam a quarta parte da Terra, segundo a profecia.

Este poder levou os governos da Europa a perseguir os que não renunciassem sua fé na Santa Escritura e insistissem em permanecer na verdade do cavalo branco. Várias nações baixaram decretos rejeitando por lei qualquer crença contrária. Mas milhares e milhares preferiram a morte antes que violentar a consciência.

A História confirma que terrível perseguição dominou o mundo por mais de um milênio, sendo conhecida na História como a “Inquisição da Idade Média”. Muitos livros têm sido escritos sobre a história dos fiéis valdenses, albigenses e huguenotes, que durante este tempo foram mártires da fé.

O Quinto Selo

(Apoc. 6:9-11) - “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram.”

Com o quarto selo termina a visão dos cavalos. Os últimos três selos, que são representados por meio de símbolos, revelam que os futuros acontecimentos não seriam de escopo universal.

Este selo primeiro mostra “debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da Palavra de Deus”. Antigamente eram sacrificados cordeiros sobre o altar como símbolo do futuro sacrifício e morte de Jesus Cristo para expiação do pecado e salvação dos homens. Agora seres humanos eram sacrificados sobre o altar de Deus pelo crime de traduzirem e fazerem circular a Santa Bíblia nas línguas comuns dos povos.

Com o advento da Renascença surgiram nas diferentes nações da Europa sacerdotes inspirados e impelidos pelo Espírito Santo, como Huss e Jerônimo em Praga, Wycliffe na Inglaterra e Martinho Lutero na Alemanha, os quais traduziram a “Palavra de Deus”, isto é, a Bíblia, nas línguas dos respectivos povos, tornando possível assim ao povo comum o estudo do Livro Santo. Isto produziu grande consternação entre muitos estudiosos que pela leitura do Livro Santo descobriram como a verdade pura de Cristo havia sido adulterada.

Com este despertamento desenvolveu-se por toda a Europa uma rebelião de caráter religioso. Muitos reconheceram que estavam vivendo em erro espiritual, e se dispuseram a retornar à prática das verdadeiras doutrinas da fé. Teve início então a Reforma e a contra-reforma. Cumpria-se com a perseguição que teve lugar contra os fiéis e que eram levados à morte, cumpriu-se, dizia, a profecia do quinto selo. Outra razão adicional poderosa para se confiar em Deus.

Os que foram mortos são descritos na profecia como estando vestidos de vestes brancas, símbolo de pureza e integridade de caráter. Portanto, embora alguns os considerem hereges, com a autoridade divina desta profecia afirmo que são santos. O que Deus diz é verdade; devemos rejeitar o que outros dizem deles sem a aprovação divina.

O Sexto Selo

Consideraremos agora o sexto selo. Ele nos apresenta sinais astronômicos predizendo a proximidade do fim da história do mundo com suas dores, pecado e morte. Eis o sexto selo:

(Apoc. 6:12-16) - ”E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue; E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro.”

Ao abrir Cristo o sexto selo, aparece uma série de espetaculares sinais anunciando sucessivamente a intervenção de Cristo na história do mundo.

Interessa-nos considerar este terrível TERREMOTO que teve lugar logo depois da Reforma e antes dos sinais astronômicos preditos. Este foi o indiscritível Terremoto de Lisboa em 1º de novembro de 1755. Este abalo sísmico sacudiu três continentes – Sul da Europa, Norte da África e Ásia Menor – mas teve seu epicentro em Lisboa. Ele destruiu 355 cidades e vilas e fez vítimas sem conta. Só em Lisboa pereceram milhares. Nunca a história do mundo conheceu um terremoto de tal magnitude.

O Escurecimento do Sol e da Lua

Lemos que o terremoto seria seguido pelo primeiro sinal astronômico da Volta de Cristo: o escurecimento total do Sol. Isto aconteceu 25 anos mais tarde, isto é, em 19 de maio de 1780, em grande extensão do hemisfério Norte. A alvorada pressagiava um belo dia. Mas subitamente, por volta das 9:30 da manhã, começou a escurecer. O povo sentiu-se temeroso porque a escuridão prevaleceu por todo o dia. As galinhas buscaram os poleiros; os pássaros desapareceram. Era impossível ler sem auxílio de luz. Os representantes do povo estavam reunidos, e alguns desejaram voltar a seus lares, para se reunirem com suas famílias, mas um deles se recusou, dizendo: “Senhores, se este é o fim do mundo, proponho que se tragam luzes e que continuemos com nossas deliberações, para que Deus nos encontre cumprindo o nosso dever.” Isto fizeram.

A Ciência do tempo não foi capaz de explicar o fenômeno do escurecimento do Sol nessa ocasião, sabendo apenas que não se tratava de um eclipse. Nós o reconhecemos como um sinal do Criador proclamando a Segunda Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Nessa mesma noite, 19 para 20 de maio de 1780, a Lua cheia não espargiu a sua luz. Ela apareceu como uma bola de sangue suspensa no escuro céu. Não havia estrelas visíveis. Isto também foi um exato cumprimento da profecia.

A Queda das Estrelas

O sinal seguinte seria: “As estrelas do céu caíram sobre a Terra.” (S. Mat. 24:29). A predição divina tornou-se realidade na noite de 12 e13 de novembro de 1833. Esse acontecimento é considerado em astronomia como “o maior chuveiro meteórico” da história do mundo. Foi testemunhado em grande parte do hemisfério norte.

O Manual of Astronomy, de Young, pág. 469, diz: “O número de meteoros foi estimado em 200.000 por hora durante cinco ou seis horas.” É maravilhoso como estes sinais astronômicos ocorreram exatamente na ordem predita por Jesus a Seus discípulos em S. Mat. 24.

Sim, os que deliberadamente ignoram e rejeitam as profecias bíblicas estão espalhados pelo mundo como ovelhas sem pastor – perdidos, famintos, e sem o conforto da verdade.

Não admira que esteja escrito em Prov. 29:18: “Não havendo profecia, o povo perece; porém o que guarda a lei, esse é bem-aventurado.” 

Nenhum Lugar para Esconder

Leiamos a continuação do texto: (Apoc. 6:14): “E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.” 

Este evento introduz a própria vinda de nosso Senhor em glória. Na história dos sete selos, estamos ao presente vivendo entre os Vs. 13 e 14 deste capítulo. Há 2.000 anos foi descrita a reação da humanidade que estaria vivendo no tempo da Segunda Vinda de Cristo. É dito que os reis da Terra, os grandes militares, as multidões de toda esfera social não se renderia à vontade de Deus.

Em seu desespero final procurariam refúgio nas cavernas e pediriam que as rochas caíssem sobre eles. Antes eram arrogantes, negavam as profecias, rejeitavam o Decálogo, zombavam das advertências da mensagem. Agora, quando é demasiado tarde, em remorsos reconhecem o seu erro. O último juízo é um ato não natural da parte de Deus; mas é absolutamente necessário, pois o pecado não pode ser tolerado para sempre.

Exemplo do Dilúvio

A situação que prevaleceu no tempo do dilúvio repetir-se-á, segundo S. Luc. 17:26 e 27 – “E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos.”

Não é pecado o comer, o beber ou o casar-se. Estas são bênçãos que todo crente fiel tem direito de desfrutar. Mas o pecado consistiu no fato de que os antediluvianos viviam exclusivamente para estas coisas.

E não é certo, prezados amigos, que a humanidade hoje mostra a mesma disposição em relação à última mensagem de advertência antes da Volta de Cristo?

Passando por Alto o Capítulo Sete

Com isto, prezados amigos, chegamos ao fim do sexto capítulo de Apocalipse. Por hora desejo passar sobre todo o capítulo sete e analisar com vocês o capítulo 8, verso 1, e isto porque na realidade este verso devia ser o último do capítulo sete. A divisão dos livros da Bíblia em capítulos e versos foi feita no 15º século, por um monge, segundo o seu próprio juízo; portanto, a divisão em versos e capítulos não é inspirada.

O texto original não tem capítulos nem versos. Lembrem-se então que estou saltando o capítulo sete. Ele contém acontecimentos que deveriam ocorrer entre o último sinal astronômico – a queda das estrelas em 1833 e os eventos do capítulo 8, verso 1.

O Sétimo Selo

Esta é a única descrição do sétimo selo, mas revela o mais dramático e sublime acontecimento do futuro. Visto que esta é uma profecia escrita em símbolo, precisamos recorrer a Ezeq. 4:6 para encontrar o valor do tempo profético de “quase meia hora”.

(Apoc. 8:1) - ”E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora.”
Em outras palavras, 24 horas representam um ano, ou doze meses. Logo, um mês representa duas horas. Assim uma hora profética representa meio mês, ou 15 dias. Meia hora representam, pois, 7½ dias. Mas lembrem-se de que a profecia diz “quase” meia hora, o que nos induz a crer que se trata de sete dias, ou uma semana.

Mas por que houve silêncio no Céu?

S. Mat. 25:31 revela o segredo: “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória” 

Este texto assegura que quando Cristo retornar virá acompanhado de todos os santos anjos. Primeiro, devemos ter em conta o número de anjos do Céu.

Em Apoc. 5:11, lemos a resposta: “E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares.”
Portanto haverá um grande, inumerável exército escoltando o Senhor. Esta semana de “silêncio” no Céu é devida à ausência da hoste angélica. Parece que ninguém desejou permanecer no Céu quando veio o momento da Volta do Senhor para a completa redenção dos santos de Deus.

Este tempo profético de “quase meia hora”, significa que nosso Senhor necessita apenas de uma semana para deixar o terceiro Céu e viajar através dos mundos do espaço habitado, a fim de alcançar nossa pequena e miserável Terra.

Astronomia

Sabem que se pudéssemos viajar à velocidade da luz poderíamos fazê-lo à razão de 300.00 Km/seg.? Mas mesmo viajando nessa velocidade levaríamos vários milhões de anos para irmos da Terra ao Céu.

Eu creio que uma vez que nos tornarmos imortais em “corpo espiritual”, como o revela a Bíblia, estaremos aptos a viajar a velocidade de milhões de anos luz por segundo, e assim alcançarmos o Céu com Jesus no curto espaço indicado pela profecia.

Eu não desejo faltar a esta viagem. Quero estar entre os ressuscitados, ou entre os trasladados vivos, que acompanharão o Senhor nessa maravilhosa viagem através de galáxias e sistemas do universo. Desejo alcançar a cidade eternal de Deus.

Assim, o sétimo selo representa a real vinda de nosso Senhor Jesus Cristo em glória e majestade com todos os santos anjos, com o único propósito de redimir os fiéis.

A Mensagem do Selamento

Você se lembra de que passei do fim do sexto capítulo do Apocalipse 6 para Apocalipse 8, verso 1. Naturalmente, os acontecimentos preditos no capítulo 7 têm o seu cumprimento no período compreendido entre os sinais astronômicos que predisseram o fim e a própria Volta do Senhor. O capítulo 7 descreve parcialmente os fatos que deverão verificar-se hoje, porque estamos vivendo nesse solene tempo. Estudemos o capítulo 7:

(Apoc. 7:1): “E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma.”

A quatro anjos que estão sobre os quatro cantos da Terra – Norte, Sul, Leste e Oeste – foram dadas ordens para que retivessem os ventos de soprar sobre a Terra, para que ela não fosse destruída. Ventos, segundo Jer. 25:32, simbolizam guerras e destruição. Em outras palavras, podemos ver profeticamente descrita a vinda de uma guerra em que participariam as nações dos quatro cantos da Terra. De acordo com a profecia de Apoc. 16:12-16, esta guerra é chamada “Armagedom”.

Por que retarda Deus esta última guerra? Podemos ver a razão disto em Apoc. 7:3 – “Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus.” 

Que significa selar em suas testas os servos de Deus?

Encontramos a explicação em Efés. 1:13 – “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.”

Os filhos de Deus são selados com o Espírito Santo. Obedecem, portanto a Sua voz. Não desejam mais seguir suas próprias opiniões ou inclinações. Não se importam com o que o povo possa dizer, mas obedecem a Deus, sejam quais forem as conseqüências.

Em Heb. 10:15 e 16, lemos: “E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos.”

Sim, os que são selados pelo Espírito Santo reconhecerão e serão reconhecidos na Terra como os que guardam os mandamentos de Deus. Eles têm o coração cheio de amor por Deus e vivem em harmonia com os dez mandamentos.

O Selo de Deus

Mas, em qual dos mandamentos é o selo de Deus encontrado? Não no primeiro, nem no segundo, ou terceiro, ou quinto, etc., mas no quarto mandamento, o sétimo dia da semana – o sábado.
Nenhum documento de importância é válido sem que esteja selado, ou chancelado pelo presidente da república ou pelo rei. O selo de um governante em geral inclui três coisas: seu nome, a posição que ocupa e o território de sua jurisdição. No quarto mandamento, lemos:

(Êxo. 20:8-11): “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.”

Neste mandamento encontramos primeiro o nome do governante: Deus; em segundo lugar Sua posição: Criador; e finalmente Sua jurisdição: céus e Terra.

Sob este aspecto lemos em Ezeq. 20:12 – “E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o SENHOR que os santifica.”

O profeta assevera enfaticamente que o selo de Deus é encontrado na observância do sábado. Tal observância reconhece que Deus constitui a única e suprema autoridade sobre a vida de todos os seres. Além do mais, o sábado é sinal entre Deus e Seus filhos, pelo qual Ele pode identificá-los.

Anos atrás, um evangelista fez uma viagem ao sul do Chile, para visitar um membro de nossa igreja chamado João Rebolledo, proprietário de uma padaria. Ele não conhecia seu endereço. Procurou durante quase duas horas. Perguntou a policiais e a outras pessoas na rua sobre onde este homem morava. Ninguém sabia informar, de modo que decidiu continuar a viagem. Como último recurso, decidiu perguntar ao bilheteiro da estrada de ferro.

– Você conhece a João Rebolledo, proprietário de uma padaria?

– Não, senhor – foi a resposta.

Ele se lembrou-se de alguma coisa que podia ajudar, e disse:

– Este homem não trabalha aos sábados; ele fecha o seu estabelecimento neste dia.

Quando ele disse isto, o jovem exclamou:

– Oh, sim, este homem que fecha o estabelecimento nos sábados mora na rua tal e tal.
Sim, meus amigos, a identificação foi fácil porque o homem guardava o santo sábado. Os que estão selados pelo Espírito Santo atrairão a atenção de multidões.

Devemos lembrar uma vez mais que no espaço de tempo entre o último sinal astronômico e o silêncio no Céu por “quase meia hora” o evangelho seria pregado de novo a todo o mundo, chamando os homens ao arrependimento. Isto significa que os filhos de Deus permitirão que o Espírito Santo escreva em seus corações a lei de Deus e sejam assim selados com o selo de Deus.

Leiamos de novo a maravilhosa profecia de

Apoc. 14:6, 7 e 12 – “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”

A profecia sobre o selamento dos fiéis com o selo de Deus sob o sexto selo, segundo Apocalipse 7, está agora sendo cumprida no mundo.

Mas voltemos a Apoc. 7:1-3. Deus não permite que os quatro anjos deixem que os ventos da última guerra total soprem sobre a terra e o mar, até que os que desejarem se tornar filhos de Deus sejam selados.

Não é verdade, amigos, que muitas vezes quando estudamos os espantosos acontecimentos mundiais de hoje, somos levados a admitir que a próxima guerra o Armagedom possa estourar a qualquer momento? Um dia parece como se a guerra estivesse para começar; no dia seguinte a pomba da paz aparece, mas no outro já de novo surge o rumor de guerra. Sim, quase vemos os quatro anjos permitindo que os ventos soprem.

Alguns dos grandes diplomatas do mundo dão a si mesmos o crédito de terem sido capazes de aliviar a tensão mundial e evitar a guerra com teleguiados. O crédito pertence unicamente aos quatro anjos que atuam sobre a consciência dos governantes para que busquem a paz, a fim de que a igreja termine a sua missão antes da vinda do Filho de Deus.

Com esta guiadora luz da verdade, o Senhor convida vocês a se deixarem selar com o selo de Deus em suas frontes. Ele os convida a deixarem o erro e as falsas filosofias. Não desobedeçam este chamado. Seria loucura rejeitá-lo.

Conclusão

Lembro-me muito bem de uma senhora que ouviu este convite numa série de conferências. Ela se sentiu impressionada pelo Espírito a pôr sua vida em harmonia com a divina vontade e a santificação do sábado. Era contadora numa repartição pública. Seu chefe, segundo ela, era inimigo desta bendita verdade. Ela estava certa de que ele jamais lhe permitiria o sábado livre.

O pastor orou com ela para que o Senhor realizasse um milagre com seu superior, levando-o a permitir-lhe a santificação do sábado. Aconselhei-a a ir e falar-lhe que dali em diante queria servir a Deus em toda a verdade, e que desejava viver uma vida em harmonia com os Dez Mandamentos, inclusive o sábado. Sugeri-lhe que se dispusesse a fazer horas extras à noite ou nos domingos para compensar as do sábado.

No dia seguinte ela falou de seu problema ao secretário. Este pediu-lhe que fixasse o problema em suas mãos, pois ele poderia melhor influenciar o chefe. Depois de falar longamente com este, o secretário voltou e disse-lhe: “Tudo está arranjado; pode ter os seus sábados livres.”

Sim, meus amigos, Deus tem poder para mudar o coração do mais alto chefe, se for preciso, para socorrer os Seus fiéis. Entreguem a sua vida ao Senhor, e estejam preparados para com Jesus, os anjos e todos os santos, fazer aquela maravilhosa viagem através das galáxias do Universo até o terceiro Céu, onde vocês viverão em completa felicidade.

Que Deus os abençoe.

Pr. Walter Schubert

A Importância da Doutrina do Santuário para os Adventistas

O povo de Deus é peculiar, especialmente quanto às suas crenças e práticas. O que foi dito por Hamã ao rei Assuero sobre o cativo povo de Deus na Pérsia aplica-se, com muita propriedade, à igreja remanescente dos últimos dias: “Existe [...] um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos” (Et 3:8).

De fato, o povo do advento tem práticas e crenças muito peculiares. Como demonstração disso, consideremos os seguintes exemplos: cremos em toda a Bíblia; harmonizamos a lei com a graça; fazemos distinção de leis; guardamos o sábado; sustentamos a imortalidade condicional da alma; consideramos o inferno uma realidade futura e de duração passageira; somos pré-milenaristas; sustentamos os princípios de saúde revelados por Deus; temos uma origem profética; reinvidicamos a posse do dom profético; cumprimos uma missão profética; temos uma escatologia pertinente; e ensinamos a verdade do santuário.

Ataques às colunas da fé – Algumas dessas crenças distintivas têm sido atacadas em várias partes do mundo por pessoas e movimentos, tanto de dentro como de fora da igreja. Faz poucas décadas, o teólogo Desmond Ford agitou nossos arraiais ao se desviar da interpretação histórica adventista sobre o santuário.

Por um lado, isso causou muito sofrimento à igreja; por outro, esses movimentos contestatórios de verdades fundamentais trouxeram relevante benefício espiritual a muitas pessoas, especialmente os pastores de nossa igreja, que sentiram a necessidade de fazer um exame crítico da doutrina, resultando disso uma fé provada. No entanto, o reconhecimento desse fato não deve ser encarado como insinuação de que se deve desejar o surgimento de novos focos de contestação doutrinária.

O aparecimento de movimentos contestatórios, heréticos e dissidentes é previsto nos escritos bíblicos e nos de Ellen G. White, como veremos a seguir. Eis algumas predições bíblicas:

1. Nos últimos dias, alguns se desviariam da fé verdadeira, dando ouvidos a “espíritos enganadores e a doutrina de demônios” (1Tm 4:1).

2. Até os escolhidos seriam colocados à prova pelos terríveis sinais e prodígios de engano, operados por “falsos cristos e falsos profetas” (Mt 24:24).

3. Heresias destruidoras, introduzidas dissimuladamente por falsos mestres e profetas, infamariam “o caminho da verdade” (2Pe 2:1, 2).

4. Paulo, em suas epístolas, fala da “sabedoria carnal” (2Co 1:12, RC) dos sábios deste século; “da operação do erro” (2Ts 2:11) nos que “não acolheram o amor da verdade” (2Ts 2:10, RC); fala daqueles que “não suportarão a sã doutrina” (2Tm 4:3); dos “lobos devoradores” do rebanho; das oposições da falsa ciência, e das “filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens e segundo os rudimentos deste mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2:8, RC).

Assim, mediante as citações e expressões bíblicas neotestamentárias mencionadas, Deus predisse a obra e influência daqueles que, nos últimos dias, iriam negar, combater e tentar remover os pilares da verdade.

O Espírito de Profecia, por sua vez, preconizou que uma “obra de apostasia” terá lugar; haverá “uma confusão de fé” (Ellen G. White, O Cuidado de Deus [MM 1995], p. 332); “será deturpada uma verdade após outra” (ibid.); “serão removidos [...] os marcos (da verdade)” (ibid.); e “far-se-á uma tentativa para demolir as colunas de nossa fé” (ibid.). Após uma visão, Ellen G. White afirmou: “Os fundamentos de nossa fé [...] estavam sendo retirados, pilar por pilar. Nossa fé nada teria sobre o que se apoiar – o santuário estava eliminado, a expiação descartada. [...] Teorias sedutoras estão sendo ensinadas de tal modo que não as reconheceremos a menos que tenhamos um claro discernimento espiritual” (Olhando Para o Alto [MM 1983], p. 146).

“Os homens tentarão introduzir novas teorias e tentarão provar que essas teorias são escriturísticas, conquanto sejam errôneas, as quais, se forem aceitas, comprometerão a fé na verdade. Não, não; não devemos desviar-nos da plataforma da verdade em que fomos estabelecidos” (ibid., p. 193).
“O inimigo introduzirá doutrinas falsas, tais como a de que não existe um santuário. Este é um dos pontos em que alguns se apartarão da fé” (Ellen G. White, Evangelismo, p. 224).

Pilar essencial do adventismo – As declarações acima deixam subentendido o fato de que não se pode encarecer demasiadamente o caráter vital da doutrina do santuário para nossa fé. Embora seja um ensinamento exclusivo da Igreja Adventista e praticamente a única doutrina que não temos em comum com nenhum outro grupo religioso (exceto os reformistas), a verdade sobre o santuário não pode ser vista como um ensinamento estranho, desvirtuado e indefensável; tampouco um simples expediente para justificar o episódio do desapontamento de 1844, como pretendem alguns.

Em vez de ser um desvio da fé cristã histórica, o ensino do santuário é a conclusão lógica e a inevitável consumação dessa fé. É uma verdade presente, uma verdade para os últimos dias; mensagem oportuna, confiada ao povo do advento.

Nem a igreja cristã primitiva nem a Reforma ensinaram essa verdade. Pouco mais de quatrocentos anos depois é que o juízo teve início no Céu, na fase final da mediação de Cristo, e Deus então suscitou um movimento para proclamar aos habitantes da Terra a vital e solene mensagem do santuário. Como igreja remanescente da profecia, cabe-nos o privilégio e a responsabilidade de ensinar essa verdade presente, no contexto das três mensagens de Apocalipse 14.

Essência do adventismo – O que a doutrina do santuário significa para a Igreja Adventista do Sétimo Dia? Responde o grande estudioso e erudito denominacional Leroy Edwin Froom: “A verdade do santuário é a essência do adventismo e tudo abrange; qualquer enfraquecimento, negação ou supressão da verdade do santuário é questão séria, mesmo crucial. Qualquer desvio ou abandono dela fere o coração do adventismo, sendo um desafio à sua própria integridade” (Ministério Adventista, julho/agosto de 1971, p. 13).

A verdade do santuário é indubitavelmente o ponto cardial do sistema doutrinário adventista. Ellen G. White diz: “A luz proveniente do santuário iluminou o passado, o presente e o futuro” (O Grande Conflito, p. 423).

Passado. A compreensão da doutrina do santuário propiciou aos pioneiros a possibilidade de ver o evangelho e sua glória nos ritos e serviços do santuário mosaico – prefiguração do sacrifício e obra de Cristo – e os levou a compreender que o terrível e probante desapontamento que haviam experimentado (22 de outubro de 1884) havia sido predito e previsto por Deus mais de 1.700 anos antes, na visão do livrinho aberto comido simbolicamente por João (ver Ap 10:1-11). Mas, depois de esclarecido e solucionado o mistério da decepção, eles deviam, com novo ânimo, retomar e cumprir a inconfundível e peculiar missão profética que lhes estava reservada (“é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” – Ap 10:11), ou seja, a missão de proclamar ao mundo inteiro a tríplice mensagem angélica de Apocalipse 14:6-12, verdade presente de Deus para as últimas gerações da Terra.

Presente. O entendimento da doutrina do santuário foi a chave que esclareceu o mistério do desapontamento de 1844 e lançou luz sobre pontos básicos de nossa fé e verdades essenciais da Bíblia. Em outras palavras, o santuário “revelou um conjunto completo de verdades ligadas harmoniosamente entre si” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 423), como: distinção de leis, lei de Deus, sábado, expiação, mediação, justificação, santificação, segunda vinda de Cristo, recompensa dos justos e dos ímpios e completa destruição do mal.

No dia 3 de abril de 1847, Ellen G.White teve uma visão do Santíssimo, no templo do Céu. Contemplou a arca aberta e, dentro dela, as tábuas da lei. Um halo especial de luz incidia sobre o quarto mandamento. A partir desse momento, ficou claro para os pioneiros que a aceitação da verdade do santuário envolvia o reconhecimento dos requisitos da lei de Deus e a obrigatoriedade da guarda do sábado do quarto mandamento.

Após a descoberta do santuário, visões de Ellen G. White mostraram a dimensão escatológica do conflito que se desenvolveria em torno da questão do verdadeiro sábado, trazendo o entendimento da mensagem do terceiro anjo de Apocalipse 14:9-13. Até esse momento, o sábado não tinha sido visto sob esse ângulo.

Pelo que acabamos de ver, percebe-se facilmente que, sem a doutrina do santuário, perderíamos nossa identidade como povo peculiar. Além disso, careceríamos de base como movimento profético, ficaríamos destituídos do sentido de missão e, consequentemente, sem razão de existir, como bem observou Froom: “Se não existe santuário no Céu, e nele não há operado um grande Sumo Sacerdote, e se já não existe mensagem da hora do juízo a ser, por ordem divina, pregada atualmente, então não há lugar para nós no mundo religioso, nem missão e mensagem denominacionais distintas, nem desculpas para ficarmos como entidade eclesiástica separada” (Ministério Adventista, julho/agosto de 1971, p. 13).

Futuro. Quando o livro da profecia de Daniel foi aberto no início do tempo do fim (Dn 12:4, 9; Ap 10:1, 2; 22:10), houve um despertamento mundial de pessoas em torno de solenes eventos a ocorrer brevemente – o juízo, a vinda de Cristo e o estabelecimento do reino de Deus. Sincera, mas equivocadamente, Miller e seus companheiros nos Estados Unidos entenderam que “a purificação do santuário” (Dn 8:14), que se daria em 22 de outubro de 1844, segundo a explanação de Daniel 9:23-27, seria a volta de Cristo à Terra, trazendo juízo de fogo e com ele os tão ansiados novos Céus e nova Terra (2Pe 3:7, 10, 12, 13).

Porém, a data passou. As expectativas da segunda vinda de Jesus não se cumpriram; aquilo que na boca tinha sido doce como mel (a crença na iminente vinda de Cristo) se tornou amargo no estômago (Ap 10:8-10), e o movimento do advento se esfacelou. Uma parte dele, sentindo-se enganada, desiludida e revoltada, deixou completamente suas crenças religiosas, retornando à sua anterior maneira de viver, sem fé e sem esperança no mundo. Outra parte, deixando de lado o interesse pelas profecias, as inquietudes escatológicas e as verdades e pontos de fé diferenciais que haviam aprendido no movimento adventista, pediu readmissão e retornou às suas igrejas de origem. Um terceiro segmento dos decepcionados, não se conformando com o desapontamento, nem admitindo haver cometido qualquer erro de interpretação profética, continuou marcando novas datas para a vinda de Cristo e sofrendo novos e sucessivos reveses.

Por fim, um quarto grupo, o menor deles, composto por apenas 50 a 60 pessoas (entre eles José Bates, Tiago White, Hiram Edson e Ellen G. Harmon), assumiu uma atitude diferente, mais sábia e equilibrada que a dos demais: eles não voltaram para o mundo nem retornaram às suas igrejas de origem porque, desde que se associaram ao movimento milerita (que não visava a formar uma nova denominação, mas despertar e preparar as pessoas, em suas igrejas, para o encontro com o Senhor), experimentaram um crescimento na fé, na espiritualidade e no conhecimento das verdades bíblicas e proféticas que não possuíam antes.

Esse remanescente não cogitou também marcar novas datas para a vinda de Cristo.  Crendo fervorosamente que sua experiência provinha de Deus e que as Escrituras não mentem nem falham, decidiram continuar investigando mais profundamente as doutrinas bíblicas, para obter consolação e descobrir onde haviam errado. Tinham fé e acreditavam que Deus estava com eles e que finalmente lhes esclareceria o mistério do desapontamento.

Luz no santuário –  Um dia depois do desapontamento, Hiram Edson teve a famosa visão do campo de milho, na qual lhe foi dada uma espécie de intuição acerca do que realmente ocorrera no dia amargo. A partir daquele princípio, o médico F. B. Hann e o professor Owen Crosier começaram a realizar estudos com vistas ao desvendamento do mistério da desilusão experimentada. Ao estudar os livros de Levítico, Êxodo, Apocalipse e especialmente Hebreus, os pioneiros notaram a existência inequívoca de um santuário no Céu. Perceberam que esse santuário não é o próprio Céu, mas está no Céu, e foi o modelo dado por Deus a Moisés para a edificação do santuário terrestre (Êx 25:8, 9, 40; Hb 8:5).

Descoberta a relação entre os dois santuários – o celestial e o mosaico – estava estabelecido o princípio de correlação tipo/antítipo, sombra/objeto, figura/realidade. O santuário terrestre – realidade visível – apontava para o celestial, realidade invisível (Hb 8:9-5; 9:9, 23, 24).

O santuário do novo concerto era o grande original; o do antigo concerto, a cópia. O primeiro estava no Céu, e o segundo, na Terra. Esse foi construído pelo homem; aquele, por Deus. No terrestre, oficiavam sacerdotes da ordem levítica; no celestial, Jesus, ministro segundo a ordem de Melquisedeque, isto é, com base na excelência de Seu caráter, méritos e atribuições (Hb 7:11, 15-19).

Atentando para Hebreus 9:11, onde é dito que o santuário celestial é “maior e mais perfeito” do que o terrestre, os pioneiros compreenderam que “o esplendor sem-par do tabernáculo terrestre refletia à vista humana as glórias do templo celestial em que Cristo, nosso Precursor, ministra por nós perante o trono de Deus. A morada do Rei dos reis, em que milhares de milhares O servem, e milhões de milhões estão em pé diante dEle (Dn 7:10), sim, aquele templo, repleto da glória do eterno trono, onde serafins, seus resplandecentes guardas, velam a face em adoração – não poderia encontrar na estrutura mais magnificente que hajam erigido mãos humanas, senão pálido reflexo de sua imensidade e glória. Contudo, importantes verdades relativas ao santuário celestial e à grande obra ali levada a efeito pela redenção do homem, foram ensinadas pelo santuário terrestre e seu culto” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 414).

Mais evidências – Os primeiros adventistas do sétimo dia encontraram abundantes e concretas evidências da realidade do santuário do Céu nas visões dadas a João a respeito do templo celestial. Ele viu que “diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete Espíritos de Deus” (Ap 4:5, RC); viu que “veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono” (Ap 8:3); e, quando se “abriu no Céu o templo de Deus” (Ap 11:19) e João olhou para dentro do véu interior, ou lugar santíssimo, viu ali “a arca da Aliança”, representada pelo receptáculo onde se guardava a lei no santuário terrestre. Dessa forma, ficou estabelecido esse fundamental pilar do sistema da verdade de Deus, que é a gloriosa, multifacetada e bendita doutrina do santuário.

Texto de Deilson Storch de Almeida teólogo, historiador e escritor; publicado na RA de Set/2011.

Fonte: 

Teria Paulo Ensinado que o Sábado foi Abolido?

O que Paulo queria dizer com a expressão: ”Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados” (Cl 2:16)?

Com esse texto, Paulo tinha em vista os gnósticos, hereges dualistas (diziam que a carne é má e o espírito é bom) e sincretistas (misturavam ritos judaicos com a adoração dos anjos). Ensinavam que o mundo material não foi criado pelo grande e verdadeiro Deus, mas por um Demiurgo (o chefe dos Arcontes), um ser imperfeito e limitado em poder e sabedoria. Diziam que Jesus não é o Salvador-Sofredor, mas apenas um Revelador-Iluminador, e que a salvação é obtida pelo conhecimento, ou autoconhecimento, que vem quando a pessoa liberta a faísca divina que recebeu na Criação. (Pfeiffer, C. F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de janeiro: CPAD, 2007, p. 871).

Paulo menciona, nessa mesma epístola, algumas práticas desses gnósticos: “culto dos anjos” (2:18), “aparência de sabedoria, culto de si mesmo, falsa humildade, rigor ascético [desprezo pelo corpo e suas sensações, para possibilitar a vitória do espírito] (2:23), chamadas de “preceitos e doutrinas dos homens” (2:22) – o que não é o caso dos 10 mandamentos, que são preceitos de Deus, escritos com Seu próprio dedo (Êx 31:18).

O problema era que esses hereges estavam se colocando no papel de juízes dos irmãos (Cl 2:16,18,21), em pelo menos duas questões:

1. Comida e bebida - Os gnósticos, com seu rigor ascético, davam muito valor ao jejum, como prelúdio para uma revelação divina (Martin, R. P. Colossenses e Filemom: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1973, p. 100).

Acusavam os irmãos de não observarem certas prescrições alimentares. Achavam que comer carne era um tipo de canibalismo, pois acreditavam na transmigração das almas (Martin, R. P, Ibid.).

A expressão “não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro” (Cl 2:21) parece apontar mais para regras ascéticas (confira “rigor ascético” em 2:23), do que para regras mosaicas quanto aos alimentos limpos e imundos (Bacchiocchi, S. From Sabbath to Sunday. Roma: The Pontifical Gregorian University Press, 1977, p. 352,353). O fato é que o ascetismo já estava em curso nos dias de Paulo, com alguns pregando como necessários à salvação o vegetarianismo e a abstinência de vinho (Rm 14:2,21) e a observância de determinados dias (Rm 14:5,6). Além de exigir abstinência de alimentos, chegavam a proibir o casamento ( 1 Tm 4:3).

2. Dias de festa, lua nova, ou sábados - São os feriados e dias santos judaicos, guardados legalisticamente, como meio de salvação, e para aplacar os “poderes astrais”, que, segundo os gnósticos, dirigiam não só as estrelas, mas a vida das pessoas (Bacchiocchi, S. Ibid, p. 361 e Martin, R. P. Colossenses e Filemom: introdução e comentário, op. cit, p. 101).

Esses dias santos envolvem os sábados anuais/cerimoniais das festas, o sábado mensal da lua nova, e o sábado semanal. Paulo não está falando contra a observância desses dias, mas contra os motivos errados em fazê-lo (Martin, R.P. Op. cit., p.101.) Note que Paulo guardou alguns sábados cerimoniais, mas não para merecer a salvação (At 20:16 e I Co 16:8).

“Tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir” (Cl 2:17). Há os que diz em que os “sábados” mencionados em 2:16 são somente os cerimoniais. Basicamente, seu argumento é que nenhum mandamento da lei de Deus é “sombra”, pois não são simbólicos. (Ver Nichol, F. D. Comentário Bíblico Adventista del Séptimo Dia, v. 7.  Boise: Pacific Press Publishing Association, 1990, p. 211.)

A dificuldade com essa interpretação é que, se os “sábados”, em Colossenses 2:16, são somente cerimoniais, a que feriados ou dias santos estaria se referindo a expressão “dia de festa”, mencionada pouco antes, no mesmo verso? Teria Paulo feito uma repetição desnecessária?

Ao que parece, o texto de Colossenses 2:16 refere-se a quaisquer tipos de sábado: anuais, mensais ou semanais. Expressão similar à de Colossenses 2:16 (só que ao inverso) é encontrada em Gálatas 4:10: “Guardais dias [dias santos semanais], e meses [dias santos mensais], e tempos e anos [dias santos anuais]“. O problema era a guarda legalística desses dias, como meio de justificação e salvação.

Quanto à palavra “sombra” (skiá), em Colossenses 2:17, a dificuldade ocorre quando ela é sempre vista em sentido negativo, como algo imperfeito e transitório (como em Hebreus 8:5 e 10:1). É verdade que os ritos judaicos eram “sombras” transitórias, que apontavam para Cristo, e se tornaram sem efeito quando Ele foi sacrificado. Os sábados anuais se cumpriram em Cristo, pois cada festa apontava para algum aspecto dEle e de Seu ministério.

Os sábados da Lua Nova, que, “no judaísmo tradicional, era considerado um Dia menor de Expiação” (rabino Yaacov Farber, em: http://www.cmy.on.ca/Monthly_Newsletter/2005/january2005pt.htm), com toques de trombetas e sacrifícios (Nm 28:11 e 14), também não fazem mais sentido, tendo em vista o sacrifício de Cristo.

Já o sábado semanal não deve ser visto como “sombra” transitória e passageira, mas como “sombra” ou “símbolo do descanso da salvação presente e futura” (Bacchiocchi, S. Op. cit., p. 359), que o crente encontra em Jesus. Esse sentido simbólico do sábado semanal é apresentado em Hebreus 4:3,4,9-11.

Mas, o descanso em Cristo não substitui nem anula o sábado, nem qualquer outro mandamento. Mesmo após se tornar cristão, Paulo continuou guardando o sábado semanal. O livro dos Atos menciona 84 sábados guardados por esse apóstolo (At 13:14,42,44; 16:13; 17:2 e 18:4,11).

Paulo não ensinou a abolição da lei moral, e isso pode ser constatado na própria carta aos Colossenses. Nela, o apóstolo faz alusão a vários mandamentos: ao 7°, em 2:23 e 3:5; ao 1° , 2° e 10°, em 3:5; ao 9°, em 3:8, 9; e ao 5°, em 3:20. E diz que “por estas coisas é que vem a ira de

Deus [sobre os filhos da desobediência]” (3:6). Ora, se a lei moral foi abolida, por que viria a ira de Deus contra os transgressores desses mandamentos? Se Paulo não mencionou o 4° mandamento, foi porque isso não era necessário, uma vez que a igreja já o observava (alguns até fazendo dele um meio de salvação).
 Paulo também não mencionou nessa epístola o 3°, nem o 6°, nem ainda o 8° mandamentos. Essa omissão, todavia, não significa que eles foram abolidos. Os mandamentos referidos pelo apóstolo devem estar relacionados com problemas que ocorriam entre os irmãos de Colossos. Os não referidos, provavelmente, não tinham que ver com a situação espiritual deles.

Em conclusão, pode-se dizer que o texto de Paulo em Colossenses 2:16 não é contrário à guarda do sábado semanal, nem está autorizando alimentos que a Bíblia proíbe, mas contra aqueles que se julgavam juízes dos irmãos e faziam dos alimentos e dos dias sagrados um meio de salvação.

Por Ozeas C. Moura, doutor em Teologia Bíblica e editor na Casa Publicadora Brasileira. Publicado na RA de Jan/2009.

Fonte: 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Será que Deus Inspira Astrólogos e Videntes?

Se algum auto-proclamado profeta surgisse de repente e começasse a atrair multidões com mensagens de agitação, curando os enfermos, ressuscitando os mortos, trazendo fogo do céu, e revelando conhecimento de seus segredos pessoais – você acreditaria nele ou nela? Você deveria acreditar? Seu destino final pode estar diretamente relacionado com a sua capacidade de distinguir entre verdadeiros e falsos profetas. Por isso é muito importante saber o que a Bíblia realmente diz sobre este assunto oportuno!

1. A Bíblia ensina que haveriam verdadeiros profetas nos últimos dias da terra?

“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão” (Atos 2:17).

Resposta: Sim, tanto homens como mulheres profetizariam nos últimos dias (Joel 2:28-32).

2. Jesus em Sua ascensão colocou o dom de “profecia” em sua igreja, juntamente com quatro outros dons: apóstolos, evangelistas, pastores e mestres (Efésios 4:7-11). Por que Deus colocou estes dons na igreja?

“com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado” (Efésios 4:12).

Resposta: Jesus deu todos os cinco dons para o aperfeiçoamento dos santos. O aperfeiçoamento da igreja de Deus no tempo do fim não é possível se qualquer um desses cinco dons estiver faltando.

3. Nos tempos bíblicos, o dom de profecia era limitado aos homens?

Resposta: Não! Além de muitos homens que tinham o dom de profecia, Deus também deu o dom, a pelo menos, oito mulheres: Ana (Lucas 2:36-38); Miriam (Êxodo 15:20); Deborah (Juízes 4:4); Hulda (2 Reis 22:14), e as quatro filhas de Filipe, um evangelista (Atos 21:8, 9).

4. Quanto tempo iriam esses dons permanecer em Sua igreja?

“até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo” (Efésios 4:13).

Resposta: Eles permanecerão até que o povo de Deus esteja todo unificado, amadurecido – o que, naturalmente, será no fim dos tempos.

5. De que fonte os verdadeiros profetas obtinham suas informações?

“jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21).

Resposta: Os profetas falam quando são “movidos pelo Espírito Santo”. Os Profetas não expressam suas próprias opiniões privadas em assuntos espirituais. Seus pensamentos vêm de Jesus, através do Espírito Santo.

6. Deus fala aos profetas de três maneiras diferentes. Quais são elas?

“Quando entre vocês há um profeta do Senhor, a ele me revelo em visões, em sonhos falo com ele.” “Com ele falo face a face, claramente” (Números 12:6, 8).

Resposta: Visões, sonhos, ou face a face.

7. Quais são as evidências físicas de um verdadeiro profeta em visão?

A. Inicialmente perdem força física (Daniel 10:8).

B. Podem mais tarde receber força sobrenatural (Daniel 10:18, 19).

C. Sem fôlego no corpo (Daniel 10:17).

D. Capazes de falar (Daniel 10:16).

E. Não ficam concientes do ambiente terreno (Daniel 10:5-8, 2 Coríntios 12:2-4).

F. Olhos ficam abertos (Números 24:4).

Nota: Embora os seis pontos anteriores sejam evidências físicas de um verdadeiro profeta em visão, nem todos eles aparecem sempre juntos. A visão de um profeta pode ser genuína sem manifestar todas as seis provas.

8. Realizar grandes milagres é uma prova de que um profeta seja de Deus?

“Eles são espíritos de demônios, que operam milagres” (Apocalipse 16:14).

Resposta: Não! O diabo e seus emissários também têm o poder de operar milagres. Milagres provam apenas uma coisa: poder sobrenatural. Mas tal poder pode vir tanto de Deus como de Satanás (Deuteronômio 13:1-5, Apocalipse 13:13, 14).

9. De que perigo no fim dos tempos, nos adverte Jesus?

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se fosse possível, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24:24).

Resposta: Deus nos adverte de falsos cristos e falsos profetas, que serão tão altamente convincentes que enganarão a todos, exceto os escolhidos de Deus. Bilhões serão enganados e se perderão.

10. Como posso determinar se um profeta é verdadeiro ou falso?

“À lei e ao testemunho: se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles” (Isaías 8:20).

Resposta: Teste seus ensinamentos e conduta pela Palavra de Deus, que é a Bíblia. Se eles ensinam e se comportam de maneira contrária às Escritura, eles são falsos profetas e “não há luz neles.”

11. Certos tipos de falsos profetas são especificamente nomeados e condenados na Bíblia?

Resposta: Sim. Deuteronômio 18:10-12 e Apocalipse 21:8 falam contra os seguintes tipos de falsos profetas:

A. Bruxos

B. Adivinhadores

C. Prognosticadores

D. Agoureiros

E. Feiticeiros

F. Encantadores

G. Necromantes

H. Mágicos

I. Médiuns

Nota: A maioria desses falsos profetas dizem ter contato com os espíritos dos mortos. A Bíblia diz claramente que os mortos não podem ser contatados pelos vivos. (O Guia de Estudo Nr. 10 contém mais informações sobre a morte). Os supostos espíritos dos mortos são anjos maus, ou demônios (Apocalipse 16:13, 14). Bolas de cristal, leitura de mãos, cartas, astrologia, e conversação com os supostos espíritos dos mortos não são caminhos que Deus usa para se comunicar com as pessoas. As Escrituras ensinam claramente que todos os que se envolvem com tais coisas são uma abominação (Deuteronômio 18:12). E pior, aqueles que continuarem envolvidos ficarão de fora do reino de Deus (Gálatas 5:19-21, Apocalipse 21:8, 22:14, 15).

12. É trabalho de um verdadeiro profeta servir principalmente a igreja ou os incrédulos?

“a profecia, porém, é para os que crêem, e não para os descrentes” (1 Coríntios 14:22).

Resposta: A Bíblia é clara. Embora a mensagem de um profeta possa, por vezes, edificar o público, o objetivo principal da profecia é servir a igreja.

13. Será que a igreja de Deus no tempo do fim tem o dom de profecia?

Resposta: No Guia de Estudo 23, descobrimos que Jesus dá uma descrição de seis pontos de Sua Igreja no tempo do fim. Vamos rever esses seis pontos:

A. Ela não existia como uma organização oficial entre 538 a.C e 1798.

B. Iria surgir e fazer a sua obra depois de 1798.

C. Iria guardar os Dez Mandamentos, incluindo o sábado, do quarto mandamento.

D. Ela teria o dom de profecia.

E. Seria uma igreja missionária mundial.

F. Iria ensinar e pregar a tríplice mensagem de Apocalipse 14:6-14.

É importante lembrar que a igreja remanescente de Deus no tempo do fim deve cumprir todos os seis pontos descritivos de Jesus. Isso significa que o dom de profecia deve estar incluído. Essa igreja teria um profeta.

14. Quando você se unir a igreja de Deus no tempo do fim, aquela que possui todos os dons, como ela afetará você?

“O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro” (Efésios 4:14).

Resposta: Ela vai ancorá-lo espiritualmente. Você não estará mais incerto e instável em suas crenças.

15. O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 12:1-18, compara os dons que Jesus deu à igreja a partes do corpo. Qual parte do corpo melhor representa o dom de profecia?

“Antigamente em Israel, quando alguém ia consultar a Deus, dizia: “Vamos ao vidente”, pois o profeta de hoje era chamado vidente” (1 Samuel 9:9).

Resposta: Desde que um profeta é chamado às vezes um vidente (alguém que pode ver o futuro), os olhos são o que melhor representam o dom de profecia.

16. Uma vez que a profecia são os olhos da igreja, uma igreja sem o dom de profecia estaria em que condição?

Resposta: Estaria cega. Jesus se referiu aos perigos subseqüentes quando Ele disse: “Se um cego guiar outro cego, ambos cairão na vala” Mateus 15:14.

17. Deve a igreja remanescente de Deus ter todos os dons que Cristo deu?

Resposta: Sim. A Escritura ensina claramente que a igreja remanescente de Deus no tempo do fim não teria falta de nenhum dom, o que significa que deve possuir todos eles, incluindo o dom de profecia (1 Coríntios 1:5-8).

18. Apocalipse 12:17 aponta que a igreja remanescente de Deus do tempo do fim “têm o testemunho de Jesus Cristo.” Apocalipse 19:10 diz que “o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”. Podemos ter certeza que isso significa que a igreja terá um profeta?

Resposta: Sim. Um anjo disse a João em Apocalipse 19:10 que ele era “conservo” de João, e de seus “irmãos” que têm o testemunho de Jesus. Este mesmo anjo repetiu uma informação idêntica a João em Apocalipse 22:9. Ele disse: “Sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas.” Note desta vez ele chamou a si mesmo um profeta, em vez de um com o testemunho de Jesus. Então, obviamente, ter o “testemunho de Jesus” e ser um profeta significam a mesma coisa.

19. Que outro significado especial tem as palavras “o testemunho de Jesus”?

Resposta: O “testemunho de Jesus” significa que as palavras de um profeta são de Jesus. Estamos, portanto, a considerar as palavras de um verdadeiro profeta como uma mensagem especial de Jesus para nós (Apocalipse 1:1; Amós 3:7). Reprovar, em qualquer forma, um verdadeiro profeta é um assunto extremamente perigoso. É como reprovar a Jesus, que é quem os envia e guia. Não admira que Deus adverte: “Não maltrateis os meus profetas”.

20. Quais são as qualificações bíblicas de um profeta verdadeiro?
Resposta: Os pontos de prova para um profeta verdadeiro são os seguintes:

A. viver uma vida piedosa (Mateus 7:15-20).

B. Ser chamado ao serviço por Deus (Isaías 6:1-10; Jeremias 1:5-10; Amos 7:14, 15).

C. Falar e escrever em harmonia com a Bíblia (Isaías 8:19, 20).

D. Predizer eventos que hão de se cumprir (Deuteronômio 18:20-22).

E. Ter visões (Números 12:06).

21. Enviou Deus um profeta para Sua igreja remanescente do final dos tempos?

Resposta: Sim, Ele o fez! Aqui estão os detalhes resumidos:

Deus chama uma Jovem

A igreja de Deus no tempo do fim começou a se formar no início de 1840 e precisava desesperadamente de orientação. Assim, em harmonia com a Sua promessa em Amós 3:7, Deus então chamou uma jovem mulher chamada Ellen Harmon para ser sua profetisa. Ellen aceitou o chamado. Ela tinha sido ferida em um acidente com nove anos e teve que abandonar a escola com apenas três anos de educação formal. Sua saúde se deteriorou até que, foi chamada por Deus aos 17 anos, pesando apenas 32 quilos haviam dito que logo morreria.

Ela serviu 70 anos

Ellen aceitou o chamado de Deus com o entendimento de que Ele iria capacitá-la fisicamente e mantê-la humilde. Ela viveu mais 70 anos e morreu aos 87 anos. Ela insistiu que seu objetivo e trabalho era encaminhar a igreja e seus membros para a Bíblia – que seria a base de sua crença – e para o dom gratuito de Jesus, a justificação. Ellen cumpriu todos os requisitos de um profeta mencionados neste Guia de Estudo.

Sua pena, nomes e livros

Ellen casou com James White, um clérigo, e escreveu sob o nome de Ellen G. White. Ela se tornou uma das escritoras mais prolíficas. Seus livros, lidos em todo o mundo, fornecem conselhos inspirados sobre saúde, educação, temperança, o lar cristão, evangelização, vida cristã, e muito mais.

Seu livro Educação é considerado uma autoridade em seu campo. Ele tem sido usado por uma universidade secular como um livro de texto. É tão perceptivo e relevante que uma vez foi plagiado pelo ministro da educação de uma certa nação, que o publicou em seu próprio nome. O Dr. Florence Stratemeyer, ex-professor de educação na Universidade de Columbia, disse que o livro continha “avançados conceitos de educação” e “estava mais do que 50 anos à frente de seu tempo”. O Dr. Clive McCay, ex-professor de nutrição da Universidade de Cornell, disse de seus escritos sobre saúde: “Apesar do fato de que as obras da Sra. White foram escritas muito antes do advento da moderna nutrição científica, não há um guia melhor do que elas disponível hoje.” O locutor Paul Harvey disse que ela ”escreveu com entendimento tão profundo sobre o tema da nutrição que todos exceto dois dos muitos princípios que ela defendia foram cientificamente estabelecidos”.

Seu livro O Desejado de Todas as Nações, sobre a vida de Cristo, tem sido rotulado como “obra-prima da literatura inglesa”. É reconfortante e estimulante além de qualquer descrição. Ela disse sobre o assunto da inteligência que o QI de uma pessoa pode ser aumentado – muito antes dos especialistas concordarem. Ela disse em 1905 que o câncer é um germe (ou vírus), o que a ciência médica começou a endossar somente na década de 1950. É dito que Ellen G.White, tem sido a quarta autora mais traduzida de todos os tempos. Seu livro sobre a vida cristã, Caminho a Cristo, foi traduzido para mais de 150 línguas e dialetos.

22.Ellen White teve visões?

Resposta: Sim, muitas. Que duraram desde alguns minutos até o máximo de seis horas. E elas atendem ao padrão bíblico de visões, conforme descrito na resposta à pergunta sete deste Guia de Estudo.

23. São as palavras de Ellen White destinadas a serem parte da Bíblia, ou uma adição à mesma?

Resposta: Não! A Doutrina vem da Bíblia somente. Como uma profetisa do fim dos tempos, seu objetivo era enfatizar o amor de Jesus e Seu retorno iminente. Ela exortava as pessoas para que O servissem e aceitassem a Sua justiça como um dom gratuito. Ela também dirigia a atenção das pessoas para as profecias da Bíblia para o tempo final – especialmente para a tríplice mensagem de Apocalipse 14:6-14 – e pedia que partilhassem estas mensagens de esperança rapidamente em todo o mundo.

24. Ellen White fala em harmonia com as Escrituras?

Resposta: Sim! Seus escritos estão saturadas com as Escrituras. Seu propósito óbvio e evidente era conduzir as pessoas à Bíblia. Suas palavras nunca contradizem a Palavra de Deus.

25. Como eu posso aceitar Ellen White como um verdadeiro profeta, se não sei o que ela escreveu?

Resposta: Você não pode, até você ler o que ela escreveu. No entanto, você pode saber que ela (1) atende aos testes de um profeta, (2) fez o trabalho de um profeta, e que (3) a igreja verdadeira de Deus no tempo do fim deve ter um profeta. Nós pedimos que você obtenha um de seus livros e o leia. (Em nossa biblioteca virtual você pode fazer o download de vários livros de Ellen G.White) Enquanto você estiver lendo, pergunte se o livro o atrai à Jesus e se ele está em harmonia com a Bíblia. Ele foi escrito para você. Acreditamos que você vai achá-lo absolutamente cativante.

26. Quais são os três pontos de comando que Paulo nos dá a respeito de um profeta?

“Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retendo o bem” (1 Tess 5:20-21). O apóstolo Paulo diz que não devemos desprezar ou não ouvir um profeta. Mas sim, devemos testar cuidadosamente o que o profeta diz e faz pela Bíblia. Se as palavras e comportamento de um profeta estão em harmonia com a Bíblia, devemos prestar atenção a elas. Isto é o que Jesus pede ao seu povo do tempo do fim.

27. Como Jesus considera a rejeição das palavras e conselhos de um profeta verdadeiro?

Resposta: Jesus considera a rejeição dos conselhos de um verdadeiro profeta como rejeição aos conselhos de Deus (Lucas 7:28-30). Além disso, ele afirma claramente que a prosperidade espiritual depende de nossa aceitação de Seus profetas (2 Crônicas 20:20).

28. Os verdadeiros profetas do fim dos tempos originam nova doutrina, ou a doutrina vem estritamente da Bíblia?

Resposta: Os verdadeiros profetas do fim dos tempos não criam doutrinas (Apocalipse 22:18, 19). A Bíblia é a fonte de toda a doutrina. No entanto, os verdadeiros profetas:

A. Revelam excitantes novas facetas de doutrinas bíblicas antigas que não eram óbvias até serem aclaradas pelo profeta (Amós 3:7).

B. Dirigem o povo de Deus para um andar mais perto de Jesus e para um estudo mais profundo da Sua Palavra.

C. Ajudam o povo de Deus a compreenderem porções ignoradas, difíceis ou obscuras da Bíblia de modo que, de repente adquirem relevância nos trazendo grande alegria.

D. Ajudam a proteger o povo de Deus do fanatismo, do engano, e estupor espiritual.

E. Ajudam o povo de Deus a entender as profecias do tempo do fim que, ao serem confirmadas por eventos e notícias diárias, adquirem, de repente, um novo significado.

F. Ajudam o povo de Deus a perceber a certeza da breve volta de Jesus e do fim do mundo.

Para adquirir um amor mais profundo de Jesus, um interesse mais vibrante sobre a Bíblia, e um renovado entendimento das profecias bíblicas – ouça o profeta de Deus no tempo do fim. A vida adquire uma nova e gloriosa dimensão. Lembre-se, Jesus disse que Ele abençoaria Sua igreja do fim dos tempos com úteis mensagens proféticas. Louvado seja o Senhor! Ele está fazendo tudo o que o céu pode pensar em fazer para o Seu povo do fim dos tempos. Ele pretende salvar o Seu povo e levá-lo ao Seu glorioso reino eterno. Aqueles que O seguem tem a entrada no céu garantida (Mateus 19:27-29).

29. Estou disposto a testar os escritos de Ellen White pela Escritura e aceitá-los se eles estiverem em harmonia com as Escrituras?

Resposta: ______________

Guia de estudo bíblico de autoria do Pr. Doug Batchelor. Extraído do site Amazing Facts. Crédito da Tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/

Fonte:  Blog Sétimo Dia

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Boas Notícias sobre o Fim do mundo

Uma antiga profecia maia supostamente prediz que está chegando o dia quando a energia que flui das estrelas para a terra será interrompida. Os resultados serão catastróficos, ou, mais precisamente, apocalípticos. Erupções vulcânicas cobrirão o planeta com cinzas e escuridão, o sol será destruído, e a Terra se tornará sem vida. A data prevista é 21 de dezembro de 2012. Uma sexta-feira.

Na adaptação cinematográfica da previsão maia intitulada “2012″, e estrelada por John Cusack, uma erupção solar faz com que a Terra seja bombardeada com uma dose maciça de pequenas partículas chamadas neutrinos, que aquecem o centro da Terra. A mudança climática resultante desencadeia desastres naturais como jamais vistos antes, e todo mundo morre, exceto um seleto grupo que, tendo sido avisado, escapa ileso em “arcas” especialmente construídas.

Um mundo assustador lá fora

Hollywood é Hollywood, e, portanto, poucos de nós estão muito preocupados com a previsão maia de 21 de dezembro de 2012, dia do juízo final como descrito no filme. Mas isso não significa necessariamente que as pessoas não estejam de certa forma preocupadas com o fim do mundo de maneira geral.

Não é necessário ser um profeta barbudo, com os pés descalços, caminhando pelas ruas com uma placa que diz: “Arrependei-vos! O fim está próximo!”, para perceber que nossa Terra já viu dias melhores. Afinal, vivemos em um mundo onde acontece, ao que parece, um desastre natural após o outro: tsunamis que causam estragos às vezes em vários países; tornados e furacões que rasgam municípios, terremotos que destroem cidades; secas que devastam plantações, a lista é longa!

Alguns dos pensadores mais sérios do mundo temem que o nosso tempo aqui pode ser mais limitado do que gostaríamos de imaginar.

Não menos luminar que o Dr. Stephen Hawking, sem dúvida o maior cientista vivo do mundo (Dr. Hawking ocupa a cadeira na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, uma vez ocupada por um sujeito chamado Isaac Newton), que têm alertado sobre o fim da vida na Terra. Para o Dr.Hawking, o aquecimento global é a nossa maior ameaça.

Numa conferência com estudantes universitários na Ásia, o Dr. Hawking disse que a menos que as coisas mudem (e ele não está otimista de que irão mudar), a Terra ”pode acabar como Vênus, a 250 graus centígrados e chuvas de ácido sulfúrico.” Um mundo com 250 graus centígrados chovendo ácido sulfúrico não irá sustentar a vida humana (os únicos seres que podem sobreviver são as baratas).

Na verdade, o Dr. Hawking disse que as coisas estão tão mal, que a nossa única esperança é sair do planeta. Ou seja, precisamos colonizar o espaço, porque esta velha Terra simplesmente não vai durar muito mais tempo. ”A vida na Terra”, disse ele, “está correndo um risco cada vez maior de ser varrida por um desastre como o aquecimento global, uma guerra nuclear, um vírus desenvolvido geneticamente ou outros perigos . . . Eu acho que a raça humana não tem futuro se não ir para o espaço. ”

O Foreign Policy, um dos principais jornais de assuntos internacionais dos Estados Unidos, publicou um artigo chamado “O Fim do Mundo.” Apesar de escrito no contexto exagerado da mídia sobre o filme 2012, o artigo começou com palavras que soavam como que extraídas de um sermão evangelístico:

“Embora seja muito improvável que o apocalipse ocorra em 2012, ele vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Aqui estão cinco cenários possíveis para o fim do mundo”.

O artigo passa a listar o que os autores acreditam ser as cinco catástrofes mais prováveis ​​que podem terminar com a nossa existência:

1. Asteróides

2. Desastre Climático

3. Guerra Nuclear

4. Epidemia

5. O desconhecido – algo que ainda não pensamos a respeito. Por exemplo, alguns temiam que o grande smasher átomo ao longo da fronteira franco-suíça poderia causar uma reação em cadeia incontrolável ​​que destruiria o planeta!

Nada disso tem qualquer relação com a antiga previsão maia de uma energia misteriosa sendo interrompida das estrelas, ou de erupções solares, mas mostram que “o fim do mundo” está na cabeça das pessoas.

Um quadro maior

Todas as possibilidades que temos visto são, no esquema das coisas, de prazo bastante curto. E não poderiam acontecer num futuro próximo. A Longo prazo, entretanto, as perspectivas são muito piores, como, por exemplo, o grande congelamento.

“A Via Láctea”, escreveu o físico britânico Paul Davies, “Brilha com a luz de uma centena de bilhões de estrelas, e cada uma delas está condenada. Em dez bilhões de anos, a maioria das que vemos agora terão desaparecido de vista, extintas por falta de combustível. O universo, atualmente brilhando com a energia prolífica da energia nuclear, acabará por esgotar este valioso recurso. A era da luz acabará para sempre.”

Nem todos os cientistas, no entanto, esperam que o universo termine assim. Alguns esperam em vez disso o big crunch, quando a gravidade puxa toda a matéria existente e o universo colapsa em uma esfera super-quente do tamanho de um átomo. É claro que, no momento em que isso acontecer, podemos muito bem supor que a vida na Terra estará muito longe.

Então há o Big Rip (Grande ruptura), quando as forças da natureza no cosmos simplesmente rasgam-se para além e nós, presos no meio, somos destruídos.

Em algumas das palavras mais famosas do século XX, o ateu Bertrand Russell escreveu:

“Que o homem é o produto de causas que não tinham previsão do fim que estavam atingindo; que sua origem, seu crescimento, suas esperanças e temores, seus amores e suas crenças, nada mais são que o resultado de colocações acidentais de átomos; que nenhum fogo, heroísmo, intensidade de raciocínio e sentimento pode preservar a vida de um indivíduo além do túmulo; que todos os trabalhos das eras, toda a devoção, toda a inspiração, todo o brilho do gênio humano, estão destinados à extinção na vasta morte do sistema solar, e que o templo das realizações do homem deve inevitavelmente ser enterrado por baixo dos escombros do universo em ruínas – todas essas coisas, se não além de disputa, são tão certas, que nenhuma filosofia que as rejeita pode ter esperança de permanecer.”

Boas Notícias

O ponto em tudo isso é simples: muitas pessoas, e com algumas razões válidas, também, temem o fim do mundo. E o fato é, nosso mundo vai acabar. Mas, ao contrário do que muitos pensam, esse fim não tem de ser uma má notícia. A Bíblia, de fato, prevê que o nosso mundo, tal como existe hoje, não vai durar para sempre. A boa notícia, porém, é que em seu lugar Deus criará um mundo novo e melhor, sem pecado, doença, sofrimento e morte, e sem todas as coisas que tornam a vida aqui tão difícil, às vezes miserável.

Uma antiga previsão da Bíblia diz o seguinte: “Eis que eu crio novos céus e nova terra. Não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão”(Isaías 65:17).

Uma outra diz assim: “Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor. Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça.” (2 Pedro 3:11-13)

A Bíblia e a ciência concordam que este mundo, tal como existe hoje, não vai durar para sempre. A ciência, no entanto, com exceção de rebuscadas fantasias sobre os seres humanos deixando este planeta em naves espaciais antes que seja tarde demais, não nos oferece muita esperança, como a citação acima, de Bertrand Russell deixa claro. Em contraste, a Bíblia, ao falar sobre o fim do mundo, oferece uma esperança maravilhosa, uma esperança em Jesus, que morreu pelos nossos pecados, precisamente porque Ele quer nos dar a vida eterna em um novo mundo onde todas as coisas que fazem deste nosso mundo, um mundo tão duro nunca mais se levantarão.

Sem dúvida, na segunda vinda de Jesus, este mundo como o conhecemos vai acabar, e este final não será uma boa notícia para aqueles que rejeitaram a graça salvadora de Deus. Esta graça, no entanto, ainda está disponível. Ela ainda está sendo oferecida a todos os que a reclamarem pela fé. Para estes, o iminente fim do mundo será também o começo de algo muito melhor.

Podemos acreditar na profecia maia do juízo final na sexta-feira de 21 dezembro de 2012. Ou podemos, através da fé em Jesus, acreditar na previsão de que Deus “limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas.”(Apocalipse 21:4-5).

“todas as coisas” inclui nosso planeta condenado!

Texto de autoria de Clifford Goldstein, publicado na Revista Signs of The Times, de Novembro/2011. Crédito da Tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/