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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

No Tempo Certo: Eventos Proféticos Revelados

Aperte o cinto de segurança! Você está prestes a explorar a profecia mais extensa da Bíblia, uma profecia que perfeitamente previu a primeira vinda de Jesus e o tempo de sua morte.

No Guia de Estudo 16, “Mensagens Angelicais do Espaço Sideral”, você aprendeu que Deus tem uma mensagem muito importante que o mundo deve ouvir antes do retorno de Cristo! O primeiro ponto da mensagem chama as pessoas a adorarem a Deus e a glorificá-Lo, porque é chegada a hora de seu juízo (Apocalipse 14:7). Em Daniel 8 e 9, Deus revela a data para seu julgamento final começar e poderosas pistas proféticas que provam que Cristo é o Messias.

Assim, nenhuma outra profecia em toda a Escritura é tão importante, ainda que poucas pessoas estejam conscientes disso e outras a interpretem de maneira completamente errada.

Por favor, leia Daniel capítulos 8 e 9 antes de iniciar este Guia de Estudo, e peça ao Espírito de Deus para guiá-lo na compreensão desta lição fenomenal.

1. Em visão, Daniel viu um carneiro de dois chifres que atingiu o oeste, norte e sul, conquistando cada animal que ele encontrava (Daniel 8:3, 4). O que é simbolizado pelo carneiro?

“Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da Pérsia.” (Daniel 8:20)

Resposta: O carneiro é um símbolo do reino mundial da Medo-Pérsia, que também era representado pelo urso de Daniel 7:5. As profecias dos livros bíblicos de Daniel e Apocalipse seguem o princípio de “repetir e expandir”, o que significa que eles repetem as profecias cobertas nos capítulos anteriores do livro e ampliam o assunto sobre elas. Esta abordagem traz clareza e certeza às profecias bíblicas.

2. Que impressionante animal Daniel viu logo depois?

“Mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei; O ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, mas não com a força dele.” (Daniel 8:21-22)

Resposta: Em seguida na visão de Daniel, um bode com um chifre enorme apareceu de repente, viajando a grande velocidade. Ele atacou e conquistou o carneiro. Então o grande chifre foi quebrado e quatro chifres surgiram em seu lugar. O bode peludo simbolizava o terceiro reino mundial, a Grécia, e o grande chifre simbolizava Alexandre, o Grande. Os quatro chifres que substituiram o grande chifre representam os quatro reinos em que o império de Alexandre foi dividido. Em Daniel 7:6, estes quatro reinos são representados pelas quatro cabeças da besta leopardo, que também simbolizam a Grécia. Estes símbolos são tão precisos que é fácil identificá-los na história.

3. De acordo com Daniel 8:8,9; havia de surgir um poder político-religioso especial, representado pelo chifre pequeno. O que é que o chifre pequeno representa?

Resposta: O chifre pequeno representa Roma. Alguns têm sugerido que o chifre pequeno representa Antíoco Epifânio, um rei selêucida que governou sobre a Palestina no século II aC e que interrompeu os serviços de culto judaico. Outros, incluindo a maioria dos líderes da Reforma, têm acreditado que o chifre pequeno representa Roma em ambas as formas pagã e papal. Vamos examinar a clara evidência da Bíblia para isso:

A. Em harmonia com a regra profética de “repetir e expandir,” Roma deve ser o poder representado aqui, porque ambos os capítulos 2 e 7 de Daniel apontam para Roma como o reino que segue a Grécia. Daniel 7:24-27 também estabelece o fato de que Roma, em sua forma papal será sucedido pelo reino de Cristo. O chifre pequeno de Daniel capítulo 8 se encaixa exatamente nesse padrão: Segue-se a Grécia e é finalmente e sobrenaturalmente destruído ou “quebrado sem mão” na segunda vinda de Jesus. (Compare com Daniel 8:25 Daniel 2:34).

B. Daniel capítulo 8, diz que os Medo-persas se “engrandeceriam” (v. 4), que os gregos se “engrandeceriam sobremaneira” (v. 8), e que o poder do chifre pequeno cresceria “… até alcançar o exército dos céus” (v.10). A história é muito clara na confirmação de que nenhuma nação ou reino que apareceu depois da Grécia “Cresceu até alcançar o exército dos céus”, a não ser Roma.

C. Roma estendeu seu poder ao sul (Egito), ao leste (Macedônia), e a “terra formosa” (Palestina), exatamente como a profecia previu (v. 9). Nenhum outro grande poder se encaixa neste ponto além de Roma.

D. Somente Roma levantou-se contra Jesus, “o príncipe do exército” (v. 11) e “Príncipe dos príncipes” (v. 25). Roma pagã O crucificou. Também destruíu o templo judaico. E Roma papal efetivamente propiciou que o ministério do santuário celestial fosse “destruído” (versículo 11) e “pisoteado” (versículo 13), substituindo o ministério essencial de Jesus, nosso Sumo Sacerdote no céu, por um sacerdócio terreno que pretende perdoar os pecados. Ninguém senão Deus pode perdoar pecados (Lucas 5:21). E Jesus é o nosso único Sacerdote ou Mediador (1 Timóteo 2:5).

4. Daniel 8 nos informa que este poder do chifre pequeno também destruiria muitos do povo de Deus (versículos 10, 24, 25) e lançaria a verdade por terra (versículo 12). Quando um santo perguntou quanto tempo o povo de Deus e o santuário celestial seriam pisoteados, qual foi a resposta de Deus?

“E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” (Daniel 8:14)

Resposta: A resposta do céu foi que o santuário no céu seria purificado, após 2.300 dias proféticos, ou 2.300 anos literais. (Guia de Estudo 15 dá uma explicação completa sobre o princípio profético dia-ano encontrado em Ezequiel 4:6 e Números 14:34.) Nós já aprendemos que a purificação do santuário terrestre era feita no antigo Israel no Dia da Expiação (Yom Kippur).

Nesse dia o povo de Deus era claramente identificado como Seu, e o registro de seus pecados era removido. Os ímpios que se agarravam ao pecado eram cortados para sempre de Israel. Assim, o acampamento era purificado do pecado.

O céu estava aqui garantindo a Daniel que o pecado e o poder do chifre pequeno não poderiam continuar a prosperar, controlar o mundo, e a perseguir o povo de Deus eternamente. Em vez disso, em 2.300 anos Deus iria intervir com o dia da expiação celestial, ou juízo, onde o pecado e os pecadores seriam identificados e depois removidos do universo para sempre. Assim, o universo será purificado do pecado. As injustiças contra o povo de Deus irão finalmente ser corrigidas, e a paz e a harmonia do Éden irão mais uma vez encher o universo.

5. Que ponto importante enfatizou repetidamente o anjo Gabriel?

“Entende, filho do homem, porque esta visão acontecerá no fim do tempo.” “Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao tempo determinado do fim.” “Tu, porém, cerra a visão, porque se refere a dias muito distantes.” (Daniel 8:17, 19, 26)

Resposta: Gabriel repetidamente afirmou que a visão dos 2.300 dias, envolvia eventos no fim dos tempos, que teve início em 1798, como aprendemos no Guia de Estudo 15. O anjo queria nos fazer compreender que a profecia dos 2300 dias, é uma mensagem que se aplica principalmente para todos nós que estamos vivendo no fim dos tempos da história da Terra. Portanto essa profecia têm um significado especial para nossos dias.

Introdução ao capítulo 9 de Daniel

Depois da visão de Daniel no capítulo 8, o anjo Gabriel veio e começou a explicar a visão para ele. Quando Gabriel chegou ao ponto dos 2.300 dias, Daniel entrou em colapso e ficou doente por algum tempo. Ele recuperou a sua força e continuou trabalhando nos negócios do rei, mas ficou muito preocupado com a parte inexplicável da visão – os 2.300 dias. Daniel orou fervorosamente por seu povo, os judeus que estavam em cativeiro na Medo-Pérsia. Ele confessou seus pecados e pediu a Deus para perdoar o seu povo. Daniel capítulo 9 começa com uma fervorosa oração do profeta de confissão e apelo à Deus.

Por favor, dedique algum tempo para ler Daniel 9 antes de prosseguir com este Guia de Estudo.

6. Enquanto Daniel estava orando, quem de repente o tocou e com qual mensagem (Daniel 9:21-23)?

Resposta: O anjo Gabriel o tocou e afirmou que ele tinha vindo para explicar o resto da visão descrita em Daniel, capítulo 8 (compare Daniel 8:26 com Daniel 9:23).

7. Quantos dos 2300 días seriam determinados (ou separados), para o povo de Daniel, os judeus, e sua capital, Jerusalém (Daniel 9:24)?

Resposta: Setenta semanas estavam “determinadas sobre”, ou separadas, para os judeus. As setenta semanas proféticas equivalem a 490 anos literais (70 x 7 = 490). O povo de Deus logo estaria retornando do cativeiro na Medo-Pérsia, e Deus cortaria 490 anos dos 2.300 anos e os daria para Seu povo escolhido como mais uma oportunidade de se arrependerem e servi-Lo.

8. Que evento e data marcaria o início das profecias dos 2.300 dias e dos 490 anos (Daniel 9:25)?

Resposta: O evento inicial foi um decreto do rei persa Artaxerxes autorizando o povo de Deus (que permanecia cativo na Medo-Pérsia) a retornar a Jerusalém e a reconstruir a cidade. O decreto, encontrado em Esdras capítulo 7, foi emitido em 457 aC – o sétimo ano do rei (v. 7) – e foi implementado no Outono. Artaxerxes começou o seu reinado em 464 aC.

9. O anjo disse que 69 semanas proféticas, ou 483 anos literais (69 x 7 = 483), descontados 457 aC nos levariam ao Messias (Daniel 9:25). Verdade?

Resposta: Sim, é verdade! Cálculos matemáticos mostram que temos 483 anos completos desde o outono de 457 aC até o outono de 27 dC. (Lembre-se que os anos antes de Cristo, aC, são calculados em sentido regressivo). A palavra “Messias” significa “ungido” (João 1:41). Jesus foi ungido com o Espírito Santo (Atos 10:38), no momento de seu batismo (Lucas 3:21, 22). Sua unção ocorreu no ano 15 do reinado de Tibério César (Lucas 3:1), que foi o ano 27 dC. E pensar que esta previsão foi feita 500 anos antes!

Então Jesus começou a pregar que “o tempo está cumprido” (referindo-se aos 483 anos que levariam ao Messias). Ele, portanto, de forma audível confirmou a profecia (Marcos 1:14, 15; Gálatas 4:4). Assim Jesus realmente começou Seu ministério referindo-se claramente a profecia dos 2300 dias, destacando a sua importância e precisão. Esta evidência impressionante e emocionante demonstra que:

A. A Bíblia é inspirada.
B. Jesus é o Messias.
C. Todas as outras datas nas profecias dos 2.300 dias / 490 anos são válidas. Que firme fundamento sobre o qual construir!

10. Consideremos agora os 483 anos descontados da profecia dos 490 anos. Há, uma semana profética restante; ou seja, sete anos literais, Daniel 9:26,27). O que acontece depois? Quando acontece?

Resposta: Jesus é “cortado” ou crucificado “no meio da semana”, três anos e meio depois de Sua unção na primavera de 31 dC. Por favor, observe como o evangelho é revelado no versículo 26: “E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo”.

Graças a Deus, quando Jesus foi cortado, não foi para si mesmo. Ele “que não cometeu pecado” (1 Pedro 2:22) foi crucificado por nossos pecados (1 Coríntios 15:3, Isaías 53:5). Foi com amor e boa vontade que Jesus ofereceu Sua inestimável vida para nos salvar do pecado. Aleluia, que sublime Salvador! O Sacrifício expiatório de Jesus é o coração dos capítulos 8 e 9 de Daniel.

11. Uma vez que Jesus morreu depois de três anos e meio, como Ele poderia “confirmar a aliança com muitos” por uma semana completa, como especifica a profecia de Daniel 9:27?

Resposta: A aliança é o Seu abençoado acordo para salvar as pessoas dos seus pecados (Hebreus 10:16, 17). Após o seu ministério de três anos e meio ter findado, Jesus confirmou a aliança através de Seus discípulos (Hebreus 2:3). Enviou-os primeiro para a nação judaica (Mateus 10:5, 6), porque o Seu povo escolhido ainda tinha três anos e meio restantes de sua oportunidade de 490 anos para se arrepender.

12. Quando o período de 490 anos da última oportunidade para a nação judaica terminou no outono de 34 dC, o que os discípulos fizeram?

Resposta: Eles começaram a pregar o evangelho a outras pessoas e nações do mundo (Atos 13:46). Estevão, um diácono justo, foi publicamente apedrejado em 34 dC. A partir dessa data os judeus, por terem rejeitado a Jesus e o plano de Deus, já não eram o povo ou nação escolhido de Deus. Em vez disso, Deus conta agora com pessoas de todas as nacionalidades que O aceitam e O servem como judeus espirituais. Eles se tornaram Seu povo escolhido – “herdeiros segundo a promessa.” Judeus espirituais, é claro, incluem também o povo judeu que individualmente aceita e serve a Jesus (Gálatas 3:27-29, Romanos 2:28, 29).

13. Depois de 34 dC, quantos anos da profecia dos 2.300 anos restaram? Qual é a data final para a profecia? O que o anjo diz que aconteceria naquela data (Daniel 8:14)?

Resposta: Havia 1.810 anos restantes (2.300 menos 490 = 1810). A data final para a profecia é 1844 (34 aC + 1810 = 1844). O anjo disse a Daniel que o santuário celestial seria purificado e que o julgamento celeste começaria. (O santuário terrestre foi destruído em 70 dC.) Aprendemos no Guia de Estudo 17 que o dia da expiação celestial, ou julgamento, foi marcado para o tempo final. Agora sabemos que a data de início é 1844. Deus estabeleceu esta data. Esta data é tão certa quanto a data de 27 dC, que indicava que Jesus era o Messias.

No fim dos tempos o povo de Deus deve estar anunciando esta grande verdade (Apocalipse 14:6, 7). Você se sentirá feliz e gratificado ao aprender os detalhes do juízo no Guia de Estudo 19. Nos dias de Noé, Deus declarou que o juízo do dilúvio ocorreria em 120 anos (Gênesis 6:3) – e isso aconteceu. Nos dias de Daniel, Deus afirmou que o julgamento do final dos tempos começaria em 2300 anos (Daniel 8:14) – e isso aconteceu. O julgamento de Deus no tempo do fim está em sessão desde 1844.

Significado de Expiação

A palavra inglesa para “expiação” = “atonement”, significa “at-one-ment”, isto é, o estado de chegar a ser de “um” pensamento, o estar de acordo. Denota harmonia do relacionamento.

Perfeita harmonia existia originalmente em todo o universo. Então Lúcifer, um anjo celestial brilhante (como aprendemos no Guia de Estudo 2), desafiou a Deus e Seus princípios de governo. Um terço dos anjos do céu se juntaram à rebelião de Lúcifer (Apocalipse 12:3, 4, 7-9).

Esta rebelião contra Deus e Seus princípios de amor é chamada de pecado na Bíblia (Isaías 53:6; 1 João 3:4). Traz angústia, confusão, caos, tragédia, decepção, tristeza, traição e todo tipo de mal. O pior de tudo, a sua pena é a morte (Romanos 6:23) – da qual não há ressurreição – no lago de fogo (Apocalipse 21:8). O pecado se espalha mais rápido e é mais letal do que o tipo mais letal de câncer. Ele colocou o próprio universo em perigo.

Então, Deus expulsou Lúcifer e seus anjos do céu (Apocalipse 12:7-9), e Lúcifer recebeu um novo nome – “Satanás”, que significa “adversário”. Seus anjos caídos são agora chamados de demônios. Satanás seduziu Adão e Eva;  e o pecado portanto, veio sobre todos os seres humanos. Que tragédia horrenda! O conflito devastador entre o bem e o mal tinha começado, e o mal parecia estar ganhando. A situação parecia sem esperança.

Mas, não! Jesus, o Filho de Deus - Deus mesmo, concordou em sacrificar sua vida para pagar a pena de morte por todos os pecadores (1 Coríntios 5:7). Ao aceitar o Seu sacrifício, os pecadores estariam, portanto, livres da culpa do pecado (Romanos 3:25). Este glorioso plano também incluía Jesus entrar na vida de uma pessoa quando convidado (Apocalipse 3:20) transformando-a em uma nova pessoa (2 Coríntios 5:17). Jesus forneceu o poder para resistirmos a Satanás e restaurar em cada pessoa convertida a imagem de Deus, Gênesis 1:26, 27; 08:29 romanos).

Esta bendita oferta de expiação inclui um plano para isolar o pecado e destruí-lo – incluindo Satanás e seus anjos caídos, além de todos os que se juntaram a ele na rebelião (Mateus 25:41, Apocalipse 21:8). Além disso, as informações completas a respeito de Jesus e Seu governo de amor e de Satanás e sua ditadura diabólica serão apresentadas para cada pessoa na terra para que todos possam tomar uma decisão inteligente e se alinhar tanto com Cristo ou com Satanás (Mateus 24:14, Apocalipse 14: 6, 7).

O caso de cada pessoa será examinado no tribunal celestial (Romanos 14:10-12), e Deus vai honrar a escolha de cada indivíduo em servir a Cristo ou a Satanás (Apocalipse 22:11, 12). Finalmente, depois de erradicar o pecado, o plano de Deus é a criação de novos céus e nova terra (2 Pedro 3:13, Isaías 65:17), onde o pecado nunca mais se levantará (Naum 1:9), e onde o Seu povo viverá por toda a eternidade (Apocalipse 21:1-5). O Pai e o Filho, então, morarão com seu povo, em perfeita alegria e harmonia para sempre.

Tudo isso está incluído no processo da “expiação”. Deus tem nos informado sobre isso na Sua Palavra e demonstrou nos serviços do santuário no Antigo Testamento, especialmente o dia da expiação. Jesus é a chave da expiação. Seu sacrifício de amor por nós no Calvário torna tudo isso possível. Livrar-se do pecado em nossas vidas e no universo só é possível por meio dEle (Atos 4:12). Não é de admirar que a tríplice Mensagem final do céu, dirigida ao mundo, chama a todos nós para adorá-Lo (Apocalipse 14:6, 7).

14. Por que alguns intérpretes da Bíblia separam a última semana (ou sete anos) dos 490 anos designados à nação judaica e o aplicam a obra do Anticristo no final da história do mundo?

Resposta: Esta é uma boa pergunta – “Por que alguém iria retirar os últimos sete anos dos 490 anos atribuído à nação judaica e aplicá-los ao final da história do mundo?”
Vamos analisar os fatos:

A. Não há nenhuma justificativa ou evidência qualquer para a inserção de uma lacuna em qualquer lugar entre qualquer um dos anos da profecia dos 490 anos. Ela é contínua, como foram os 70 anos de exílio do povo de Deus mencionado em Daniel 9:2.

B. Nas Escrituras um número específico de unidades (dias, semanas, meses, anos), que se aplica a um período de tempo, significa unicamente um conjunto contínuo ou consecutivo de unidades. O ônus da prova recai sobre aqueles que afirmam que qualquer período de tempo profético deve ser extraído e depois calculado.

C. O ano 27 dC (o ano do batismo de Jesus) era a data de partida para os últimos sete anos da profecia, o que Jesus enfatizou de uma só vez ao pregar: “O tempo está cumprido”. Marcos 1:15.

D. No momento da Sua morte na cruz, na primavera de 31 dC, Jesus clamou: “Está consumado”. O Salvador aqui refere-se claramente as previsões da Sua morte feitas em Daniel capítulo 9, tais como:

1. O “Messias” seria “cortado” ou crucificado (versículo 26).

2. Faria “cessar o sacrifício e a oferta de cereais”, morrendo por todos como o verdadeiro Cordeiro de Deus (versículo 27, 1 Coríntios 5:7; 15:3).

3. Ele iria “expiar a iniqüidade” (v. 24).
Não há autoridade bíblica ou evidência para retirar a última semana, ou sete anos, dos 490 anos atribuídos à nação judaica e aplicá-lo para o trabalho do Anticristo perto do fim da história do mundo. Mais grave, destacar os últimos sete anos da profecia dos 490 anos distorce o verdadeiro significado de muitas profecias nos livros de Daniel e Apocalipse fazendo com que as pessoas simplesmente não as possam entender corretamente. É por isso que Deus condena a interpretação particular da profecia, como esta teoria da lacuna de sete anos. Tais interpretações sempre levam as pessoas ao erro.

15. Você aceita o sacrifício expiatório de Cristo por sua vida e O convida para purifica-lo do pecado e tornar-se assim uma nova pessoa?

Resposta: ______________

Guia de Estudo Bíblico de autoria do Pr. Doug Batchelor, extraído do site Amazing facts. Crédito da Tradução: Blog Sétimo  Dia -https://setimodia.wordpress.com/

Fonte:  Blog Sétimo Dia

Os Pioneiros Adventistas e a Trindade

Uma das mais intensas discussões teológicas entre os adventistas nos últimos anos está relacionada à Trindade.1 Desde que alguns “descobriram” que os pioneiros da igreja não acreditavam nessa doutrina, muitos questionamentos têm sido levantados. A principal tese dos adventistas que rejeitam a Trindade é que somente após a morte de Ellen G. White, ocorrida em 1915, essa doutrina teria sido introduzida e aceita na denominação. Por isso, segundo eles, a igreja teria se desviado da verdade sustentada pelos pioneiros e se encontra em estado de apostasia.

Essas sérias acusações levantam algumas perguntas: Em que os pioneiros adventistas realmente acreditavam? Eles estavam corretos e nós estamos longe da verdade? Ou eles estavam errados e nós descobrimos a verdade? O que mostram os fatos históricos?

Este artigo divide a história da compreensão adventista sobre a Trindade durante a vida de Ellen G. White nos seguintes períodos: (1) Ênfase na rejeição da doutrina tradicional da Trindade (1846-1890); (2) Tensões sobre a personalidade do Espírito Santo (1890-1897); e (3) Ênfase na aceitação da doutrina bíblica da Trindade (1897- ).

Ênfase na rejeição da doutrina tradicional da Trindade (1846-1890) –
É fato bastante conhecido que os primeiros adventistas não aceitavam a doutrina da Trindade. Mas por que eles pensavam assim? Que motivos tinham para justificar essa posição?

Razões para a rejeição. Os pioneiros apresentavam basicamente duas razões para rejeitar essa doutrina. A primeira é o fato de que muitos credos protestantes definem a Trindade como uma essência “sem corpo ou partes”. Em outras palavras, Deus não era entendido como um ser pessoal, mas abstrato e fantasmagórico. Essa compreensão sobre a Trindade “espiritualiza a existência do Pai e do Filho como duas pessoas distintas, literais e tangíveis”.2 Os pioneiros argumentavam que esse conceito contradiz a Bíblia, pois ela apresenta Deus como um ser pessoal “tangível”, que “possui corpo e partes”.3

A segunda razão é uma consequência lógica da primeira: os credos não distinguem claramente as pessoas da Divindade. Na linguagem teológica tradicional, a palavra pessoa não tem o sentido atual de individualidade, mas indica uma “face” ou “manifestação”. Portanto, de acordo com essa compreensão da Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três pessoas distintas, mas três manifestações ou revelações da essência divina.4 “Trinitarianismo” era definido como a “doutrina de que o Pai, o Filho e o Espírito são unidos em uma e a mesma pessoa”.5

Os adventistas criam na “personalidade distinta do Pai e do Filho, rejeitando como absurdo o trinitarianismo, que insiste que Deus, Cristo e o Espírito Santo são três pessoas e, mesmo assim, uma só pessoa”.6

A conclusão é evidente: os pioneiros não rejeitavam o ensino bíblico sobre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, mas a Trindade como entendida pela teologia cristã em geral. Podemos entender facilmente esse fato ao nos lembrarmos de que palavras bíblicas como alma, inferno e predestinação têm um sentido para os adventistas e outro para a maioria dos cristãos. O mesmo ocorre com a palavra Trindade. Mas, embora os pioneiros rejeitassem a Trindade dos credos, eles não consideravam essa posição como “teste de caráter cristão”, isto é, exigência para ser membro da igreja.7

Ellen G. White e os pioneiros. Agora podemos entender por que Ellen G. White não reprovou seus contemporâneos adventistas por rejeitarem a Trindade. Ela concordava essencialmente com a posição deles e chegou a declarar que o Pai possui “a mesma forma” que Cristo
e é uma “pessoa” como Ele.8 Embora os pioneiros discordassem entre si quanto a detalhes a respeito da Divindade e não possamos aceitar cada frase escrita sobre o assunto, cremos que eles estavam essencialmente corretos sobre a Trindade.9

Após examinar o que os pioneiros escreveram sobre o tema, Jerry Moon, professor de História da Igreja na Universidade Andrews, chegou à conclusão de que “o ensino trinitariano [isto é, a doutrina da Trindade] dos últimos escritos de Ellen G. White não é a mesma doutrina que os primeiros adventistas rejeitavam”.10

Natureza do Espírito Santo. É interessante observar que, na argumentação dos pioneiros contra a Trindade, eles não negavam a personalidade do Espírito Santo. Ao contrário do que geralmente se pensa, eles não tinham uma posição definida sobre o assunto. Os “Princípios Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia” (1872) diziam simplesmente que “existe um Deus, um ser pessoal e espiritual”, que está “presente em toda parte por Seu representante, o Espírito Santo”. Essa declaração pode ser apoiada por aqueles que creem que o Espírito Santo é uma pessoa, bem como por aqueles que negam essa ideia.

Em 1877, ao escrever sobre a “personalidade do Espírito de Deus”, J. H.Waggoner argumentou que, como não existia entre os cristãos um consenso sobre o significado exato da palavra “pessoa”, ele considerava “inútil uma discussão a respeito” da personalidade do Espírito Santo. Waggoner advertiu que doutrinas devem ser definidas “somente quando as palavras das Escrituras são tão diretas” que ponham fim a toda discussão.11 No caso do Espírito Santo, isso não seria possível, já que a Bíblia não aplica a Ele a palavra “pessoa”. Entretanto, essa posição indefinida sobre o Espírito Santo seria modificada na década de 1890, quando Ellen G. White passou a usar o termo “pessoa” para se referir ao Espírito Santo.

Porém, os pioneiros tinham uma concepção bastante elevada sobre a posição do Espírito Santo. O hinário adventista continha diversos cânticos dirigidos a Ele (especialmente entre os números 136-167). Um deles tem as seguintes palavras: “Vem, Espírito Santo, vem; [...] então conheceremos, e adoraremos, e amaremos ao Pai, ao Filho e a Ti.”12 Um cântico bastante popular era a chamada “Doxologia”, que diz: “Louvai ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.”13 Ellen G. White aprovava o uso desse hino.14

Encontramos apenas um texto anterior a 1890 que argumenta contra a personalidade do Espírito Santo.15 Mas ele contradiz em vários aspectos o ensino adventista da época, pois afirma, por exemplo, que Cristo não é Deus e que o Espírito Santo não é digno de louvor. Esse texto expressa, obviamente, a opinião pessoal do autor, e não a compreensão dos adventistas em geral.

Tensões sobre a personalidade do Espírito Santo (1890-1897) – Entre 1890 e 1897, houve alguma discussão entre aqueles que acreditavam na personalidade do Espírito Santo e aqueles que negavam esse conceito.16 Em 1890, os editores da casa publicadora da Austrália já tinham uma compreensão definida sobre a “Trindade” como constituída por “Pai, Filho e Espírito Santo”.17 Um estudo bíblico intitulado “A Trindade” argumentava sobre os “três personagens distintos do Céu”.18 O livreto “A doutrina bíblica da Trindade”, publicado pela Pacific Press e que apresentava “o Deus único subsistindo e atuando em três pessoas”, 19 era recomendado pela Associação Geral 20.

Aparentemente em resposta a essa compreensão que se popularizava, Uriah Smith, em 1890, passou a escrever alguns artigos contra a personalidade do Espírito Santo. Quanto é de nosso conhecimento, essa posição foi expressa claramente apenas por ele e por T. R. Williamson. Apesar disso, Smith acreditava que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são “os três grandes agentes”21 ou “os três agentes”22 que realizam a obra da salvação.

Uriah Smith chegou a argumentar que, como “na fórmula batismal [Mt 28:19], o nome ‘Espírito Santo’ é associado aos nomes do Pai e do Filho”, pode “apropriadamente ser posto como parte da mesma trindade no hino de adoração ‘Louvai ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo’”.23 Embora Smith provavelmente nunca tenha aceitado a personalidade do Espírito Santo, ele não O considerava apenas um atributo de Deus.

Ênfase na aceitação da doutrina bíblica da Trindade (1897- ) – Em 1896, após ouvir sermões de W. W. Prescott e H. C. Lacey sobre a personalidade do Espírito Santo, Ellen G. White reconheceu como correta essa compreensão.24 A partir desse ano, ela passou a descrever repetidas vezes o Espírito Santo como “a terceira pessoa da Divindade”25 e uma das “três pessoas vivas pertencentes ao trio celestial”.26

Esses e outros textos de Ellen G. White foram decisivos para levar os adventistas a estudar mais profundamente a Bíblia e a chegar a uma posição definida a respeito das três pessoas da Divindade. Essas declarações de Ellen G. White sobre o assunto foram publicadas durante sua vida27 e eram conhecidas por seus contemporâneos. Estudos a respeito da Trindade e do Espírito Santo frequentemente citavam as declarações em que ela fala sobre “a terceira pessoa da Divindade”28 e as “três pessoas” do “trio celestial”. 29

Em resultado dos textos de Ellen G.White e principalmente do estudo da Bíblia, publicações sobre a Trindade e a personalidade do Espírito Santo se tornaram comuns entre os adventistas a partir de 1897. Desde então, os poucos que haviam argumentado contra a personalidade do Espírito Santo (inclusive Uriah Smith), nunca mais o fizeram. A doutrina da Trindade passou a ser defendida em consenso pelos adventistas.

Em nossa pesquisa foram localizados mais de 400 textos escritos entre 1897 e 1915 que mencionam explicitamente a existência das três pessoas da Divindade. A seguir, está uma pequena amostra do que foi escrito a respeito do tema durante a vida de Ellen G. White.

Publicações em geral. A. G. Daniells, então presidente da Associação Geral, acreditava que o Espírito Santo é “a terceira pessoa da Divindade” e “o sucessor e representante do Salvador”.30 S. N. Haskell, importante pioneiro e ministro ordenado em 1870, argumentou que o Espírito Santo não é “o anjo Gabriel”, porque “o Espírito Santo é uma [pessoa] da Trindade”.31 O hinário Christ in Song continha uma seção intitulada “Louvor à Trindade”.32
R. Hare, num artigo intitulado “A Trindade”, argumentou que a Divindade é formada pelas “três pessoas vivas do trio celestial”. 33 Em outro artigo com o mesmo título, W. R. French defendeu que “a Divindade é composta por três seres pessoais”.34 Entre 1909 e 1910, a Sociedade dos Missionários Voluntários (antecessora do Clube de Desbravadores) estudou “as grandes doutrinas da Palavra de Deus”. 35 De acordo com a primeira lição, intitulada “A Trindade”, existem “três pessoas” que “constituem a Divindade” e “o Espírito Santo é a terceira pessoa na santa Trindade”.36 F. W. Spies, então líder-geral da igreja no Brasil, escreveu: “Jesus declarou formal e categoricamente que o Espírito Santo [é] a terceira pessoa da Divindade (Mt 28:19).”37

Diversas séries sobre a Trindade foram desenvolvidas durante o período em consideração. Entre 1897 e 1901, foram publicados na Review and Herald muitos artigos extraídos do periódico The King’s Messenger, que enfatizavam a personalidade do Espírito Santo. M. E. Steward elaborou uma série de artigos intitulados “A Divindade – Deus, o Pai”; “A segunda pessoa da Divindade – Jesus Cristo”; e “A terceira pessoa da Divindade – o Espírito Santo”.38 G.B. Thompson publicou em periódicos algumas séries sobre a personalidade e obra do Espírito Santo, que depois foram lançadas em formato de livro.39

Ensino teológico e evangelismo. Em 1906, H. C. Lacey, professor de Teologia no Duncombe Hall Training College (atual Newbold College, Inglaterra), explicou que “a natureza e o caráter do Deus triúno” era assunto estudado em suas aulas e se constituía num dos “principais pontos de fé que compõem o sistema de crenças dos adventistas”.40

O. A. Johnson, do Walla Walla College (atual Universidade Walla Walla, EUA), escreveu o livro-texto Bible Doctrines. No capítulo “A Divindade”, ele argumenta que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são as “três pessoas” que “constituem a Divindade” ou “Trindade”.41

O contato evangelístico com não cristãos ilustra a compreensão adventista sobre a Divindade. J. L. Shaw, um dos mais destacados evangelistas da época, aconselhou que, nos primeiros contatos com os muçulmanos, deveria ser “evitada a apresentação da Trindade, especialmente em público”.42 Mas a doutrina era ensinada durante o processo de evangelização. F. C. Gilbert, judeu converso, passou a crer na existência das “três pessoas da Divindade: Pai, Filho e Espírito Santo”, que formam a “Trindade”.43

Declarações de crenças. Vários textos que apresentam de forma representativa a doutrina da igreja confirmam que, no início do século 20, os adventistas compreendiam o ensino bíblico sobre as três pessoas da Divindade. Em 1907, a seção de consultoria doutrinária da Signs of the Times afirmou que, “sem dúvida, [os adventistas] creem que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Divindade”.44

F. M. Wilcox, editor da Review and Herald, escreveu que, entre “os principais pontos de fé mantidos por esta denominação”, estava a “Trindade divina”, que inclui o “Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade”.45 O livro Bible Readings, a mais representativa exposição da doutrina adventista até então publicada, conclui que o Espírito Santo é uma das “três pessoas da Divindade” e “a terceira pessoa da Divindade”.46 O órgão geral da igreja no Brasil explicou que “os adventistas do sétimo dia creem” na “Trindade da Divindade” e na “personalidade do Espírito Santo”.47

Conclusão – Os primeiros adventistas rejeitavam corretamente a Trindade dos credos, que apresenta um Deus “sem corpo ou partes” e não distingue claramente as pessoas da Divindade. Os pioneiros não tinham uma posição definida sobre a personalidade do Espírito Santo, mas essa situação mudou na década de 1890, por influência de Ellen G. White. No início do século 20, o ensino bíblico sobre as três pessoas da Divindade já era considerado um dos “principais pontos de fé” do “sistema” teológico adventista, uma das “grandes doutrinas da Palavra de Deus” e um dos “principais pontos de fé” da igreja.

A partir de 1897, tornou-se abundante a literatura adventista sobre a Trindade e a personalidade do Espírito Santo. Não eram declarações incidentais e esporádicas, mas frequentes, extensas e em consenso sobre o assunto. Documentos históricos mostram que, nos primeiros anos do século 20, a Igreja Adventista do Sétimo Dia já tinha uma posição consolidada sobre as três pessoas da Divindade.

Os adventistas não aceitaram a Trindade por meio de algum líder da igreja há poucas décadas, mas pelo estudo da Bíblia e por influência de Ellen G. White, há mais de cem anos. Se a Trindade fosse uma doutrina falsa, por que Ellen G. White não reprovou seus contemporâneos que escreveram tão extensamente e em consenso sobre o tema a partir de 1897?

Estamos convictos de que, em vez de ter ocorrido uma apostasia, o Senhor guiou a igreja na compreensão da verdade bíblica e cumpriu Suas promessas: “A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4:18); “Quando o Espírito da verdade vier, Ele os guiará a toda a verdade” (Jo 16:13, NVI).

Referências
1. Recursos para o tema deste artigo podem ser encontrados nas apresentações em PowerPoint “Os adventistas e a Trindade” e “Mitos e fatos sobre a Trindade na Igreja Adventista”, disponíveis em www.downloads.criacionismo.com.br. A maior parte das fontes históricas citadas pode ser encontrada no site dos arquivos da Associação Geral: www.adventistarchives.org/DocArchives.asp.
2. Tiago White, “Letter from Bro. White”, The Day-Star, 24 de janeiro de 1846, p. 25.
3. A. C. Bordeau, “The Hope That is in You”, Review and Herald (daqui em diante, RH), 8 de junho de 1869, p. 185, 186.
4. Veja Roger E. Olson e Christopher A. Hall, The Trinity (Grand Rapids, MI / Cambridge: Eerdmans, 2002); Norman Geisler, Teologia Sistemática, v. 1 (Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2009).
5. William C. Gage, “Popular Errors and Their Fruits. No. 3”, RH, 29 de agosto de 1865, p. 101.
6. W. H. Littlejohn, “Scripture Questions. 96 – Christ Not a Created Being”, RH, 17 de abril de 1883, p. 250.
7. Tiago White, “Christian Unity”, RH, 12 de outubro de 1876, p. 112.
8. Primeiros Escritos, p. 54, 77.
9. Para uma comparação entre a doutrina bíblica e a doutrina tradicional da Trindade, veja Woodrow Whidden, Jerry Moon e John W. Reeve, A Trindade: Como entender os mistérios da pessoa de Deus na Bíblia e na história do cristianismo (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2003), p. 188-198; Fernando L. Canale, “Doutrina de Deus”, em Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), p. 105-159; Norman R. Gulley, Systematic Theology: Doctrine of God (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, a ser publicado).
10. Jerry Moon, “The Quest for a Biblical Trinity: Ellen White’s ‘Heavenly Trio’ Compared to the Traditional Doctrine”, Journal of the Adventist Theological Society, primavera de 2006, p. 142 (ênfase no original).
11. J. H. Waggoner, “The Gifts and Of ces of the Holy Spirit – No.1”, RH, 23 de setembro de 1875, p. 89 (ênfase acrescentada).
12. General Conference Association of the Seventh-day Adventists, The Seventh-day Adventist Hymn and Tune Book for Use in Divine Worship (Battle Creek, MI: Review and Herald /Oakland, CA: Paci c Press, 1888), p. 55.
13. Ibid., p. 86. Esse hino corresponde ao nº 581 do atual Hinário Adventista.
14. RH, 4 de janeiro de 1881; Carta 57, 1897.
15. D. M. Canright, “The Holy Spirit not a Person, but an Influence Proceeding from God”, RH, 25 de julho de 1878, p. 218, 219, 236.
16. Para estudo mais detido desse e do período seguinte, veja Matheus Cardoso, “A doutrina da Trindade na Igreja Adventista do Sétimo Dia (1890-1915)”, Kerygma, 2º semestre de 2011, disponível em www.unasp-ec.com/kerygma.
17. “Queries”, Bible Echo and Signs of the Times, 15 de dezembro de 1891, p. 376.
18. Charles L. Boyd, “The Trinity”, Bible Echo and Signs of the Times, 15 de outubro de 1890, p. 315.
19. Samuel T. Spear, “The Bible Doctrine of the Trinity”, Bible Student’s Library, nº 90 (março de 1892), p. 14.
20. Seventh-day Adventist Year Book (General Conference Association of Seventh-day Adventists, 1893), p. 95.
21. Uriah Smith, “The Spirit of Prophecy and Our Relation to It” General Conference Daily Bulletin, 14 de março de 1891, p. 147.
22. Ibid., “Begging the Question”, RH, 10 de abril de 1894, p. 232.
23. Idem, “696. Worshiping the Holy Spirit”, RH, 27 de outubro de 1896, p. 685.
24. Gilbert Valentine, W. W. Prescott: Forgotten Giant of Adventism’s Second Generation (Hagerstown, MD: Review and Herald, 2005), p. 121, 122, 129.
25. Carta 8, 1896; Special Testimonies for Ministers and Workers, n° 10, p. 25 (publicado em 1897); Special Testimonies, série A, nº 10, p. 37 (publicado em 1897); O Desejado de Todas as Nações, p. 671 (publicado em 1898); Signs of the Times, 1° de dezembro de 1898;
RH, 19 de maio de 1904; Southern Watchman, 28 de novembro de 1905; Signs of the Times australiana, 4 de dezembro de 1911.
26. Special Testimonies, série B, nº 7, p. 62, 63 (publicado em 1906); Bible Training School, 1° de março de 1906.
27. “Original Sources for Ellen White’s Statements on the Godhead Printed in Evangelism, pp. 613-617” (Ellen G. White Estate, 2003); Tim Poirier, “As declarações trinitarianas de Ellen G. White: o que ela realmente escreveu?”, Parousia, 1º semestre de 2006, p. 27-46.
28. R. A. Underwood, “The Holy Spirit a Person”, RH, 17 de maio de 1898, p. 310, 311; A. T. Robinson, “The Holy Spirit”, Australian Union Conference Record, 1º de maio de 1900, p. 2.
29. R. Hare, “The Trinity”, Australian Union Conference Record, 19 de julho de 1909, p. 2; W. R. French, “The Trinity”, RH, 19 de dezembro de 1912, p. 5, 6.
30. A. G. Daniells, “The Ministry of the Holy Spirit”, RH, 22 de novembro de 1906, p. 6.
31. S. N. Haskell, “Is Gabriel the Holy Spirit?”, Bible Training School, junho de 1907, p. 10.
32. Franklin E. Belden, org., Christ in Song for All Religious Services, 2ª edição (Washington, DC: Review and Herald, 1908), p. vi.
33. R. Hare, “The Trinity”, Australian Union Conference Record, 19 de
julho de 1909, p. 2.
34. W. R. French, “The Trinity”, RH, 19 de dezembro de 1912, p. 5, 6.
35. “Study for the Missionary Volunteer Society”, Youth’s Instructor, 5 de outubro de 1909, p. 11.
36. “Society Studies in Bible Doctrines, Lesson I – The Trinity”, Youth’s Instructor, 19 de outubro de 1909, p. 12, 13.
37. F. W. Spies, “O Espirito [sic] Santo – Seus dons e manifestações”, Revista Mensal (atual Revista Adventista), maio de 1913, p. 1 (grafia atualizada).
38. M. E. Steward, “The Divine Godhead – God, the Father”, RH, 15 de dezembro de 1910, p. 8; ibid., “The Second Person of the Godhead – Jesus Christ”, RH, 22 de dezembro de 1910, p. 5; idem, “The Third Person of the Godhead – the Holy Spirit”, RH, 29 de dezembro de 1910, p. 4, 5.
39. G. B. Thompson, The Ministry of the Spirit (Washington, DC: Review and Herald, 1914).
40. H. Camden Lacey, “The Bible Classes”, The Missionary Worker, 6
de junho de 1906, p. 91.
41. O. A. Johnson, Bible Doctrines Containing 150 Lessons (College Place, WA: Press of Walla Walla College, 1910), p. 13, 15-17.
42. J. L. Shaw, “Workers for Moslems and Best Methods of Approach”, RH, 18 de maio de 1911, p. 10.
43. F. C. Gilbert, Practical Lessons from the Experience of Israel for the Church of Today (South Lancaster, MA: South Lancaster Printing Company, 1902), p. 242, 246.
44. M. C. Wilcox, “2089. – The Holy Spirit”, Signs of the Times, 22 de maio de 1907, p. 322.
45. F. M. Wilcox, “The Message for Today”, RH, 9 de outubro de 1913, p. 21.
46. Bible Readings for the Home Circle: A Topical Study of the Bible, Systematically Arranged for Home and Private Study (Washington, DC: Review and Herald, 1914), p. 182.
47. “A nossa crença”, Revista Mensal, maio de 1920, p. 11 (grafia atualizada)

MATHEUS CARDOSO é editor-assistente dos livros do Espírito de Profecia na Casa Publicadora Brasileira. Texto publicado na RA de Ago/2011.

Fonte:  Blog Sétimo Dia

Por que Devo Pregar o Evangelho?

Paulo diz, em Romanos 2:14-16, que os gentios serão julgados por aquilo que a consciência lhes disse. E que eles “servem de lei para si mesmos” (Rm 2:14). Então, por que pregar o Evangelho às pessoas? Precisariam um indígena, um pagão africano ou um budista, por exemplo, ouvir o evangelho para ser salvo?

Essa é uma questão que intriga muitos cristãos. Mas, com base na Bíblia, podemos ver pelo menos dez razões para cumprir o “Ide” de Cristo. Devo pregar o Evangelho porque:

1. Cristo ordenou. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). Uma vez que Ele mandou, deve haver razões para isso. Do contrário, Ele não teria mandado.

2. Contribui para a minha própria salvação. “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2:12), é o conselho do apóstolo Paulo. Ao pregar para os outros sobre a vida eterna, eu mesmo não desejarei ficar fora dela.

3. O Evangelho apresenta um correto conceito sobre Deus, que, acima de tudo, é amor. “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1 Jo 4:8). O conceito de um Deus que ama Suas criaturas a ponto de morrer por elas não está presente nas religiões pagãs. Mesmo entre os cristãos, muitos vêem Deus como um ser duro, juiz severo, pronto a punir pelo menor erro cometido.

4. Com a pregação do Evangelho, começa a restauração da imagem de Deus em quem o aceita: “Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5:8). “E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas” (Cl 1:21). Pela aceitação do Evangelho, a imagem de Deus já começa a ser restaurada no ser humano e há grande melhora na qualidade de vida de quem o aceita: canibais se tornam seres ternos e amáveis; pessoas sujas, doentes e quase sem nenhuma higiene se tornam limpas e saudáveis; o medo dos deuses e dos espíritos dá lugar à adoração a Deus pelo amor, etc.

5. A pregação do Evangelho prepara o mundo para o fim: “E será pregado este Evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24:14). Obviamente, Deus não ficará como nosso refém quanto a vir ao mundo somente quando pregarmos o Evangelho. Se não o fizermos, Ele empregará outros meios e outras pessoas. O fato é que a pregação do Evangelho prepara as pessoas para os eventos finais da história deste mundo.

6. A pregação do Evangelho é a regra pela qual as pessoas conhecem o plano da salvação e podem ser salvas: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:19, 20). Um indígena ou pagão que morre sem conhecer o Evangelho será salvo ou se perderá de acordo com a luz que teve quanto ao certo e errado (Rm 2:14, 15), mas essa é a exceção ao plano normal de Deus quanto à salvação. A exceção só confirma a regra.

7. Ajuda-me a ser altruísta e a cumprir o mandamento “Amarás o teu próximo, como a ti mesmo” (Mc 12:31). O que desejo para mim (salvação, vida eterna, uma pátria celestial, reencontro com os entes queridos mortos, etc.) devo desejar também para meu semelhante.

8. Faz-me empático e parecido com Deus, o qual “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2:4). Ao pregar, engajo-me na mesma obra salvífica de Deus. Que privilégio o dos pregadores do Evangelho!

9. Pela pregação do Evangelho, o reino de Cristo invade o reino de Satanás, limitando, e mesmo quebrando, o poder desse inimigo sobre os pecadores. “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor” (Cl 1:13).

10. A palavra de um pecador convertido tem mais credibilidade para outro pecador do que as palavras de um anjo de Deus, pois anjos não conhecem, por experiência, as lutas, tentações e limitações de um ser humano. São os seres humanos que devem ser “embaixadores de Deus”. “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2Co 5:20). Também somos “carta de Cristo”: “Estando já manifestos como cartade Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2Co 3:3).

O papel de “embaixador” e “carta” é dado aos seres humanos, e não a anjos, que nunca pecaram.

Como está você no assunto da pregação do Evangelho? Engajado? Se não, por quê? A verdade é que Deus não tem outra boca a não ser a nossa, outros pés que não os nossos, outras mãos que não as nossas. Ele poderia pregar o Evangelho mais rapidamente e melhor por outros meios, mas Ele prefere contar com você.

Por Ozeas C. Moura, doutor em Teologia Bíblica e professor de teologia no Salt/Unasp, Campus Engenheiro Coelho, SP. 

Fonte:  Blog Sétimo Dia

Ensina a Bíblia o Tormento no Inferno?

Parece-me que, na história do rico e Lázaro (Lc 16:19-31), está claro que o destino dos ímpios é o tormento eterno no inferno. É isso mesmo que ela ensina?

Alguns não vêem a história do rico e Lázaro como parábola, pois são citados nomes próprios, como Lázaro e Abraão, diferentemente da parábola da ovelha perdida (Lc 15:3-7) e de outras em que não são citados nomes próprios.

Deve-se dizer que a história do rico e Lázaro é a única que contém dois nomes próprios – Lázaro e Abraão. Nas demais parábolas, não aparecem nomes próprios, mas essa regra tem essa única exceção. Caso essa história não fosse parábola, seria também citado o nome do rico, não é verdade? Vejamos alguns detalhes que indicam ser essa história uma parábola:

1. Ela começa como parábola: “Havia certo homem rico que…” (Lc 16:19). As outras parábolas começam de maneira igual ou parecida.

Veja: “Qual, dentre vós, é o homem que…” (Lc 15:4); “Qual é a mulher que…” (Lc 15:8); “Certo homem…” (Lc 15:11); “Havia um homem rico que…” (Lc 16:1); “Havia em certa cidade um juiz que…

Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que…” (Lc 18:2,3); “Dois homens subiram ao templo…” (Lc 18:10)

2. Ela termina como parábola, com a lição a ser extraída pelos ouvintes, lição introduzida geralmente por algum tipo de exortação ou afirmação categórica: “Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que…” (Lc 16:31).

Veja como terminam outras parábolas: “Digo-vos que…” (Lc 15:7; 18:8, 14); “Eu vos afirmo que…” (Lc 15:10); “Entretanto, era preciso que…” (Lc 15:32); “Eu vos recomendo… para que…” (Lc 16:9).

3. Em parábolas (histórias fictícias), coisas que normalmente não acontecem podem acontecer. No caso desta, mortos estão conscientes e falam, o que, de acordo com a Bíblia, os mortos não podem fazer (SI 115:17; 146:4; Ec 9:5,6, etc). É interessante que a própria parábola diz que haverá ressurreição (Lc 16:31), ocasião em que cada pessoa morta voltará à vida para receber a recompensa – vida eterna ou aniquilação final.

Uma vez que os mortos não têm consciência, mas estão dormindo (Jo 11:11-14) nos túmulos (Jo 5:28, 29), por que, então, contou Jesus essa parábola? Deve-se dizer, primeiramente, que, bem antes de Jesus, os judeus haviam sido influenciados pela cultura grega (helenização) e muitos haviam absorvido crenças gregas, como a imortalidade da alma e a de um inferno de fogo e tormentos. Jesus, então, Se aproveita dessa crença e lhe conta uma parábola, com o fim de ensinar pelo menos quatro lições:

1. Para corrigir a crença judaica de que os sofrimentos desta vida são sempre resultado de uma vida de pecado (cf. jo 9:2). Com certeza, os judeus mal interpretavam as bênçãos e as maldições de Deuteronômio 28: esta parte da Bíblia mostra a regra de que as coisas irão bem para o obediente e mal para o desobediente – mas essa regra tem tantas exceções! Por essa maneira de ver as coisas, o normal seria que o pobre e doente Lázaro (considerado ímpio e amaldiçoado) fosse para um lugar ruim, e o rico (tido como justo e abençoado) fosse para um lugar bom, quando ambos deixassem esta vida. Mas o que fez Jesus?

Inverteu a ordem “natural” das coisas: pôs o rico num lugar horrível e de tormentos e Lázaro num lugar bom, chamado “seio de Abraão” (Lc 16:22, 23).

Ao fazer isso, Jesus queria dizer que nem sempre doença e pobreza são o resultado de uma vida injusta, e que saúde e riqueza nem sempre são indicativos de que uma pessoa é justa. Não fosse assim, o que dizer da doença de Jó (Jó 2:7,8) e da pobreza de Jesus, que não tinha nem “onde reclinar a cabeça” (Mt 8:20)?

Seriam o patriarca Jó e o Senhor Jesus pessoas injustas e amaldiçoadas? É óbvio que não!

2. Para dizer que quem vive egoisticamente nessa vida não pode esperar a vida de bem-aventurança – a vida eterna. É verdade que boas obras não salvam, mas elas demonstram o quanto amamos a Deus e, por conseqüência, os filhos desse Deus, nossos irmãos. Como diz João: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. [...] pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, quem não vê” (ljo 4:8, 20). Ou seja, uma pessoa sem amor está desabilitada para viver no Céu.

3. Para dizer que, com a morte, o destino está fixado, e que tudo o que alguém tem que fazer quanto à sua salvação ele tem de fazê-lo enquanto está vivo. Depois da morte, estará posto o “grande abismo” (Lc 16:26), que separa salvos e perdidos, o abismo da impossibilidade: quem está perdido não tem mais chance de salvação e quem está salvo não corre mais o risco de perdê-la (e nem desejaria isso). A Escritura é clara: Agora é o dia da oportunidade; hoje é o dia da salvação (2Co 6:2).

4. Para dizer que tudo o que é necessário para alguém se salvar ele o tem na Palavra de Deus, representada por “Moisés e os Profetas” (Lc 16:28-31). Se as pessoas não ouvem a Bíblia, de nada adianta enviar um morto ressuscitado para falar com elas. Isso é exemplificado no caso do outro Lázaro, irmão de Maria e Marta. Mesmo tendo presenciado a ressurreição dele, muitos judeus não se convenceram de que Jesus era o Messias.

Ao contrário: foram contar aos sacerdotes, os quais fizeram planos de matar não somente Lázaro, mas também o autor da ressurreição dele, o Senhor Jesus Cristo (Jo 11:46,47; 12:9-11).

Em face dessas lições, deveríamos nos perguntar: Tenho a errônea concepção de que todo sofrimento desta vida é resultado de uma vida de pecado? Estou aproveitando o dia de hoje, o momento presente, para acertar minha vida com Deus?

Por Ozeas C. Moura, doutor em Teologia Bíblica e professor de Teologia no Salt/Unasp.

O arrependimento de Satanás

Será que satanás poderá se arrepender? Deus queria muito que isso tivesse acontecido, porém, segundo a Bíblia, Lúcifer foi tão longe que o coração dele já está endurecido pelo pecado.

Vemos isso em Apocalipse 20:7-9. O texto diz que, mesmo após 1000 anos de isolamento dele na terra (vazia – Jr 4:23-28), reunirá os ímpios ressuscitados para incentivá-los a “tomar” a Cidade Santa de Deus, que descerá do céu com os justos (cf. Ap 21:2. Eles terão ido para lá por ocasião da segunda vinda de Cristo – 1Ts 4:13-18)

Isso demonstra que o caráter dele não mudará e que, portanto, ele se afastou tanto de Deus que cometeu o “pecado contra o Espírito Santo”, registrado em Mateus 12:31, 32 e Marcos 3:28, 29 (Alguns estudiosos dizem que o “pecado para a morte”, em 1Jo 5:16, é este pecado).

É por isso que a Bíblia nos adverte, em Hebreus 3:13, a termos muito cuidado com a rebeldia, pois, se ela fez um “anjo de luz” (Is 14:12-14) ir longe demais (Ez 28:15-17), imagine o que poderá fazer conosco! Diz o texto de Hebreus: “pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama

Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.”

Depois que ele foi expulso do céu (como lemos em Ap 12:7-9), ele já havia recebido todas as oportunidades possíveis. Por isso, quando foi jogado para a Terra (Ap 12:12; Lc 10:18), o destino dele já estava selado, pois, ele escolheu assim (afinal, Deus não “predestinou” Lúcifer para ele se transformar em diabo, não acha?)

Deus sempre dá uma segunda chance

Oportunidades não faltaram a Lúcifer. Podemos ter certeza disso. Afinal, a Bíblia ensina que “Deus é amor” (1Jo 4:8, 16), que Ele tem “prazer na misericórdia” (Mq 7:19) e que o Criador é “[...] Deus compassivo e cheio de graça, paciente e grande em misericórdia e em verdade”. Além disso, Ele se alegra em ver que o indivíduo, por mais perverso que seja, se converta e viva (Ez 18:23, 32).

Por isso, Ellen White pôde acertadamente escrever, sob inspiração Divina:

“Deus, em Sua grande misericórdia, suportou longamente a Satanás. Este não foi imediatamente degradado de sua posição elevada, quando a princípio condescendeu com o espírito de descontentamento, nem mesmo quando começou a apresentar suas falsas pretensões diante dos anjos fiéis. Muito tempo foi ele conservado no Céu. Reiteradas vezes lhe foi oferecido o perdão, sob a condição de que se arrependesse e submetesse.” (O Grande Conflito, p.p. 495, 496).

Deus nos dá as mesmas oportunidades para arrependimento e mudança de nossos conceitos religiosos equivocados, que podem nos levar à perdição eterna. Iremos aproveitar as oportunidades que o Espírito Santo nos oferece todos os dias?

“[...] Como diz o Espírito Santo: “Se hoje vocês ouvirem a voz de Deus, não sejam teimosos [...]” (Hb 3:7, 8, Nova Tradução Na Linguagem de Hoje).

 leandroquadros

Fonte: novotempo.com/namiradaverdade

sábado, 5 de novembro de 2011

Está faltando diálogo?

O Dr. Willard Harley é o autor das dicas que postei esta semana sobre como ser um homem e uma mulher “irresistíveis”. Transcrevo aqui uma lista que ele criou com sugestões para que os cônjuges melhorem o relacionamento através do diálogo. Veja como são importantes:

1 – Lembrem-se de como as coisas eram quando vocês namoravam. Vocês dois ainda precisam demonstrar o mesmo grau de interesse um pelo outro e pelas coisas que cada um tem para dizer, especialmente sobre os seus sentimentos.

2 – A mulher tem grande necessidade de conversar sobre suas preocupações e seus interesses com alguém que, na sua percepção, se importa muito com ela.

3 – Homem, se o seu trabalho exige que você fique fora de casa à noite ou durante dias, pense na possibilidade de mudar de emprego. Se não for possível,  descubra formas de restaurar a intimidade do seu casamento cada vez que você retornar depois de um período de ausência, de modo que sua esposa se sinta à vontade com você novamente (se é a esposa que passa mais tempo viajando, o mesmo princípio deve ser usado).

4 – Adquira o hábito de passar quinze horas por semana a sós com o seu cônjuge, dando a ele atenção exclusiva. Use a maior parte desse tempo para uma conversa natural, mas significativa.

5 – Lembre-se de que a maioria das mulheres se apaixona por homens que reservam um tempo para conversar e trocar afeto com elas. E elas permanecem apaixonadas por homens que continuam a satisfazer estas suas necessidades.

6 – As preocupações financeiras não devem interferir na hora do diálogo. Se vocês não têm um tempo para estar a sós e conversar, as suas prioridades não estão sendo planejadas corretamente.

7 – Nunca usem a conversa como forma de ferir (ridicularizar, xingar, blasfemar ou ironizar). A conversa deve ser construtiva, não destrutiva.

8 – Nunca use a conversa para forçar seu cônjuge a concordar com o seu modo de pensar. Respeite os sentimentos e opiniões do outro, especialmente quando forem diferentes.

9 – Nunca usem a conversa para ficar relembrando os erros que o cônjuge cometeu no passado. Do mesmo modo, evitem persistir nos erros do presente.

10 – Procurem interessar-se pelos assuntos favoritos um do outro.

11 – Aprendam a equilibrar a sua conversa. Evitem interrupções e tentem dar um ao outro o mesmo tempo para falar.

12 – Usem a conversa para informar, descobrir e compreender um ao outro.

Quando você atende à necessidade de sua esposa pelo diálogo, vocês compreendem-se mutuamente de forma mais clara e aprendem o que fazer para atender às necessidades um do outro. Isso possibilita que ambos façam depósitos no Banco do Amor, o que cria e sustenta o amor romântico. O diálogo é uma habilidade necessária se vocês querem ser irresistíveis um para o outro.

(Do livro “Ela precisa Ele deseja” – Editora Candeia)


Fonte: novotempo.com Blog do Amilton Menezes

O Sábado, Perdeu-se no Tempo?

Para o Sábado perder-se no tempo, necessário seria esfacelar a semana, porém não há a mínima prova “em favor da rotura do ciclo semanal através da história. Apenas afirmações vagas, imprecisas, hipotéticas”.
Verdade é que, ao tempo do dilúvio, dos patriarcas, dos profetas, e mesmo no “período anárquico dos Juízes”, a semana tem-se mantido intacta, inviolável. É um espaço de tempo que corre sobre sete trilhos intermináveis.

Consequentemente, o Sábado não se perdeu na era pré-cristã, porque a semana se manteve intacta. Em nossa época jamais se perderia. Sabe, irmão, é humanamente impossível alguém provar que o Sábado perdeu-se no tempo; é uma tarefa impraticável, mesmo que, para tal, se valha de todas as Enciclopédias, museus e da ciência, sabe por quê? Porque a semana nunca perdeu sua continuidade. Sempre teve o primeiro dia, seguido dos demais, até chegar ao sétimo que é o Sábado, ininterruptamente, através dos séculos, até hoje.

Veja como é irrazoável a afirmação de que se perdeu a contagem dos dias:

“Uma simples pessoa dificilmente perde a contagem de um dia. Mais difícil é que uma família o faça. Seria possível que um povoado, ou cidade, ou país, perdesse a contagem de um dia? Seria, pois, absurdo admitir que o mundo, com seus bilhões de habitantes, grande parte observando o primeiro dia da semana, perdesse a contagem do dia!” – A.B. Christianini, Subtilezas do Erro, pág. 147.

Lembre-se que a Bíblia diz ser Deus Onisciente. Seria então absurdo “supor que Deus exija a observância de uma instituição – como no caso do Sábado por mandamento – e permita que este dia se extravie através dos tempos?” – (Idem). Não! Não é possível. Deus é exato!

“Nos tempos de Jesus, os judeus eram extremados na guarda do Sábado. Ao serem espalhados, dispersos por todas as nações da Terra, após a destruição de Jerusalém, levaram consigo a observância sabática. Em tempo algum se perdeu o sétimo dia nas nações que se estabeleceram.” – Ibidem.

Sim, amado, a semana, na era cristã, também permaneceu intacta, imutável, pois o Sábado sempre chegou e continua a chegar ao seu final. “O pastor Willian Jones, de Londres, com a cooperação de competentes linguistas de todo o mundo, elaborou um mapa da semana em 162 idiomas ou dialetos. Todos reconheceram a mesma ordem dos dias da semana, e 102 deles denominaram o sétimo dia de Sábado.” – Ibidem, 147-148. Eis aí, a nata da verdade! Certo?

“Abram as Enciclopédias, cronologias seculares ou eclesiásticas, e o domingo é reconhecido como o primeiro dia da semana, logo depois de passado o Sábado. Quer dizer que não houve extravio de dia algum.” – Ibidem.

Fato de realce e da mais alta importância para consolidar o assunto, é a informação exata de que “os registros astronômicos e datas que remontam a 600 a.C., concordam com o cômputo dos astrônomos de hoje, de que jamais alterou em tempo algum o ciclo semanal.” – (Ibidem).
Quem poderá contestar os astrônomos?

Outro acontecimento que permite consideração séria, pois é claro como a luz solar, é a disposição de todos os que guardam o domingo, o fazem sempre depois que passa o Sábado.

Isso prova que, em vindo o primeiro dia da semana, passou o Sábado e começa nova semana, que findará novamente no Sábado, numa sequência interminável, chova, faça Sol, no inverno, verão, etc.

Não há portanto, nenhuma plausibilidade de que o Sábado se perca, nunca, jamais! O ciclo é ininterrupto, nada o obstrui, é uma máquina bem azeitada pelo nosso Pai do Céu. Por isso, aqui no Brasil, nas Américas, nos Continentes, enfim, em toda a Terra, todos vivem a semana no seu dia-a-dia. Ricos e pobres, moços e velhos, homens e mulheres e, sempre ao final da semana, chega o santo Sábado.

Preste atenção nisto:

“O que mais se aproxima de uma prova (e é onde os que afirmam ter o Sábado se perdido se apóiam) é a declaração de que, desde os tempos bíblicos, o calendário sofreu várias mudanças, como se essas mudanças fossem tão complicadas e obscuras que ninguém pudesse compreender os acontecimentos que as acompanharam!” – Objeções Refutadas, Francis D. Nichol, pág. 28.

Inúmeros calendários foram utilizados por civilizações diferentes. O calendário árabe, usado pelos povos maometanos, é baseado no movimento da Lua. Os gregos primitivos, mongóis, chineses, judeus e indianos, usavam calendários luni-solares, com o mesmo período dos demais calendários, e os meses eram regulados de maneira a começarem e terminarem com uma lunação. Mas, todos sem afetar a semana.
A seguir, anote o que dizem as autoridades sobre o assunto:

“Houve, de fato, mudanças no calendário. Nenhuma delas, porém, mexeu com a ordem dos dias da semana. Não vamos referir-nos às reformas precárias que não foram adotadas, ou apenas simbólicas, como o calendário positivista, o da Revolução Francesa, e outros. Analisaremos sucintamente as mudanças que alteraram o cômputo dos meses, dias e anos. O calendário judaico vinha dos primeiros tempos bíblicos, e consignava o Sábado.

Os calendários das demais nações do Antigo Oriente, embora dessemelhantes quanto aos meses e anos, eram contudo idênticos na divisão semanal. O calendário romano mais antigo, que se crê fora dado por Rômulo, acrescentou dois meses, elevando o ano civil para 365 dias.

Quando Júlio César subiu ao poder supremo de Roma, notando que o calendário vigente era deficiente, chamou o famoso astrólogo Alexandre Sosígenes para estudar a questão. Este determinou que se abandonasse o calendário dos nomes lunares, e se adotasse o egípcio. Foi feita a reforma no ano 45 a.C., e a semana que vinha no calendário egípcio era paralela à do calendário judaico, e foi mantida.

“Assim a ordem setenária dos dias da semana não se alterou. Isso foi antes do nascimento de Cristo. Nos tempos de Jesus e dos apóstolos, a semana na Palestina coincidia com a semana dos romanos quanto à ordem dos dias. Também a denominação dos dias era a designação ordinal, pois os nomes dados aos dias da semana se devem a Constantino, o mesmo que, por decreto, legalizou a observância do primeiro dia…O calendário ficou alterado, sem afetar a ordem dos dias semanais. É a reforma chamada Juliana.

“A outra reforma que alterou o cômputo, mas não a semana, é denominada Gregoriana, feita por ordem do Papa Gregório XIII. Os países latinos: Espanha, Portugal e Itália, aceitaram-na em 1.582.” – A.B.Christianini, Subtilezas do Erro, págs. 148-149.

“Ao ser organizado o Calendário Gregoriano, notou o astrônomo Luiz Lílio que havia um atraso de dez dias, de acordo com os calendários existentes. Luiz Lílio deu conselhos ao Papa Gregório XIII, e este decidiu que o dia seguinte a 4 de outubro de 1582 se chamasse 15 de outubro. A mesma reforma foi ordenada por Carta Patente do Rei Henrique III e a segunda-feira, 20 de dezembro de 1592, sucedeu ao domingo 9, isto é, o dia seguinte a 9 de dezembro devia ser 10 e passou a ser 20.

Houve protestos. Os protestantes não se conformaram com as decisões do Papa. Os ingleses concordam em 1572. Fazem suceder ao dia 2 do mês de setembro do referido ano, o dia 14, isto é, o dia 3 passa a ser dia 14, ficando todos os povos cristãos com um mesmo calendário, o Gregoriano.” – Itanel Ferraz, Segue-Me, p. 13.

Muito bem, o que ocorreu em outubro de 1582, nos países que fizeram tal mudança, foi o seguinte: Apanhe lápis e papel. Imagine fazer uma folhinha e escreva o título (que é o mês) outubro O ano é 1582. Escreva agora, em horizontal, os dias da semana, como encontrados em todas as folhinhas e calendários. dom. seg. ter. qua. qui. sex. sáb. Certo? Agora iremos transcrever, na íntegra, os numerais referentes a estes dias da semana, tais como foram em outubro de 1582. Então escreva debaixo da segunda-feira o número um. O número dois debaixo da terça. O três debaixo da quarta, e quatro debaixo da quinta-feira, e agora – note bem – escreva o número quinze debaixo da sexta-feira, e daí para frente, o número dezesseis em diante até completarem-se os 31 dias deste mês de outubro de 1582.

Notou o que aconteceu? Houve um pulo de 4 para 15, uma alteração nos números, mas não modificou absolutamente em nada a sequência semanal.

Em síntese, o que simplesmente aconteceu e é tão fácil compreender, foi que “quinta-feira, 4 de outubro, foi seguida de sexta-feira, dia 15. Daí resultou que, embora tivessem sido removidos certos dias do mês, a ordem dos dias da semana não se alterou. E é o ciclo da semana o que nos traz os dias de Sábado. Ao passarem os anos, as outras nações foram gradualmente adotando o Calendário Gregoriano no lugar do Juliano, como se chama o antigo.

E cada nação, ao fazer a mudança, empregou a mesma regra de saltar dias do mês, sem tocar na ordem dos dias da semana.” – Francis D. Nichol, Objeções refutadas, pág. 28.

O importante a destacar é que em todas as alterações no afã de acertar dias, minutos, horas e segundos, Nada, nada mesmo alterou o ciclo semanal. Sim, meu irmão, quando o bom Pai Celestial afirmou no livro da gênese do mundo:

“Enquanto a Terra durar, sementeira e sega, frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão.”

Deus garantiu aos “seres humanos de todas as épocas, de todas as latitudes e longitudes do Universo”, que a semana jamais seria modificada. Deus não a ligou a nenhum corpo celeste que pudesse alterá-la. Ela é um trilho eterno, onde correm sete dias intermináveis e imodificáveis, enquanto “durar a Terra”. Gênesis 8: 22

A semana nunca foi alterada.

Leia mais isso:

“Quando se realizou o calendário, nem mesmo se cogitou em interromper de qualquer modo o ciclo semanal. Falando na variedade dos planos sugeridos para a correção do calendário, diz a Enciclopédia Católica, volume IX, página 251: ‘Fizeram-se todas as propostas imagináveis; uma só idéia é que nunca se aventou, isto é, de abandonar a semana de sete dias.” – Francis D. Nichol, Objeções Refutadas, pág. 28.

“Por que deveria ter-se perdido a contagem do tempo? Quem o teria desejado assim? A civilização e o comércio existiram através de todos os séculos e, não poderemos crer que os que viveram antes de nós eram capazes, como nós, de con-servar a contagem dos dias?” – Idem.

“Certo, nem toda a sabedoria e ciência se acham limitadas ao século atual. Ademais a rigorosa conservação dos registros do tempo é de vital necessidade no culto religioso, tanto para cristãos como para judeus. O cristianismo e o judaísmo têm percorrido todos os séculos, desde os tempos bíblicos. São eles provavelmente os elos que mais fortemente nos ligam aos tempos antigos.” – Ibidem. Pergunto-lhe irmão: “Seria possível que todos os povos cristãos, assim como os judeus, perdessem a contagem da semana?… poderíamos então chegar ao ponto de crer que todos os cristãos de todas as partes do mundo, e todos os judeus dos quatro cantos da Terra perderiam a mesma quantidade de tempo?… é fato que os judeus, que mantiveram através dos séculos o seu próprio calendário, se encontram em exata harmonia com os povos cristãos, no que respeita aos dias da semana.” – Ibidem, 29.

Sim, amado, reafirmo com veemência: o ciclo semanal não têm nenhuma relação com qualquer fenômeno da natureza, como o dia, o mês ou o ano. Tem a semana sua origem em um Deus santo, que criou o mundo em seis dias e, ao sétimo, descansou, findando-a com fecho de ouro, e tem ela cortado os milênios e chegado até nós hoje, tal qual fê-la o nosso Criador. Não há dúvida! Negar esta verdade é um grande desamor. As reformas do Calendário não alteraram em nada a semana. Nem em tempo algum sofreu ela qualquer alteração. A verdade é que sempre e eternamente surgirá, ao final de cada semana, o santo Sábado do Senhor, como o marco eterno do fechamento do ciclo semanal.

“A reforma de Gregório XIII ordenava que o dia 4 de outubro, quinta-feira, fosse seguido do dia 15 de outubro, sexta-feira, ficando, pois, inalterada a semana que já vinha de milênios, isto é, da criação.” – Atalaia, 7/54.

“Em 1931 reuniram-se em Genebra representantes do mundo político, comercial e religioso para a chamada ‘Conferência para a reforma do calendário’. A mudança advogada pelos presentes viria quebrar o ciclo semanal e fazer com que o Sábado caísse em diferentes dias da semana cada ano.

Como sempre acontece, Deus em todos os tempos teve defensores ardorosos das verdades sagradas. Assim, onze observadores do Sábado – componentes da delegação dos Adventistas do Sétimo Dia – protestaram e conseguiram a não reforma do calendário. A célebre conferência foi adiada para uma ocasião oportuna.

O Espírito de Deus esteve presente e guiou Seus humildes filhos a mais um triunfo em favor das verdades contidas nas páginas lapidares do Livro Sagrado.” – Itanel Ferraz, Segue-Me, p. 137.

Querido irmão: Deus criou a semana de sete dias, e ao sétimo chamou Sábado. Por que tanta indiferença a um dia que Deus criou, separou e santificou? Reflita nisto, amado!


Fonte:  Blog Sétimo Dia

O Sábado nos Pólos

Nas Regiões Polares dias e noites duram seis meses. Guarda-se o Sábado lá? Lógico que sim!

Como? Veja:

Vendo que as Escrituras Sagradas ensinam a observância do Sábado do pôr-do-Sol ao pôr-do-Sol, pessoas há que concluem ser isso impossível no Extremo Norte, onde há todos os anos um período durante o qual o Sol permanece no alto, e outro em que ele permanece oculto abaixo do horizonte, durante as completas vinte e quatro horas do dia.

• É certo que residem ali numerosos observadores do Sábado, os quais afirmam não ser difícil saber quando chega a hora do pôr-do-Sol, para então iniciarem a observância do dia de repouso. Surpreendem-se com efeito, ao saberem que haja quem isso julgue impossível.

• No período em que o Sol está oculto abaixo do horizonte, os guardadores do Sábado no Extremo Norte observam o dia de sexta-feira ao meio-dia até o Sábado ao meio-dia, porquanto essa hora corresponde ao pôr-do-Sol na região ártica no inverno. Pois todos os dias, enquanto o Sol se oculta sob o horizonte meridional, ele atinge seu zênite ao meio-dia, visto como nessa hora tanto se levanta como se põe, abaixo do horizonte.

• Daí por diante, passa a ser visível o pôr-do-Sol, assinalando o começo e o fim do sétimo dia. Cada dia o Sol se ergue um pouco mais cedo e se põe um pouco mais tarde, de modo que a 21 de março (equinócio vernal), o nascer do Sol se dá às 6 horas da manhã, pondo-se às 6 horas da tarde.

• Nos dias de verão, em que o Sol não se põe, quando ele alcança o zênite (o ponto mais alto em seu aparente caminho circular no Céu) os habitantes de além do círculo ártico sabem que é meio-dia. E quando chega ao nadir (o ponto mais baixo em seu aparente caminho circular no Céu), nos dias de verão, eles sabem que é meia-noite. Este ponto mais baixo no aparente circuito solar de vinte e quatro horas no Céu é pelos habitantes daquela região denominado ponto do norte. Corresponde, como dissemos, ao pôr- do-Sol. Daí, os habitantes de além círculo ártico, observam no verão o sétimo dia de meia-noite de sexta-feira até meia-noite de Sábado, pois o Sol está então em seu nadir (o ‘mergulho’), que é também o ponto do pôr-do-Sol.

• Nem os observadores do domingo nem os do Sábado têm qualquer dificuldade em saber quando começa seu dia de repouso religioso, no Extremo Norte. Em dois períodos do ano o visível pôr-do-Sol serve de sinal para marcar o princípio e o fim do sétimo dia para os adventistas na região ártica. E nos dias em que o Sol não aparece acima do horizonte, o Sábado é observado de sexta-feira, ao meio-dia, até o meio-dia do Sábado, por isso que essa hora corresponde ao tempo do pôr-do-Sol, segundo o prova o último pôr-do-Sol visível ocorrido no princípio do período, e o primeiro pôr-do-Sol visível ocorrido no final do período.

Mas durante o tempo em que o Sol está no Céu contínuamente, o Sábado é observado de sexta-feira à meia-noite, até meia-noite do Sábado, porque o Sol está em seu nadir nesse momento do dia, como o provam o último pôr-do-Sol visível no princípio do período, e o primeiro visível pôr-do-Sol ocorrido no final do período.” – R.L. Odom, The Lord’s Day On a Round World, págs. 121, 122,138,140,141,143,144. Citado em Consultoria Doutrinária, pág. 154.

“E mesmo na terra do ‘Sol da meia-noite’, pergunte-se a um explorador dos polos e ele achará ridícula a idéia de não ter ali noção do dia, seu começo e fim. Os exploradores árticos mantêm a exata contagem dos dias e semanas em seus diários, relatando o que fizeram em determinados dias. Eles dizem que naquela estranha e quase desabitada terra, é possível notar a passagem dos dias durante os meses em que o Sol está acima do horizonte, pelas posições variáveis do Sol, e durante os meses em que o Sol está abaixo do horizonte, pelo vestígio perceptível do crepúsculo vespertino. E se um sabatista se encontrasse lá no polo, e tivesse algum receio de perder a contagem das semanas, bastar-lhe-ia dirigir-se, por exemplo, a uma missão evangélica entre os esquimós, e lá obteria a informação do que deseja, pois os missionários sem dúvida saberiam quando é domingo para nele realizarem sua Escola Dominical… Certamente que eles não perderiam o ciclo semanal.” – Arnaldo B. Christianini, Subtilezas do Erro, pág. 177-178.

Texto: Lourenço Gonzales

Fonte:  Blog Sétimo Dia

O Longo Dia de Josué

(Josué 10: 12-14). Com Deus não tem impossível. Parar qualquer dia! Deslocar o Universo! Deter a órbita do Sol ou da Lua! Retroceder raios solares, é tarefa fácil.

Os cananeus adoravam o deus Sol (Baal) e a deusa Lua (Astoret). Portanto, ao ordenar Josué que o Sol e a Lua parassem, demonstrava ele a impotência daqueles deuses pagãos diante do Deus de Israel. Por isso Josué não disse: “Pare, Terra!”.

Deus operou o milagre alongando suficientemente o dia para que Seu povo destruísse completamente o inimigo. Ainda naquele longo dia, conquistaram a cidade de Maquedá (Josué 10:28). Mas o dia continuava sendo quarta-feira.

O dia posterior foi quinta e, assim, sucessivamente, até hoje, século XXI. Por conseguinte, o Sábado não se perdeu, porque a semana se manteve intacta.

Josué usou a linguagem popular de seus dias ao adentrar assuntos científicos. Na verdade, o dia não é resultado de que o Sol se mova no Céu, e sim que a Terra gire sobre seu eixo imaginário, uma rotação completa de 360 graus.

Mas, também é verdade inquestionável que Deus pode intervir nas leis naturais e deter a rotação da Terra, quando desejar, sem que haja efeitos desastrosos para o planeta, para o Sistema Solar e mesmo para o Universo.

Nunca esqueça, amado, este famoso dia estendeu-se por mais tempo que o normal, porém, continuou sendo quarta-feira, em nada alterando o ciclo semanal.

O Sábado é o Dia do Senhor! Deus sabe como cuidar dele para nós.


Fonte:  Blog Sétimo Dia